10 acessórios de carro que foram desejados, mas que ninguém mais lembra

Equipamentos foram febre ou objeto de desejo nos carros, mas caíram em desuso - ou no esquecimento mesmo - pela evolução do automóvel

painel de volkswagen gol 2009 com radio cd player pioneer sem a frente
CD Player com frente removível: evolução em relação aos toca-fitas de bandeja (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Por Fernando Miragaya
Especial para o AutoPapo
Publicado em 21/04/2023 às 09h02

Incrementar o carro ainda faz a cabeça de muita gente. Mas hoje a lista de equipamentos para deixar o automóvel do jeito do dono é bem diferente. Dos anos 1980 aos anos 2000, existiam muitos acessórios desejados, só que caíram no esquecimento ou viraram itens supérfluos.

Confira 10 exemplos de acessórios desejados, mas que ninguém mais lembra ou que foram soterrados pelo avanço da tecnologia.

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1. Toca-fitas de bandeja e CD player

painel de volkswagen gol 2009 com radio cd player pioneer frente sendo destacada
Frente destacável é útil contra furtos (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)

Nos anos 1990 e 2000 carregar o toca-fitas de bandeja dava até um certo status de classe média. O aparelho era encaixado em um suporte de ferro fixado abaixo do painel. Era preciso conectar um cabo ao sistema de som, mas o aparelho podia ser removido e carregado pela alça.

Quando os CD players chegaram, o som de gaveta já era o mais comum. Muitos carros tinham um buraco retangular no painel que permitia a instalação de aparelhos de som, em especial os toca-CDs. Também tinham alça para serem levados para lá e para cá, mas pesavam menos.

Até que inventaram a frente destacável. O equipamento era instalado no mesmo espaço do painel. Contudo, bastava apenas retirar a parte frontal com o display do acessório. Cabia em qualquer pochete (!!!) ou mochila, e o miolo, mais pesado, ficava no carro.

Hoje tais equipamentos caíram em total desuso. A maioria das centrais multimídias ou sons são integrados ao painel do carro. Além de difícil de roubar, tem codificações que atrapalham até o mercado paralelo de peças roubadas.

2. Escape Kadron

escapamento kadron
Escape Kadron dava um toque esportivo (Foto: Reprodução da internet)

Esse acessório foi desejado, pois trazia um abafador que potencializava o som. Também conhecido como escape esportivo, foi alvo de muita polêmica e ainda podia render multas caso os decibéis emitidos superassem o permitido pelo Código de trânsito Brasileiro (CTB).

3. Equalizador Tojo

anuncio equalizador tojo
Equalizador aumentava a qualidade do som na ‘caranga’ (Foto: Reprodução | audiorama.com.br)

O som bacana dos carros de outrora incluía acessórios desejados, como amplificador, tweeter e equalizador. Neste âmbito, a Tojo exercia verdadeiro frenesi entre os ouvidos mais apurados a bordo.

Ter um equalizador da marca era quase como ter um iPhone de última geração. O equipamento era bom. E também especialmente caro.

Atualmente, contudo, os sistemas de som automotivos de série já são bastante completos.  Vem com amplificador integrado, caixas de som, tweeters, equalização no aparelho e até subwoofer e efeitos surround.

4. Disqueteira

disqueteira equipamento de som para carro
Em viagens, acessório permitia uma grande ‘autonomia sonora’ (Foto: Mercedes-Benz | Divulgação)

Outro acessório automotivo muito desejado em um passado nem tão distante. Com a popularização dos CDs e dos CD players para carros, a disqueteira chegou para agregar (e cobrar por) praticidade.

Geralmente instalada no porta-luvas ou no porta-malas, era só colocar seis discos lá no equipamento e seguir viagem com uma playlist mais variada. Nem precisa dizer que é totalmente supérfluo nos dias atuais

5. Antena elétrica

antena eletrica radio carro
Este tipo de antena evitava atos de vandalismo (Foto: Alexandre Carneiro | AutoPapo)

Nos anos 1980 e 1990 era comum roubar e até vandalizar antenas de rádio dos carros. Os veículos mais caros passaram a vir de fábrica com antena elétrica. Ela ficava embutida na lataria e só subia quando o som do veículo era ligado.

6. Farol de milha

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Farol de milha era oferecido pelos próprios fabricantes (Foto: Volkswagen | Divulgação)

O farol de longo alcance era um acessório automotivo típico de carro de playboy nos anos 1980. Geralmente era instalado no para-choque dianteiro.

Seria uma luz auxiliar, muito funcional para a estrada, mas era usado indiscriminadamente na cidade. E servia mais de estética para carros customizados da época, ou mesmo versões especiais de automóveis de série. Bons exemplos são o VW Gol GTI e a Fiat Palio Adventure.

7. Entradas auxiliar ou leitor de cartão

toyota corolla 201 cambio entradas auxiliares
Entrada auxiliar permitia o uso de MP3 Players com o som do carro (Foto: Divulgação)

Com o advento das músicas em formato digital, nos anos 2000 os aparelhos de som automotivos passaram a vir com entradas auxiliares. Começaram com leitores de MP3 e conexão com iPods.

Depois vieram as entradas/tomadas USB, que ficaram comuns e quase obrigatórias. Muito mais que os cartões do tipo SD. Bastava baixar várias músicas em um pen drive e plugar no som. Os serviços de streaming, como Spotify, Deezer e Amazon Music deixaram todos esses recursos obsoletos.

