Marca chinesa premium começa montagem nacional no Polo Industrial de Manaus e prepara ofensiva no segmento de motos e scooters de média e alta motorização
A chinesa Voge deu mais um passo em sua chegada ao mercado brasileiro e iniciou oficialmente a produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (AM). A cerimônia de Start of Production (SOP), realizada neste mês, marcou o começo da montagem nacional dos quatro primeiros modelos da fabricante no país: as aventureiras DS900X e DS525X, além dos scooters SR4 Max e SR3.
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A marca havia anunciado sua entrada no Brasil em fevereiro deste ano, confirmando operação com montagem CKD na estrutura da Dafra em Manaus. Na ocasião, a Voge revelou planos para lançar ao menos seis modelos entre 2026 e 2027, apostando em motos de perfil premium para competir em segmentos dominados por japonesas e europeias.
Agora, com a linha de montagem em operação, a fabricante confirma o início da produção nacional e reforça a estratégia de consolidar presença no país. Segundo Rodrigo Moutinho, gerente-geral da Voge Brasil, o investimento foi motivado pelo potencial do mercado brasileiro de motocicletas.






A produção nacional é uma realidade que já está acontecendo. Escolhemos investir no Brasil porque acreditamos no potencial do mercado e queremos entregar aos pilotos brasileiros motos premium com suporte completo, qualidade impecável e agilidade real desde o primeiro dia”, afirmou o executivo.
A operação envolve também parceiros industriais da Dafra da Amazônia e equipes técnicas da fábrica localizada em Manaus.
O primeiro lote de motos da Voge produzido no Brasil contempla duas aventureiras touring e dois scooters premium.

A principal aposta da marca é a DS900X, equipada com motor bicilíndrico de 895 cm³, capaz de entregar 95 cv e 9,7 kgfm de torque. O modelo traz pacote eletrônico com modos de pilotagem, controle de tração, Cornering ABS e câmera frontal em Full HD.
A aventureira utiliza suspensão KYB ajustável, freios Brembo e rodas de 21 polegadas na dianteira e 17 na traseira, mirando o segmento de big trails voltadas a viagens e uso misto.

Logo abaixo está a DS525X, um modelo de média capacidade que porta um motor bicilíndrico paralelo de 494 cm³, com 53,8 cv a 8.500 rpm e 5 kgfm a 7.000 rpm, associado a câmbio de seis marchas e embreagem deslizante.
São dois modos de pilotagem (Road e Rain). A ciclística inclui suspensão dianteira invertida KYB e monoamortecedor traseiro KYB ajustável. Nos freios, há discos duplos na dianteira e simples na traseira, com ABS Bosch e controle de tração.
O pacote ainda inclui painel colorido de 7 polegadas com conectividade e navegação turn-by-turn, câmera frontal HD, iluminação full LED, protetores de mão e de motor, cavalete central, tomada 12V/USB e rack traseiro. As rodas são raiadas, aro 19 polegadas na frente e 17 atrás, reforçando a proposta de uso em estradas e trechos de terra leve.




No segmento de scooters, a Voge confirmou o SR4 Max, classificado como uma maxiscooter GT. Ele vem com um motor monocilíndrico de 349,8 cm³, capaz de 34 cv a 7.500 rpm e 3,5 kgfm a 6.000 rpm
Entre os itens de série estão para-brisa elétrico, assentos e manoplas aquecidos, freios dianteiros duplos com pinças J.Juan, ABS, controle de tração e câmera frontal HD. A proposta é atender quem busca desempenho superior ao de scooters urbanos tradicionais, com foco em deslocamentos rodoviários e viagens curtas.
Já o SR3 é a menor scooter confirmada até o momento. Ela é equipada com motor monocilíndrico de 244,3 cm³, com potência de 25,5 cv e torque de aproximadamente 2,3 kgfm, aliado à transmissão automática CVT. O modelo oferece ABS de duplo canal, controle de tração, monitoramento da pressão dos pneus e alerta de frenagem de emergência
Segundo a empresa, todos os modelos utilizam componentes de fornecedores globais como KYB, Bosch, Brembo, Nissin, J.Juan e Pirelli/Metzeler. A marca também afirma que a produção nacional deve contribuir para geração de empregos, transferência de tecnologia e fortalecimento do Polo Industrial de Manaus.
A operação brasileira da Voge é resultado de um investimento conjunto entre a Loncin Motor Co. Ltd. e o Grupo Vacas & Caruso, conglomerado argentino ligado ao setor automotivo e motociclístico.
Apesar do início da produção, a fabricante ainda não divulgou oficialmente os preços nem as datas exatas de chegada às concessionárias brasileiras.
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