Carlos Ghosn é libertado da prisão após pagar fiança de R$ 34 milhões

Executivo brasileiro ficou 108 dias detido em Tóquio; ele ainda terá que cumprir uma série de exigências legais

Por AutoPapo 06/03/19 às 15h26

Após 108 dias preso em Tóquio (Japão), o executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, foi libertado da prisão nesta quarta-feira (6), após pagar fiança de U$S 9 milhões (cerca de R$ 34 milhões) e uma série de exigências. O ex-presidente da Nissan Motor deixou a carceragem usando uniforme, gorro azul e máscara.

Ghosn foi indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa. A pena foi agravada pela quebra de confiança por transferir inadequadamente os fundos da Nissan.

Executivo brasileiro Carlos Ghosn ficou 108 dias detido em Tóquio

Em janeiro, o segundo pedido de liberdade, feito pela defesa de Ghosn, foi negado por um tribunal de Tóquio. Na ocasião, os advogados prometeram apelar.

Ontem (5), o Tribunal Distrital de Tóquio rejeitou os recursos da Promotoria contra a libertação de Ghosn e o pagamento de fiança. Foi seu terceiro pedido, mas primeiro com uma nova equipe jurídica que ele contratou no mês passado.

Pelos termos de fiança, Ghosn fica proibido de deixar o país e deve aderir às condições destinadas a impedi-lo de fugir ou destruir provas. Também precisa de aprovação do tribunal para participar de reuniões de diretoria na Nissan ou na Renault. Ele supervisionou a aliança entre as montadoras e a Mitsubishi Motors.

Polêmica sobre as acusações a Carlos Ghosn

A Nissan e Mitsubishi retiraram Ghosn da presidência. A Renault o manteve na direção. Mas ele finalmente renunciou ao cargo em janeiro. O poder do executivo junto às três montadoras é apontada em algumas versões como motivo da prisão. Segundo economistas franceses, as denúncias seriam parte de uma conspiração para retirá-lo da cúpula da aliança empresarial.

O executivo responde a uma série de acusações criminais, entre as quais quebra de confiança e fraude fiscal. Se for julgado culpado, ele poderá receber uma pena de até 10 anos de prisão. As informações são da Agência Brasil.

Foto: Shutterstock

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