Honda Elite 125: a praia dela é o asfalto

Com porte encorpado, iluminação frontal em LED e piso baixo e plano, o Elite 125 tem motor com torque vigoroso e freios com sistema de acionamento combinado

Por Teo Mascarenhas15/01/19 às 21h00

Com a proposta de ligar o ponto A ao ponto B dentro das cidades e aglomerações urbanas, o Elite 125 chega ao mercado como porta de entrada da linha Honda no segmento dos scooters. Também comercializado na Tailândia (que produz grande parte dos componentes) e em outras regiões da Ásia, onde os scooter são popularíssimos, desembarca no Brasil com preço sugerido de R$ 8.250. Além das armas de praticidade e agilidade que caracterizam estes veículos urbanos, para driblar o trânsito, torna-se ainda mais atraente diante da ineficiência do transporte público e dos custos dos combustíveis.

Honda Elite 125 tem motor com torque vigoroso e freios com sistema CBS

Com essa pegada, o destaque do Elite 125 é o motor. Entretanto, como vem da Tailândia para ser montado em Manaus, ainda não tem tecnologia flex e só consome gasolina. Equipado com um cilindro, 124,9 cm3 de cilindrada, refrigeração a ar forçada por ventoinha e injeção eletrônica, fornece 9,34 cv a 7.500 rpm e um torque de 1,05 kgfm a 6.000 rpm. E é o torque que faz a diferença. O scooter arranca com muita disposição, saltando na frente nos semáforos e no anda e para das cidades e centros urbanos, por exemplo, oferecendo surpreendente conforto e confiança nas retomadas. Se também consumisse etanol, o salto poderia ser um pouquinho maior.

Para o rali urbano

As vias asfaltadas e pavimentadas são a praia do Elite 125. Porém, como nem sempre estão “lisinhas” – quase sempre têm remendos e outras imperfeições – as pequenas rodas com aro de 12 polegadas de diâmetro na dianteira e 10 na traseira, estão calçadas com pneus de maior altura, com medida 90/90 na frente e 100/90 atrás, o que compensa em parte a sensibilidade das saliências do caminho. Para ajudar a driblar as rugosidades do rali diário e manter o conforto e o equilíbrio, as suspensões contam com sistema convencional na dianteira, com 90 mm de curso, e mono na traseira, de 70 mm de curso.

Honda Elite 125 tem motor com torque vigoroso e freios com sistema CBS

Outra providência que ajuda a filtrar as imperfeições do piso é o banco. Com boa largura e ótima anatomia, do tipo dois níveis, tem densidade de espuma adequada e dois tipos de textura. Além disso, fica a apenas 772 mm do chão e conta com um generoso piso plano (sem qualquer obstáculo, ou túnel protuberante), o que facilita enormemente o embarque e desembarque, situações corriqueiras nos deslocamentos urbanos e em curtos trajetos. O piso plano ainda acomoda os pés, com bastante espaço. A área para os pés do passageiro, com encaixe próprio, também é generosa.

Praticidade é ponto alto do Honda Elite 125

Um dos itens de comodidade mais cobiçados nos scooters é a capacidade de carga. O Elite 125 tem, embaixo do banco, espaço com volume de 20 litros, que acomoda um capacete do tipo aberto e alguns modelos do tipo fechado. Para facilitar, o banco abre na própria chave de ignição, que também acesa o tanque de combustível, que comporta 6,4 litros. Para aumentar a capacidade de carga, tem gancho e dois porta-luvas no escudo frontal, e ainda há possibilidade de acoplar o bauleto. A iluminação frontal é em LED, com desenho recortado dos faróis, conferindo visual e porte mais avantajados.

Honda Elite 125 tem motor com torque vigoroso e freios com sistema CBS

O pacote de comodidades conta ainda com o câmbio automático do tipo CVT e um painel digital equipado com relógio de horas e marcador de nível de combustível. O velocímetro, além dos numerais, tem um gráfico circular progressivo, que acaba sendo confundido com o conta-giros. Já os freios, com disco na dianteira de 190 mm de diâmetro com duplo pistão e tambor na traseira com 130 mm, estão equipados com sistema CBS. Quando o freio traseiro é acionado, cerca de 30% da pressão também vai para o manete do freio dianteiro, aumentando a segurança.

Fotos Honda | Divulgação

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8 Comentários
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    Hélio 22 de maio de 2019

    Eu tinha uma Lead, usada mais para tipo comprar-pão-na-esquina. Resolvi trocar por uma Elite.
    É uma scooter que vai bem desde que se tenha um asfalto bem liso. No horrível asfalto da nossa SP Capital, que nossas autoridades insistem em remendar em vez de recapear, é uma verdadeira soca-soca. Nesse quesito, é bem mais dura do que a Lead. Comprar frutas com ela é sinônimo de fruta amassada…Não acho que fiz bom negócio.

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    Antonio 15 de maio de 2019

    Uma pena que seja vendida com AGIL. Ou como eles dizem, sobrepreço de lançamento. Coisas da Honda.

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    benedito da conceicao 4 de maio de 2019

    gostei muito do modelo da motinha.estava pensando em trocar a lead da minha esposa,mais com essa notícia ai de vazamento de óleo.é de pensar.

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    Joao Luiz 26 de abril de 2019

    Comprei uma zero km. Ja andei mais de 1700km e não tive problema algum!

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      Antonio 15 de maio de 2019

      Quanto pagou?

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    Douglas 20 de março de 2019

    NÃO COMPREM ESSA MOTO!!! ELA VAZA ÓLEO E PRECISA ABRIR O MOTOR….A MINHA FICOU 21 DIAS NA CONCESSIONARIA…ALÉM DISSO HÁ UM BARULHO EXCESSIVO NA TRANSMISSÃO CVT QUE O SERVIÇO DE GARANTIA NÃO QUER SOLUCIONAR!!!!

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      Blomberg Saraiva 13 de abril de 2019

      Nossa , uma moto da Honda assim e de ficar assustado mesmo , será que não pode que a sua concessionária e que está com problemas ?

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      Maria José Santos vida Silva 24 de abril de 2019

      Nossa bom saber ,já estava pensando em comprar ,mais depois dessa já vou desistir..obg

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