Captiva PHEV será o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet produzido no Brasil ainda em 2026
Derivado do chinês Wuling Starlight S, o SUV eletrificado sera montado na Planta Automotiva do Ceará (PACE), antiga fábrica da Troller, sob regime SKD
Publicado em 26/08/2026 às 10h30
Atualizado em 26/08/2026 às 10h52
A General Motors anunciou nesta quarta-feira (26) a produção do Chevrolet Captiva PHEV, ainda em 2026, na Planta Automotiva do Ceará (PACE). O modelo será o primeiro veículo híbrido plug-in da marca montado em território nacional e mira uma competição direta com o competir com GWM Haval H6 e BYD Song Plus.
A Captiva com motorização inédita da Chevrolet no Brasil se estabelece como o terceiro SUV eletrificado da marca a entrar em produção na Planta do Ceará em menos de um ano.
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Captiva PHEV chega para bater de frente com a concorrência chinesa
Com o lançamento do Captiva PHEV, a General Motors prepara uma resposta direta à liderança das marcas chinesas no segmento de SUVs médios. O objetivo central da variante híbrida plug-in é baratear os custos de produção e oferecer um preço final competitivo frente a rivais consolidados como o GWM Haval H6 e o BYD Song Plus, além de GAC GS4 e Toyota Corolla Cross.
Flagrado em testes no interior do estado de São Paulo pelos portais especializados AutoPapo e Autos Segredos, o novo Chevrolet Captiva é uma versão tropicalizada do Wuling Starlight S. O modelo deriva da joint venture internacional mantida entre a General Motors e a chinesa SAIC, parceria responsável também pela produção do compacto Spark EUV.
Conjunto mecânico e autonomia elétrica
O sistema propulsor do Chevrolet Captiva PHEV foi projetado com foco no equilíbrio entre eficiência energética e desempenho dinâmico. O conjunto combina um propulsor elétrico e motor a combustão 1.5 aspirado a gasolina de 106 cv de potência e 13,2 kgfm de torque. A potência combinada é de 204 cv
O SUV será oferecido com duas opções de bateria de tração:
- Bateria de 9,5 kWh: Autonomia estimada em até 60 km no modo 100% elétrico.
- Bateria de 20,5 kWh: Autonomia estendida para até 130 km em modo puramente elétrico.
Considerando os padrôes chineses, o alcance combinado fica em 1.100 km.
Dimensões, design e tecnologia de bordo
Apesar das dimensões oficiais ainda não terem sido reveladas, o Captiva PHEV deve chegar com as mesmas proporções generosas do Wuling Starlight S com 4,75 metros de comprimento; 1,89 m de largura; 1,69 m de altura e 2,80 m de entre-eixos, garantindo amplo espaço interno para os ocupantes e um porta-malas com capacidade para 610 litros.
Esteticamente, o habitáculo segue a proposta minimalista do Starlight S chinês, com a inclusão do logotipo da gravata dourada da Chevrolet no centro do volante. A arquitetura de tecnologia de bordo inclui:
- Quadro de instrumentos: Tela digital em estilo tablet de 8,8 polegadas.
- Central Multimídia: Tela flutuante de 15,6 polegadas com suporte a comandos de voz e atualizações remotas Over-The-Air (OTA).
- Segurança: Pacote completo de assistência avançada ao condutor (ADAS).
Planta Automotiva do Ceará (PACE) já foi fábrica da Troller, mas hoje é Hub de Montagem SKD
A linha de montagem responsável pelo novo Captiva PHEV possui uma trajetória industrial singular no Brasil. Operando sob o conceito SKD (Semi-Knocked Down), no qual os veículos são montados a partir de conjuntos de peças importados, a PACE é caracterizada pelo modelo de contract manufacturing: uma fábrica que não produz componentes localmente, atuando exclusivamente na montagem final dos automotores.
O complexo foi fundado em 1995 e logo se tornou o local de montagem dos jipes da Troller. Em 2007 a estrutura fo vendida para a Ford, que, para garantir os incentivos fiscais estaduais exigidos pelo governo do Ceará, manteve a montagem da Troller ativa até 2021, ano em que encerrou todas as suas operações industriais no país.
Após três anos inativa, a planta foi adquirida e modernizada pelo grupo Comexport, do Espírito Santo, sendo transformada em uma plataforma industrial multimarcas sob contrato. Com a operação atual, a General Motors foi a cliente estreante da PACE, importando componentes para montar o Spark EUV, seguido do Captiva EV e do Captiva PHEV. Na sequência, a chinesa MG Motors (subsidiária do grupo SAIC) também firmou contrato com a PACE para montar o hatch MG4 e o SUV S5.
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