SUV baseado no Fit não teve o mesmo carisma do monovolume, mas carrega qualidades bem parecidas para ser opção de seminovo
O Honda WR-V voltou a chamar a atenção em sua nova geração. Mas a primeira fase do crossover, apesar de nem de longe parecer com a atual, merece muita atenção quando falamos de boas opções de seminovos.
VEJA TAMBÉM:
Tudo bem que o primeiro Honda WR-V nada mais era que uma derivação do Fit com vontade de ser SUV. Por isso mesmo, carrega diversas qualidades do monovolume compacto.

Desta forma, vamos focar no Honda WR-V 2021, boa opção de carro usado com espaço interessante, boa dose de equipamentos e a confiança mecânica da marca japonesa.
Veja agora 10 fatos sobre o Honda WR-V 2021.
Lançado no Salão de São Paulo de 2016, o crossover chegou às lojas em 2017 com uma missão clara: ser a opção aventureira para mercados emergentes e para quem achava o Fit muito “comportado”, e o HR-V muito caro.
O modelo não sofreu grandes mutações ao longo de sua curta história. Em 2019, ganhou mimos como ar-condicionado automático e retrovisores com rebatimento elétrico na versão topo de linha EXL.

Já em 2021, a Honda deu um último fôlego ao WR-V: um leve facelift e, finalmente, passou a equipar o crossover com controles eletrônicos de estabilidade e de tração, além do assistente à subida em rampas.
Mas não deu nem tempo de o pessoal que cobrava os equipamentos de segurança molhar o bico: em 2022, o WR-V saiu de linha.
A segunda geração só foi lançada recentemente, quase quatro anos depois. E bem diferente. O atual WR-V é baseado agora no Elevate vendido em mercados asiáticos, é mais quadradão, maior e tem até mais porta-malas que o HR-V.
O primeiro WR-V pode ter marca japonesa, mas o sotaque é brasileiro. Ele foi o primeiro projeto liderado pela equipe de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Honda no Brasil, em Sumaré (SP).
A ideia era aproveitar a boa reputação e dirigibilidade da plataforma do Fit e dar a ela uma robustez para encarar nossas ruas com asfalto bem pouco amigável.

Sabe aquele desempenho pacato e previsível de Fit, City e cia? No Honda WR-V a proposta é a mesma…
O motor 1.5 16V entrega 116 cv e o câmbio CVT tem aquele comportamento “enceradeira” (o giro sobe e fica lá no alto enquanto a velocidade aumenta gradualmente). Conforme dados da Honda, o WR-V de primeira geração faz o 0 a 100 km/h em 12 segundos.
As retomadas também são “mais do mesmo”. O torque máximo de 15,3 kgfm só aparece às 4.600 rpm. Ou seja, é um carro feito para a paz de espírito, não para ultrapassagens viscerais.
Para um carro alto, aerodinamicamente desfavorável e com motor quatro cilindros aspirado já datado, o SUV é até eficiente, principalmente no ciclo urbano. Veja as médias de consumo do Honda WR-V pela tabela 2021 do PBEV/Inmetro:
Bem diferente do Fit, o Honda WR-V nunca foi um fenômeno de vendas. Em cinco anos, foram cerca de 63 mil unidades.
Por que? Muitos diziam que ele era apenas um “Fit de salto alto”. As portas eram idênticas, e a traseira tinha um visual que dividia opiniões.

Se por fora ele é polêmico, por dentro é imbatível no segmento de SUVs compactos. Justamente graças às heranças que trouxe do Fit.
A começar pelo sistema Magic Seat (ou Ultra Seat), você consegue configurar os bancos de inúmeras formas. Dá para levar desde uma planta alta até criar uma “cama” com os bancos dianteiros.
Além disso, com 2,55 metros de entre-eixos, ele acomoda uma família pequena com um conforto que muito SUV maior não oferece – até hoje.
Se você está de olho em um usado, foque no Honda WR-V EXL 2021. É a versão topo de linha do último ano de produção do crossover compacto. Na KBB Brasil, ele tem Preço Médio Revendedor de R$ 97.957 (preço em março de 2026).

Na segurança, oferece controles de estabilidade, tração e subidas, seis airbags, câmera de ré, luzes de condução diurna e Isofix. A central multimídia usa tela de 7” e traz GPS, CD player, tomada USB, além de permitir espelhamento de celular.
No mais, o Honda WR-V EXL 2021 também é dotado de ar-condicionado automático, retrovisores rebatíveis eletricamente, revestimento de couro, trio elétrico, regulagens de altura e profundidade do volante e controle de cruzeiro.
O WR-V tem aquela fama de inquebrável inerente a todo Honda, mas as revisões na concessionária podem assustar. No mercado independente, as peças têm preços justos.
Acredite, é difícil achar problemas comuns quando se fala desta primeira geração do Honda WR-V. Mesmo assim, há relatos frequentes de proprietários sobre folgas nas válvulas e panes elétricas no SUV compacto.
Alguns donos também costumam relatar defeitos na central multimídia. Quando for comprar um WR-V usado, observe se ao rodar ele faz barulhos incomuns na suspensão dianteira e confira se a troca do óleo da transmissão CVT foi feita dentro do prazo de 40 mil km.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|