Programa do governo derruba os preços dos elétricos e SUVs e leva taxistas e motoristas de aplicativo às concessionárias do país
O início do Move Brasil, programa federal de financiamento voltado a taxistas e motoristas de aplicativo, provocou forte movimentação nas concessionárias de veículos elétricos. A BYD foi uma das marcas de maior repercussão: afirmou ter atendido mais de 14,5 mil profissionais no primeiro dia e registrou filas em diferentes cidades do país, em algumas unidades antes mesmo da abertura das lojas.
Segundo a montadora, o volume nas mais de 210 concessionárias da rede ficou muito acima da média para uma sexta-feira e representou cerca de 85% de todos os atendimentos do dia. Entre os modelos elegíveis ao programa estão o Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990, e o Dolphin GS, a partir de R$ 129.990.
A procura não se restringiu à líder em eletrificados. A Geely apostou em preços agressivos para ampliar sua fatia no segmento: o EX2 Pro parte de R$ 99.001 para taxistas com isenções fiscais e de R$ 117.610 para motoristas de aplicativo, enquanto o EX2 Max sai por R$ 109.396 e R$ 129.960, respectivamente. A marca, porém, já enfrentava fila de espera superior a 30 dias para entrega em algumas cidades antes mesmo do início do programa.
O movimento se espalhou pelo setor. GWM (Ora 03), Renault (Kwid, Kardian e Duster), Fiat, Peugeot, Citroën e Chevrolet também aderiram ao Move Brasil com cortes de preço para enquadrar seus modelos no teto de R$ 150 mil, acirrando a disputa por motoristas profissionais.
Operado pelo BNDES, o Move Brasil Táxi e Aplicativos é uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões criada para renovar a frota do transporte individual de passageiros com veículos novos flex, híbridos ou elétricos de até R$ 150 mil.
Principais benefícios:
Quem pode participar:
O cadastro é feito na plataforma gov.br/movebrasil, com resposta sobre a elegibilidade em até cinco dias úteis. Aprovado o perfil, o motorista procura uma concessionária habilitada para iniciar a análise de crédito junto aos bancos credenciados ao BNDES.
Mantido o ritmo das adesões, o programa tende a acelerar a presença dos elétricos no transporte por aplicativo, segmento tido como estratégico para a expansão da eletromobilidade no país.
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