BYD sai da “lista suja” e secretário responsável pela inclusão é demitido

Presença da marca chinesa de carros eletrificados em lista de empresas com trabalho análogo a escravidão durou apenas três dias

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A denúncia nas obras da fábrica foram feitas em 2024 (Foto: BYD | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 17/04/2026 às 15h00

A inclusão da BYD na lista suja do trabalho análogo à escravidão durou apenas 72 horas. A empresa entrou com um mandato de segurança na Justiça para ser removida.

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O pedido foi acatado pelo juiz Luiz Fausto de Marinho Medeiros, da 16ª Vara do Trabalho de Brasília. O magistrado entendeu que não ficou comprovado o vínculo direto entre a BYD e os trabalhadores.

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A denúncia de trabalho análogo a escravidão foi feita sobre as obras na fábrica de Camaçari (BA) no final de 2024, que eram feitas por uma construtora chinesa. Haviam relatos de agressão, alojamentos sujos, rotina de trabalho com 12 horas sem folga aos finais de semana e ausência de equipamentos de proteção.

Os trabalhadores eram chineses e estavam em situação irregular no Brasil. A BYD foi processada pelo Ministério Público do Trabalho e a situação foi acertada com um acordo, onde a empresa pagou R$ 40 milhões em danos morais individuais e coletivos.

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Anafitra) denunciou a Agência Pública que Luiz Felipe Brandão de Mello foi afastado do cargo de Secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego por ter colocado a BYD na lista suja do trabalho análogo ao escravo. O motivo disso foi não ter atendido ao pedido do ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT) de retirar a empresa da lista.

Um auditor disse que o secretário foi dispensado do cargo por exercer seu dever legal. O ministro deu uma ordem informal para não incluir a BYD na lista, porém não existiam motivos técnicos para isso.

A Anafitra declarou que irá denunciar o Ministério do Trabalho e Emprego na Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) após a demissão do secretário. Em nota oficial ela diz que isso é um “grave sinal de retaliação institucional”. Isso também pode colocar em dúvida a credibilidade da “lista suja”, que serve como ferramenta de transparência.

BYD sai da Lista Suja e secretário responsável pela inclusão é demitido

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