Honda CBR 1000RR Fireblade: regime com proteínas

Comemorando 25 anos, a Fireblade foi totalmente reformulada, ganhando mais potência e muita eletrônica, além de um regime que reduziu bastante o peso.

Por Teo Mascarenhas12/03/18 às 12h02

A superesportiva Honda CBR 1000RR Fireblade (“Lâmina de Fogo”), lançada em 1992, completou bodas de prata e também está retornando ao Brasil, importada oficialmente do Japão.

São duas versões: a CBR 1000RR Fireblade SP, por R$ 79.990. com requintes de acabamento e grafismo, tanque de combustível e escape em titânio, além de sistema quickshifter, que permite trocar de marchas sem uso da embreagem, suspensão Ohlins semiativa com possibilidade de seis níveis de ajuste e freios Brembo. Já a configuração o de “entrada” ABS, chega por R$ 69.990

Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e potente
Foto Mario Villasecusa | Honda | Divulgação

Quando foi lançada, em fins de 1992, 25 anos atrás, tinha motor de quatro cilindros em linha de 900 cm³ e um comportamento extremamente arisco. Um quarto de século depois, a Fireblade continua com mesma arquitetura de motor, agora com 1000 cm³, além de finalmente ganhar um “pacotaço” eletrônico que insistia em não adotar

Ela ainda perdeu nada menos que 15 kg em relação a versão anterior, ganhando também mais 11 cv de potência, resultando em um modelo bem mais enxuto e com uma relação peso-potência bastante favorável.

Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e potente
Foto Mario Villasecusa | Honda | Divulgação

Regime

A meta de perder peso foi aos “mínimos detalhes”. O comprimento dos parafusos, tubulações e braçadeiras foram reduzidos, os raios das rodas em liga leve, passaram de seis para cinco, o quadro com dupla trave e subquadro em alumínio ganharam chapas com menor espessura (sem comprometer a rigidez), economizando 1.100 gramas.

A tampa do motor agora é em magnésio, o radiador menor e até a espessura das carenagens foram minimizada. O resultado é uma 1000, com jeitão de moto menor e 196 kg (195 kg na versão SP) de peso já abastecida, em ordem de marcha.

Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e potente
Foto Mario Villasecusa | Honda | Divulgação

O motor tem, pela primeira vez para um quatro cilindros da marca, o acelerador eletrônico, desenvolvido com base no modelo RC213V do Mundial de Motovelocidade, e desenvolve 192 cv a 13.000 rpm e um torque de 11,8 kgfm a 11.000 rpm.

A eletrônica também está a disposição do piloto, através dos modos de pilotagem, divididos em Street (Rua), Winding (Curvas) e Track (pista) para mais adrenalina, liberando potência com menor interferência do controle de tração e ABS. Existem ainda dois modos totalmente personalizáveis ao gosto do piloto.

Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e potente
Foto Honda | Divulgação

Como anda a CBR 1000RR Fireblade

Pilotamos a versão ABS. Nos modos de pilotagem pessoais, é possível ajustar em cinco níveis a entrega de potência do motor em até nove níveis, a seleção de torque e em três níveis para o freio-motor. A regulagem pode ser gravada para futuras utilizações.

Tudo gerenciado pela unidade de medição inercial que processa parâmetros como inclinação longitudinal e lateral, aceleração, velocidade, rotações, marcha engatada e pressão das frenagens. A configuração escolhida é mostrada em detalhes no painel em tela digital colorida de alta definição, com uma configuração para cada modo escolhido.

Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e potente
Foto Mario Villasecusa | Honda | Divulgação

O encaixe “ortopédico” do piloto é típico das superesportivas, pronto para o ataque. O motor responde com mais fôlego em giros mais altos, exigindo trabalho no câmbio. Porém, as reduzidas dimensões e peso, permitem uma tocada agressiva sem tanto contorcionismo.

A eletrônica também ajuda “relevando” as “mancadas” e as suspensões Showa (invertida na dianteira e mono na traseira), ajustáveis (além de amortecedor de direção), proporcionam inclinações mais abusadas. Os freios, com pinças Tokico geram segurança, sem comprometer os batimentos cardíacos. Tudo em um visual renovado, agressivo e esbelto.

Teo Mascarenhas

Especialista na cobertura do mercado de motocicletas e competições com mais de 30 anos de experiência.

Teo Mascarenhas

1 Comentário

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  • Agnaldo 17 de Maio de 2018

    Muito bom

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