Stellantis descarta fim de marcas e prioriza Fiat e Jeep para superar crise

Apesar de prejuízo bilionário e valor de mercado em queda, conglomerado nega venda de divisões e foca recursos em quatro frentes principais

Antonio Filosa Stellantis
Stellantis descarta encerrar marcas e reorganiza estratégia de investimentos (Foto: Stellantis | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 27/04/2026 às 08h00

A Stellantis reafirmou sua estratégia de preservar as 14 marcas do grupo, apesar da crescente pressão de investidores por uma simplificação do portfólio diante de resultados financeiros adversos. Sob a gestão de Antonio Filosa, a gigante automotiva busca equilibrar a operação após registrar um impacto negativo de € 22,2 bilhões, reflexo dos altos custos de transição para a eletrificação e de investimentos pesados no mercado norte-americano.

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Atualmente, o valor de mercado do conglomerado gira em torno de € 21 bilhões, cifra que se assemelha ao prejuízo acumulado no último exercício. Para estancar a sangria financeira, a solução desenhada pela cúpula da empresa não passa pelo fechamento de divisões, mas por uma hierarquização interna rigorosa dos investimentos.

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Nesse novo cenário, marcas como Fiat, Jeep, RAM e Peugeot foram elevadas ao status de pilares globais. Enquanto a RAM sustenta as margens nos Estados Unidos e a Fiat mantém a liderança na América Latina e Itália, a Peugeot segue como peça-chave na Europa. Diferente da diretriz anterior de Carlos Tavares, que buscava uma distribuição de recursos mais homogênea, a nova ordem prevê a concentração de aportes nessas quatro frentes mais rentáveis.

Analistas de mercado, no entanto, veem com ceticismo a manutenção de insígnias com alta sobreposição de público, como Alfa Romeo, Lancia e DS, que compartilham componentes e disputam o mesmo consumidor premium. Até mesmo o futuro da Maserati, joia da coroa do grupo, tornou-se objeto de especulação. A Citroën, com 19% das vendas europeias, e a dupla Opel/Vauxhall, com 21%, também enfrentam o desafio de se manterem relevantes sob a nova política.

A aposta para sustentar o império reside no compartilhamento massivo de plataformas e na parceria com a chinesa Leapmotor, que servirá como atalho para modelos de baixo custo. Para Filosa, o foco é a eficiência: manter as identidades nos capôs, unificando o que está por baixo deles para garantir a sobrevivência de todas as marcas.

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