Renault Boreal 2027 perderá potência para poluir menos
Motor 1.3 turbo flex cai de 163 cv para 160 cv na linha 2027, com torque mantido em 27,5 kgfm, para atender ao Proconve L8
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/09/2026 às 15h00
Atualizado em 14/09/2026 às 15h27
O Renault Boreal vai perder potência no Brasil. O motor 1.3 turbo flex do SUV médio cairá de 163 cv para 160 cv, enquanto o torque permanece em 27,5 kgfm. O corte atende às exigências da nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, o Proconve L8.
A mudança foi confirmada por Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, durante a apresentação da picape Niagara. O novo acerto estreia na picape, prevista para novembro, e chega ao Boreal na virada para a linha 2027.
Segundo a Renault, a recalibração tem como único objetivo reduzir as emissões e não guarda relação com as faixas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A montadora ainda não divulgou os novos índices de emissões nem informou como o ajuste afeta o consumo de combustível.

Terceiro acerto do 1.3 turbo no país
É a segunda vez que o propulsor perde potência no Brasil. Quando estreou por aqui, em 2019, no Captur, o 1.3 turbo era importado da Espanha e rendia 170 cv. Em 2025, com o início da produção nacional pela Horse — empresa de motores que a Renault mantém em sociedade com a chinesa Geely —, na fábrica de São José dos Pinhais (PR), a potência caiu para 163 cv. Agora vem o terceiro número: 160 cv.
O torque nunca mudou. O Boreal também sai da linha de São José dos Pinhais, onde começou a ser produzido no ano passado.
O Boreal não é caso isolado: o Proconve L8 apertou os limites de emissão de poluentes e vem obrigando montadoras a recalibrar motores vendidos no país, em movimento que em alguns casos aparece na ficha técnica como perda de cavalos. Pelo cronograma da regra, a etapa vale para modelos novos desde janeiro de 2025 e alcança toda a produção nacional em 2027.
Mesmo motor na Niagara
A picape Niagara usa exatamente o mesmo conjunto, já com 160 cv e 27,5 kgfm. Ela é montada em Santa Isabel, na Argentina, e recebe os motores produzidos no Paraná, o que uniformiza a especificação dos dois modelos na América do Sul.
Derivada da mesma plataforma do Boreal, a Niagara chega para disputar o espaço de Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick, com versões de tração dianteira e 4×4. A Renault já confirmou que o modelo terá uma opção híbrida em 2027. Ainda não foi esclarecido se a nova calibração abre caminho para o Boreal também receber tração nas quatro rodas.
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