Ex-chefe da Ferrari explica motivo de não ter contratado Ayrton Senna em 1994

Jean Todt relembra conversa que teve com o tricampeão brasileiro no final de 1993, que acabou resultando na ida para a Williams

Ayrton Senna com miniatura de carro McLaren
Ele tentou ir para a Ferrari mais de uma vez (Foto: Wikimedia)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 01/05/2026 às 11h00

Muitos imaginam como seria a carreira de Ayrton Senna caso não tivesse morrido naquele Grande Prêmio de Ímola em 1994. Se dependesse do piloto, ele nem estaria pilotando um carro da Williams e sim da Ferrari.

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A temporada de 1993 não foi boa para Senna. O fim dos motores Honda na McLaren prejudicou o desempenho do carro, mesmo com os avanços no chassi. Mesmo assim ele conseguiu ganhar seis corridas, mas no final do campeonato ficou atrás do rival Alain Prost.

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O francês Jean Todt, que começou como chefe da Ferrari em 1993, relembrou no The High Performance Podcast uma conversa que teve com Ayrton Senna em setembro desse ano. O brasileiro pediu um lugar na Ferrari para a próxima temporada.

Jean Todt recusou, pois já havia fechado contrato com Jean Alesi e Gerhard Berger para a próxima temporada. Senna insistiu, dizendo que contratos não são importantes na Fórmula 1, mas o francês rebateu dizendo que para ele é importante.

Coma aposentadoria de Alain Prost, Ayrton Senna foi para a Williams. O brasileiro tinha recusado entrar na equipe antes pois o rival corria por ela.

O timing não poderia ser pior. O carro da Williams para 1993 foi desenvolvido com muitas tecnologias, como controle de tração, suspensão ativa e câmbio CVT. A FIA baniu esses recursos, o FW16 de 1994 era derivado desse chassi que era dependente da eletrônica.

Sem a suspensão ativa e os outros recursos, o carro ficou difícil de pilotar. Até mesmo o projetista Adrian Newey reconheceu isso. Senna chegou a comentar se sentia desconfortável com o carro durante os testes. Ele nunca completou uma corrida com o carro da Williams.

Ayrton Senna conversou com Luca Cordero di Montezemolo, presidente da Ferrari, no final de semana do fatídico Grande Prêmio de Ímola. O assunto foi a possibilidade de ir para a Ferrari.

A Ferrari contratou o jovem Michael Schumacher, que foi campeão em 1994 e 1995 pela Benetton. A scuderia italiana iniciou uma reestruturação, que junto do talento do alemão culminou em uma série de vitória. Talvez Senna poderia ter sido o protagonista disso, mas isso fica apenas na imaginação dos fãs.

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4 Comentários
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Santiago 3 de maio de 2026

Foi necessária uma tragédia dessa magnitude pra que a FIA e as equipes revissem alguns conceitos fundamentais de segurança.
Fato é que aquela Williams, desprovida da eletrônica que foi banida, virou uma carroça com motor de foguete que não poderia ser autorizada a competir nas pistas, nem mesmo em caráter provisório.
Depois dizem que tais absurdos só acontecem no Brasil… Ah, tá!

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Rafael 2 de maio de 2026

Foi uma pena Senna não ter ido para a Ferrari, poderia ter conquistado muitos outros títulos e estaria vivo ate hoje.

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Moacyr Cardoso 2 de maio de 2026

1994 o ano que nunca acabou, Saudades eternas do nosso eterno campeão Ayrton Senna da Silva. Descanse em paz sempre será lembrado por seus feitos extraordinários nesses mais de 30 anos da sua partida já virou uma lenda.

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Beto 1 de maio de 2026

Não foi o Senna que não quis ir para Willians quando Prost lá estava, o francês foi quem, por contrato, impedia a contratação dele pela equipe inglesa.

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