Jean Todt relembra conversa que teve com o tricampeão brasileiro no final de 1993, que acabou resultando na ida para a Williams
Muitos imaginam como seria a carreira de Ayrton Senna caso não tivesse morrido naquele Grande Prêmio de Ímola em 1994. Se dependesse do piloto, ele nem estaria pilotando um carro da Williams e sim da Ferrari.
A temporada de 1993 não foi boa para Senna. O fim dos motores Honda na McLaren prejudicou o desempenho do carro, mesmo com os avanços no chassi. Mesmo assim ele conseguiu ganhar seis corridas, mas no final do campeonato ficou atrás do rival Alain Prost.
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O francês Jean Todt, que começou como chefe da Ferrari em 1993, relembrou no The High Performance Podcast uma conversa que teve com Ayrton Senna em setembro desse ano. O brasileiro pediu um lugar na Ferrari para a próxima temporada.
Jean Todt recusou, pois já havia fechado contrato com Jean Alesi e Gerhard Berger para a próxima temporada. Senna insistiu, dizendo que contratos não são importantes na Fórmula 1, mas o francês rebateu dizendo que para ele é importante.
Coma aposentadoria de Alain Prost, Ayrton Senna foi para a Williams. O brasileiro tinha recusado entrar na equipe antes pois o rival corria por ela.




O timing não poderia ser pior. O carro da Williams para 1993 foi desenvolvido com muitas tecnologias, como controle de tração, suspensão ativa e câmbio CVT. A FIA baniu esses recursos, o FW16 de 1994 era derivado desse chassi que era dependente da eletrônica.
Sem a suspensão ativa e os outros recursos, o carro ficou difícil de pilotar. Até mesmo o projetista Adrian Newey reconheceu isso. Senna chegou a comentar se sentia desconfortável com o carro durante os testes. Ele nunca completou uma corrida com o carro da Williams.
Ayrton Senna conversou com Luca Cordero di Montezemolo, presidente da Ferrari, no final de semana do fatídico Grande Prêmio de Ímola. O assunto foi a possibilidade de ir para a Ferrari.
A Ferrari contratou o jovem Michael Schumacher, que foi campeão em 1994 e 1995 pela Benetton. A scuderia italiana iniciou uma reestruturação, que junto do talento do alemão culminou em uma série de vitória. Talvez Senna poderia ter sido o protagonista disso, mas isso fica apenas na imaginação dos fãs.
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Não foi o Senna que não quis ir para Willians quando Prost lá estava, o francês foi quem, por contrato, impedia a contratação dele pela equipe inglesa.