Honda Civic tem bom sistema híbrido, dirigibilidade agradável e pacote robusto de equipamentos; mesmo assim, nunca vendeu tão pouco
No mês passado, apenas um brasileiro comprou um Honda Civic. Segundo dados oficiais do mercado, o sedã híbrido da marca japonesa atingiu a marca unitária após meses de queda constante. Lançado em 2023, o Civic e:HEV é vendido em versão única, com sistema híbrido elogiado pelo consumo de até 18,4 km/l. Isso e o bom pacote de equipamentos, entretanto, parecem não ter sido o suficiente para um desempenho melhor.
Diante de um sucesso aparentemente aquém do esperado frente à boa recepção do Civic na crítica especializada — elogiado também pelo acerto mecânico —, surgiu a hipótese de falta de estoque. Foi isso o constatado pela revista Autoesporte em fevereiro: a publicação afirmou ter contatado mais de dez concessionárias da Honda e, em praticamente todas, não havia unidades do sedã disponíveis.

VEJA TAMBÉM:
À época, a Honda negou. Agora, a montadora confirmou a informação ao AutoPapo. “O Civic segue com sua importação regular, conforme o planejamento estratégico estabelecido para ele”, disse a empresa.
“Como é comum entre modelos importados (o Civic é trazido da Tailândia), a alta procura pode levar ao fim do estoque em determinadas concessionárias e até mesmo em algumas cidades. Por esse motivo, a Honda Automóveis trabalha para regular o estoque da rede de modo a atender seus clientes sempre da melhor maneira possível. Além de reforçar que o modelo segue com sua programação de importação regular – inclusive com a chegada de um novo lote já confirmada -, é importante destacar também que o Civic é um dos modelos mais icônicos da marca Honda ao redor do planeta e tem um público cativo no Brasil”, completou o comunicado.

Segundo dados da Fenabrave, o Honda Civic híbrido vendeu cerca de 3.283 unidades desde janeiro de 2023. O melhor período foi justamente no ano passado, quando, em fevereiro, chegou a ter 357 unidades emplacadas, com 206 unidades no mês seguinte. Desde então, a demanda foi minguando: as unidades mensais chegaram a 65 em abril, 22 em julho e 13 em dezembro.
Em janeiro desse ano, já foram apenas 4. Por conta disso, chegou a vender menos que o Civic Type R, a variante altamente esportiva de R$ 435.500 que sempre foi uma fração das vendas totais.

O sedã é comercializado no Brasil sob o guarda-chuva da tecnologia e:HEV. Na prática, o veículo é tracionado na maior parte do tempo pelo motor elétrico, que entrega 184 cv e 32,1 kgfm. O motor 2.0 a combustão, com 143 cv e 19,1 kgfm, atua de forma secundária — majoritariamente como gerador de energia para as baterias ou auxiliando a tração apenas em velocidades de cruzeiro mais altas.
A versão única do Civic conta com o sistema Honda Sensing (que inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa) entre seus destaques. Completam os itens de série o painel de instrumentos digital de 10,2″, central multimídia flutuante de 9″, sistema de som premium da Bose, teto solar, carregador de celular por indução e bancos em couro com regulagem elétrica.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
Desde fevereiro estou procurando esse carro para comprar nas concessionárias e em todas eu tenho sempre a mesma resposta. De que um novo lote só virá entre junho e julho e que não há estoque desse carro em nenhuma concessionária do país. Inclusive, havia a previsão de vendas desse veículo na cor azul que nunca foi concretizada pela Honda.
Carro tem de ter gluteos.
Carro tem de ter bunda.
435 mil reais?
Caraca! Com esse valor compra um veículo muito superior e com muito mais utilidade. Ex. Uma Hilux
Mas qual o desfecho da notícia? Terminou falando das características do carro, que já estamos cientes, mas não fez o desfecho, nem comentou se há perspectivas de produção nacional ou ainda, que há planos para baratear o veículo, pois está claro que a baixa procura é por causa do alto preço, pois o produto é excelente, como tudo que a Honda faz.
A Honda fez o certo em encerrar a produção, já que a preferência do brasileiro é por SUVs. O próprio Corolla cai nas vendas ano a ano, mesmo sem seu antigo concorrente, então não fazia sentido produzir aqui ou importar e ter pouca procura.