O conceito Peugeot RCZ Vision antecipa elétricos da marca

Cupê relembra o RCZ vendido entre 2009 e 2015 e roda sobre a plataforma STLA One, que estreia no próximo Peugeot E-208 em 2027

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Peugeot RCZ Vision: cupê elétrico conceitual tem faróis de três garras na horizontal e teto de vidro (Foto: Peugeot | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 19/10/2026 às 09h00

A Peugeot levou ao Salão de Paris o RCZ Vision, cupê elétrico conceitual que antecipa o visual e as tecnologias dos próximos carros da marca. O protótipo tem 500 cv e recarrega a bateria de 10% a 80% em dez minutos.

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O nome resgata o cupê RCZ, rival do Audi TT produzido entre 2009 e 2015, que também foi vendido no Brasil.

O conceito ainda estreia a nova linguagem visual da Peugeot, batizada de Feline Future (futuro felino, em tradução livre).

Os faróis mantêm as três garras, agora na horizontal, na dianteira e na traseira. A carroceria tem laterais bem esculpidas e teto de vidro em formato de bolha.

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Foto: Peugeot | Divulgação

Volante quadrado e tela que se apaga

Na cabine, o destaque é o volante Hypersquare, quase quadrado, que vai equipar o novo E-208 no ano que vem.

Ele trabalha com direção eletrônica steer-by-wire, sem ligação mecânica com as rodas. Em manobras, basta menos de uma volta para ir de um lado ao outro, e a direção fica mais lenta conforme a velocidade aumenta.

O painel i-Cockpit também foi redesenhado: o motorista escolhe as informações exibidas nas telas de micro LED e pode até desligar a tela central.

Segundo a Peugeot, o banco traseiro agora acomoda adultos, o que não acontecia no RCZ original.

Bateria de estado sólido

O RCZ Vision usa a plataforma STLA One, da Stellantis, que estreia em 2027 no novo E-208 e também aceita motores híbridos.

No conceito, ela aparece em versão mais avançada, com sistema elétrico de 1.000 volts e bateria de estado sólido de só 11 cm de altura, o que ajuda a manter o teto baixo.

A autonomia anunciada é de 600 km, com consumo de 11,5 kWh a cada 100 km.

A produção do cupê não foi confirmada. Mesmo assim, o visual, a plataforma, a direção eletrônica e o sistema de condução semiautônoma, que permite tirar as mãos do volante em algumas situações, serão usados em outros modelos da Stellantis.

A Peugeot é uma das quatro marcas do grupo, ao lado de Jeep, Ram e Fiat, que vão concentrar 70% dos investimentos daqui em diante.

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