Racismo na GM: fabricante é processada por funcionários nos EUA

Funcionários contam ter encontrado grafites ofensivos, ameaças, suásticas e laços de forca espalhados pela fábrica

Por AutoPapo12/02/19 às 15h00

Funcionários de uma fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, estão processando a Chevrolet por comportamento discriminatório. Segundo reportou o Autoblog, site americano de notícias automotivas, também há relatos de uma atmosfera tóxica no local, e as acusações são de racismo na GM. Em resposta, empresa está oferecendo US$ 25 mil para quem tiver informações.

De acordo com a notícia, há dois anos têm sido encontrados pichações ofensivas, laços de forca e suásticas no local. Ao mesmo tempo, nove funcionários negros entraram com um processo contra a companhia. O processo afirma que a empresa permitiu comportamentos de discriminação racial e não tomou atitudes depois de tomar conhecimento de atos racistas e ameaças.

A ação foi iniciada em setembro de 2018, dizendo respeito aos acontecimento na fábrica da cidade de Toledo, em Ohio.

Agora, através de um programa da polícia local para combate ao crime, o Crime Stoppers, a GM está oferecendo US$ 25 mil para combater esses comportamentos racistas. A empresa busca, entre seus funcionários, alguém que tenha mais informações sobre os responsáveis.

“Nós estamos revoltados que qualquer pessoa tenha recebido ameaças, e nos comiseramos pelos afetados por esse preconceito”, disse um porta-voz da marca, citado pela notícia.

Os relatos falam que, em março de 2017, funcionários encontraram um laço de forca pendurado na fábrica. O objeto é um símbolo da discriminação e massacre racial na história dos EUA. Ainda de acordo com a notícia, um supervisor teria ouvido de um deles que “no passado, uma pessoa como eu teria sido enterrada com uma pá”.

O supervisor repassou o caso de racismo na GM para a gerência, que lhe disse para “deixar para lá”.

Quatro dos funcionários que participam do processo contra a companhia também registraram reclamações junto à Comissão de Direitos Civis de Ohio. A instituição decidiu que a GM estava “envolvida em práticas de discriminação ilegais”.

A companhia discordou da decisão, mas teve que contratar um oficial para treinar funcionários na fábrica, assim como realizar sessões de treinamento anuais. Também foi estabelecido um programa de contratação com foco em oportunidades iguais, cujos currículos devem passar, antes, pela Comissão de Direitos Civis.

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3 Comentários
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    Luiz Henrique 12 de fevereiro de 2019

    Você não entendeu nada. A empresa foi alertada e não tomou providências.

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      Gabriel 13 de fevereiro de 2019

      Você que não quer me escutar! Quem representa a empresa que é perverso. Então tem que matar o mal pela raiz… digamos que passasse a bola do Supervisor para o Engenheiro Chefe e este passasse o caso para o seu superior (área executiva). De quem é a culpa? Que caiam os culpados de fato, seja lá quem ele for, seja ele Presidente da GM ou o que for, e sejam presos. Pois é uma lição muito pior ser preso do que a empresa milionaria ter que pagar apenas uma indenização, não acha?

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    Gabriel 12 de fevereiro de 2019

    Acho que a culpa não é da GM, mas sim dos funcionários que acobertaram o racismo e assédio. Assim todos os superiores que deviam ter tomado a decisão de combater o racismo e mandaram ‘deixar pra lá” deviam no mínimo pagar do próprio bolso uma indenização pra vítimas e até quem sabe alguns anos de cadeia.

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