Para o diretor de submarca da Volvo, o peso extra e a manutenção dobrada tornam os híbridos plug-in menos eficientes que as outras opções
Um executivo da Polestar, marca de veículos elétricos esportivos derivada da Volvo, adotou um tom crítico em relação à transição energética da indústria. Scott Maynard, diretor-geral da fabricante na Austrália, definiu os veículos híbridos plug-in (PHEVs) como “o pior de dois mundos”. A declaração só reforça a estratégia da montadora de ignorar os motores a combustão interna para concentrar investimentos exclusivamente em veículos 100% elétricos.
Na avaliação de Maynard, a tentativa de conciliar um motor a gasolina com um sistema elétrico mais robusto resulta em um conjunto desnecessariamente complexo e pesado. O executivo argumenta que o veículo herda as desvantagens de ambas as arquiteturas: a massa elevada das baterias e a complexidade mecânica do propulsor térmico. “Você acaba carregando um motor de combustão interna e um tanque de combustível para todos os lugares, mesmo quando não os usa”, afirmou o diretor ao portal Motor1.
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Outro ponto de crítica reside na manutenção. Ter dois sistemas independentes sob o capô significa, na prática, custos de revisão duplicados para o proprietário. Maynard aponta ainda um vício de uso: muitos donos de híbridos plug-in raramente utilizam o carregamento externo. Sem carga elétrica, o veículo passa a consumir mais combustível do que um modelo convencional apenas para deslocar o peso adicional dos componentes elétricos inativos.
A postura da Polestar ignora o paradoxo de sua própria história, já que seu primeiro modelo independente, o Polestar 1, era justamente um híbrido plug-in. Além disso, a fala de Maynard gera um desgaste diplomático dentro do grupo Geely. Isso porque marcas irmãs como a própria Volvo, Lotus e Lynk & Co continuam a investir PHEVs como fonte de receita e volume em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda é incipiente.
Para a Polestar, contudo, o hardware adicional exigido pelos híbridos é um estorvo que sacrifica espaço interno e desempenho, tornando-se uma tecnologia de transição que perde o sentido à medida que a autonomia dos carros puramente elétricos avança.
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