Stellantis reduz produção de Ram Dakota e Fiat Titano por conta das baixas vendas

Produção anual das duas picapes cai de 27 mil para 16,5 mil unidades; Brasil, principal destino, responde por vendas abaixo do projetado

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Um ano após investir R$ 1,95 bilhão em picapes, Stellantis freia Titano e Dakota (Foto: Ram | Divulgação)
Por Eduardo Passos
Publicado em 08/09/2026 às 10h00

A Stellantis reduzirá o ritmo de produção das picapes Fiat Titano e Ram Dakota na fábrica de Córdoba, na Argentina, pouco mais de um ano depois de transformar a unidade em polo regional de picapes. A montadora confirmou o ajuste à imprensa argentina e afirmou que a mudança acompanha a evolução da demanda nos mercados interno e de exportação.

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Fontes sindicais ouvidas pelo Argentina Autoblog atribuem o corte à procura abaixo do projetado pelos dois modelos. A empresa não detalhou a extensão do ajuste. Segundo o site A Rodar Post, o novo programa comunicado a fornecedores prevê 3 mil Dakota e mil Titano entre setembro e dezembro, contra 8 mil e 1,5 mil previstas inicialmente.

No ano, a produção das duas picapes passaria de 27 mil para cerca de 16,5 mil unidades, queda de aproximadamente 39%. Os volumes não foram confirmados pela Stellantis. A linha deve operar em um único turno a partir de setembro.

O Polo Industrial Ferreyra recebeu investimento de US$ 380 milhões (R$ 1,95 bilhão) anunciado em 2024, que inclui uma fábrica de motores para o 2.2 Multijet de 200 cv e 45,9 kgfm, com produção prevista para o início de 2027. A Stellantis afirmou manter os projetos de investimento e classificou a unidade como estratégica para a América do Sul.

fiat titano ranch 18
Foto: Fiat | Divulgação

Titano e Dakota ficam longe das rivais no Brasil

O Brasil é o principal destino externo da fábrica, e o desempenho comercial aqui ajuda a explicar o ajuste. Lançada em março de 2024, a Titano emplacou 6.223 unidades naquele ano e 6.437 em 2025, segundo a Fenabrave. Em 2026, acumula cerca de 3,5 mil até agosto, pouco mais de 16 mil unidades em dois anos e meio. A Dakota, que estreou neste ano a partir de R$ 249.990 sobre a mesma base mecânica, registra aproximadamente 3,2 mil unidades.

Até agosto, a Toyota Hilux passava de 30 mil emplacamentos, a Ford Ranger somava quase 24 mil e a Chevrolet S10 superava 20 mil. A Mitsubishi Triton registrava 8,6 mil. Em 2025, a Hilux fechou o ano com 49.732 unidades, quase oito vezes o volume da Titano.

Dentro da própria Stellantis a distância também é grande. A Strada supera 113 mil unidades no ano, a Toro chega a 38 mil e a Ram Rampage soma cerca de 16,8 mil, mais de cinco vezes o resultado da Dakota, com quem divide o showroom.

O ajuste ocorre em meio à retração da indústria argentina. Segundo a Adefa, a produção nacional caiu 18% nos sete primeiros meses de 2026, e a Ford anunciou corte de 17% na fabricação da Ranger.

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