Preço de antigo nacional viralizou nas redes sociais, consultamos um especialista para entender o motivo disso
Não é novidade ver carros antigos valorizando. Encontrar unidades bem preservadas dos clássicos nacionais não acontece com frequência e muitas pessoas que sonhavam em ter o modelo na época agora deseja comprá-los por nostalgia. Mesmo assim, um Chevrolet Opala anunciado por quase R$ 1 milhão chamou atenção nas redes sociais.
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A média do mercado para um Opala SS original passa dos R$ 100 mil, com algumas configurações raras de cores e ano podendo chegar a R$ 200 mil. O carro anunciado por R$ 998.900 é um ponto fora da curva.
Para o antigomobilista Gustavo Brasil a comunidade dos carros antigos se assustou com esse anúncio. Mas também apontou que existem lojas que fazem isso para ficarem conhecidas. Ele não sabe precisar se vale o preço por desconhecer o valor investido no projeto.
Gustavo Brasil também é comerciante de carros antigos e conta que valoriza mais os modelos originais e bem preservados:
O carro quando é uma série especial, rara, poucas unidades fabricadas e mantém a sua originalidade absoluta, ele pode chegar a valores onde o céu é o limite.








O Chevrolet Opala SS anunciado por quase R$ 1 milhão possui muitos elementos originais para preservar a estética de época, mas conta com preparação na mecânica. A pintura Azul Lemans, por exemplo, é um tom que só foi oferecido em 1971 e 1972, o volante também é original.
O ano 1972 foi o primeiro da carroceria cupê e o segundo do modelo esportivo SS, que foi vendido como sedã apenas em 1971. Detalhes como as faixas e os emblemas seguem o padrão original.
O carro começa a demonstrar as modificações com as rodas de 15 polegadas cromadas da americana Cragar. Atrás delas estão freios a discos da Wilwood, com chamativas pinças vermelhas.
O interior do Opala também foi modificado de forma discreta, com forro de teto em preto e painel digital ODG que replica o modelo original. As maiores mudanças são na mecânica.
O motor 4.1 de seis cilindros em linha recebeu injeção eletrônica programável Fueltech, cabeçote com válvulas Manley, pistões Iasa, bielas Scat, kit roller e embreagem multidisco. O câmbio é de cinco marcas e trabalha com um diferencial blocante Dana.

Atualmente estamos presenciando um crescimento nos valores dos carros dos anos 90. O mais notável nisso é o Volkswagen Gol GTi de primeira geração, que pode ser encontrado por até R$ 500 mil em configurações mais raras e já possui um restaurador especialista no modelo.
Esse ciclo que o hatch esportivo está passando é similar ao que ocorreu com os Dodges nacionais e o Ford Maverick há algumas décadas. Quem era jovem na época que o carro era novidade hoje está em meia idade e possui dinheiro para realizar o sonho que antes era inatingível.
Fizemos um exercício de futurologia com o Gustavo Brasil para tentar descobrir quais carros antigos serão os próximos a serem valorizados. O especialista aposta que serão os esportivos do final dos anos 90 e início dos anos 2000.
Ele citou o Chevrolet Corssa GSI, o Astra GSI, o Fiat Marea Turbo e outros carros dessa geração. Se você curte algum desses carros, é melhor correr para pegar um antes de valorizarem.
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Um carro antigo para ter valor alto precisa ser muito raro (feito em pequenas quantidades ou ser dos últimos que restam) ou, pelo menos de garagem, com baixíssima quilometragem e 100% original.
o que está acontecendo na maioria das vezes é que os “espertos” estão pegando carros velhos e reformando eles completamente (inclusive trocando a lata original e reformando motor). Para mim, carro reformado não tem nada a ver com carro original e raro, para justificar esses preços absurdos que pedem por aí.
Valor impressionante porém não tão surpreendente, considerando-se o conjunto infinito de variáveis que precifica um veículo antigo colecionável.
Surpreendente mesmo são os preços inflacionados dos zero-km. Esses sim não valem os preços atuais.