Toyota reabre fábrica em Porto Feliz (SP) um ano após sua destruição por tempestade
Complexo paulista recebe fundição com reforços metálicos 45% mais resistentes um ano após microexplosão atmosférica derrubar o telhado
Publicado em 22/09/2026 às 12h00
Um ano depois de ter o telhado arrancado por uma microexplosão atmosférica, a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP) voltou a produzir peças no endereço original. A montadora inaugurou no complexo uma nova fundição, construída com reforços metálicos 45% mais resistentes que os do projeto anterior.
O desastre ocorreu em 22 de setembro de 2025. Pouco antes da tempestade, a queda de energia acionou um protocolo de segurança que esvaziou a área principal. Três minutos depois, a cobertura cedeu, sem vítimas.
Mudança para Sorocaba em quatro dias
Com equipamentos de precisão expostos a sol e chuva, a companhia montou uma sala de decisões rápidas, a “Obeya” da cultura corporativa japonesa, e transferiu o parque industrial para um condomínio empresarial a 11 km da fábrica de veículos de Sorocaba. Foram 622 máquinas retiradas, ao ritmo de dez por dia. Assim, um trabalho de layout que normalmente levaria quatro meses foi concluído em quatro dias.
O gargalo do galpão provisório era elétrico: a instalação comportava apenas iluminação. A subestação necessária, estimada em dez meses de obra, ficou pronta em três, com apoio da concessionária local, e os testes iniciais rodaram com geradores portáteis. A produção foi retomada em 26 de janeiro de 2026.
Prioridade foi o motor do Yaris Cross
A fundição sofreu perdas. Sem energia, faltou gás para a linha de alta pressão, e o alumínio se solidificou, mas foi recuperado. Já a de baixa pressão, responsável pelo cabeçote, foi perdida. Para manter o fornecimento, a Toyota enviou moldes exclusivos ao Japão e à Indonésia.
No complexo emergencial, a prioridade foi o motor 1.5 do Yaris Cross, exclusivo do Brasil por combinar tecnologia híbrida flex e injeção direta, com 400 unidades por dia. O 2.0 flex de Corolla e Corolla Cross teve os equipamentos apenas armazenados, e a matriz absorveu a demanda.
Como o propulsor japonês não é flex, Porto Feliz exporta peças de fornecedores nacionais e importa o motor montado. A previsão é trazer essa produção de volta até 2028.
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