Novo motor do Toyota Corolla tem cilindro a mais e ainda promete gastar menos combustível

Próxima geração do Corolla, prevista para 2028, deve ser a primeira a usar o conjunto, que combina motor 1.5 de quatro cilindros e parte elétrica menor

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Toyota Corolla Concept, de 2025, antecipa o capô mais baixo permitido pelo novo sistema híbrido (Foto: Toyota | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 01/11/2026 às 15h00

A Toyota, pioneira dos carros híbridos, prepara uma nova geração da tecnologia com a promessa de reduzir o consumo de combustível em mais de 15%.

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Segundo a fabricante japonesa, o novo sistema foi desenvolvido para as futuras plataformas que vão abrigar, sobre a mesma base, versões híbridas, híbridas plug-in (que podem ser recarregadas na tomada) e 100% elétricas.

O primeiro modelo a recebê-lo deve ser a próxima geração do Corolla, prevista para 2028, segundo a imprensa europeia. O novo sedã foi antecipado pelo Corolla Concept, mostrado no Japan Mobility Show, em Tóquio, em outubro do ano passado.

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Foto: Toyota | Divulgação

Um 1.5 no lugar de dois motores

O centro do projeto é uma nova família de motores 1.5 de quatro cilindros, com versões aspiradas e turbo. A Toyota não adaptou um motor existente: os novos blocos foram criados desde o início para trabalhar com motores elétricos.

De acordo com a marca, o 1.5 aspirado vai cobrir a faixa de desempenho hoje atendida pelo 1.8 e pelo atual 1.5 de três cilindros.

No Brasil, o 1.8 é o motor a combustão dos Corolla e Corolla Cross híbridos flex, que rodam com etanol e gasolina.

Os componentes elétricos — motores, inversores e unidades de controle de potência, que gerenciam o fluxo de energia — também ficaram menores e mais leves.

Com isso, os carros poderão ter capô mais baixo e desenho mais livre. A montadora afirma ainda que as versões híbridas caberão na mesma estrutura dos elétricos sem alterar a silhueta, o espaço interno ou a capacidade do veículo.

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Foto: Toyota | Divulgação

De onde vem a economia

A Toyota atribui o ganho de eficiência a quatro frentes: menos atrito mecânico, melhor gestão de temperatura, menos perdas elétricas e menor resistência aerodinâmica.

Usar a mesma base para várias motorizações também dilui os custos de desenvolvimento e permite ajustar a produção conforme a demanda de cada mercado, segundo a fabricante.

O sistema também está sendo preparado para rodar com combustíveis renováveis. Além disso, a Toyota pretende ampliar, nos próximos anos, a venda de seus motores e da tecnologia híbrida para outras empresas.

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