8. Acendedor de cigarros e cinzeiro

antigos equipamentos para carro acendedor de cigarros e cinzeiro
Acendedor de cigarros e cinzeiro estão fora de sintonia com os tempos atuais (Foto: Alexandre Carneiro | AutoPapo)

Não que fosse desejado, mas era um acessório necessário aos motoristas fumantes. No lugar do isqueiro, ficou o buraco em forma de tomada 12V, útil para adaptar carregadores de smartphones. Cinzeiros sumiram também – alguns carros chineses ainda oferecem os dois itens.

9. Calha nos vidros

Calha de chuva para carros não são tão boas quanto parecem
Calhas eram úteis em carros sem ar-condicionado (Foto: Shutterstock)

As calhas tinham até alguma utilidade quando o ar-condicionado era artigo raro nos carros nacionais: elas permitiam que o vidro ficasse ligeiramente aberto em dias de chuva para não embaçar o interior dos carros.

10. Navegador GPS portátil

equipamnto navegador gps para carro
Maior problema dos aparelhos de GPS era a impossibilidade de monitorar o trânsito em tempo real (foto Shutterstock)

Nos anos 2000 os motoristas não tinham mais desculpas para se perder. Os aparelhos GPS portáteis começaram a pipocar no mercado e em ventosas nos para-brisas dos carros, e viraram febre entre os motoristas. Algumas montadoras chegaram a oferecer o aparelho como opcional.

Hoje, ninguém mais lembra desses navegadores pequenos. Hoje, já devem fazer parte de lojas de antiguidade. Os carros passaram a vir com GPS integrados às centrais multimídias. O surgimento de aplicativos como Waze e Google Maps, e o espelhamento de celulares no sistemas a bordo tornaram-os ainda mais dispensáveis.

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6 Comentários
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Cristian Gomes 25 de abril de 2023

Faltou incluir nesta lista o relogio analogico ou digital no meio do painel em cima do rádio

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Ivo 23 de abril de 2023

Vc está usando o óleo especificado pela montadora? Se não me engano, o Zetec Rocam pega o 5w30. Mas, como vc falou que fez as substituições por peças genuínas Ford, creio que com o óleo tenha o mesmo cuidado. Outra coisa é o combustível: está variando o posto em que abastece? Digo isso pq meu E.torq 1.8, após abastecer num determinado posto, notei que o carro passou a consumir mais e, quando voltei a pôr no posto de costume, o consumo voltou ao normal.

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Ota 23 de abril de 2023

Ah….anos 80, era até comédia.
A galera saindo de um Fusca ou Brasília, com o toca-fitas e tojo nas mãos.
Parecia um tijolo sendo carregado.
Kkk….
Os ladrões só furtavam, para roubar era perigoso levar uma “tijolada” na cabeça.
Kkk…

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Andre Brugger 21 de abril de 2023

Calha de chuva pra mim é imprescindível! Com o preço absurdo do combustível e possuindo um carro que não é econômico, trafegar com o ar ligado só mesmo em dias de calorão!
GPS em viagens é tudo de bom! Alerta de radares, lombadas, limites de velocidade, postos policiais, com alerta visual e por voz, foca que a navegação é offline (não depende de 3G/4G/5G). Pega em tudo quanto é canto e a interface é muito mais amigável que do Google Maps ou Waze!

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Felipe 22 de abril de 2023

Não sei em que mundo você vive, pois vc deixar o vídeo aberto do que ar, o consumo é quase o mesmo, e fica sofrendo com calor, ventos, barulhos, poluição…
Waze também é off-line, só precisa de rede quando vai colocar o endereço e ainda livra dos congestionamentos.

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Andre Brugger 22 de abril de 2023

Felipe, creio que não tenha lido corretamente meu comentário. Eu evito utilizar o ar condicionado do meu carro devido o alto consumo de combustível. Tenho um Fiesta Rocam 1.6. na cidade e ele está gastão. Já troquei velas, cabos, bobina, bomba de combustível, limpeza nos bicos injetores, troca da válvula reguladora de pressão. Tudo original Ford mas ainda assim ele consome muito. Tenho inclusive calibrado os pneus um pouco acima do recomendado pelo fabricante (coloco 34 contra os 29 sugeridos). Sem o ar ligado, nesse trânsito caótico e absurdo e cheio de semáforos de Nova Iguaçu, tenho feito média de 7km/L. Com o ar ligado cai pra média 5 km/L (utilizando gasolina, não quero nem ver etanol). Quando liga o compressor o carro perde muita potência. Pode ser problema no compressor ou algo no sistema de refrigeração que tem feito ele perder muita potência e, consequentemente, rendimento e alto consumo. Tanto que viajei com ele no começo do ano, carro cheio, mala cheia, consegui média na estrada de 14 km/L rodando entre 90 e 110.
Quanto ao Waze, sim eu sei que ele é só colocar a rota que ele pega navegação “offline”, inclusive o Google maps tem a opção de baixar o mapa da região selecionada ou Estado, mas prefiro o bom e velho GPS. Como disse, a interface do meu navegador GPS eu acho muito mais amigável que Waze ou até mesmo Google Maps, fora que as dimensões são surreais. Meu celular tem tela de 6,5 polegadas (6,5 x 14,5cm) enquanto meu GPS tem 10 polegadas (8,5 x 15,5 cm). Então é muito mais área visível e interface totalmente customizável. Coloco nela somente o que realmente desejo ver, diferente do Waze e Google Maps onde tenho que ficar preso ao layout do fabricante

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