Fruto de uma joint venture, propulsor turbo foi muito aplicado em diversos modelos Peugeot, Citroën, Mini e até BMW
Ou você ama de paixão ou você odeia. Assim é o motor THP, um daqueles extremos típicos da indústria automotiva. O propulsor foi usado por diferentes carros e diferentes marcas. No Brasil, o motor THP ficou famoso por equipar modelos da Peugeot, Citroën e Mini – na Europa, serviu ao BMW Série 1.
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Para seus admiradores, o motor THP esbanjava desempenho e tecnologia. Para seus críticos, o conjunto era beberrão e com manutenção complicada. Confira 9 fatos sobre o motor THP.
O motor THP nasceu de uma joint venture entre a então PSA Peugeot Citroën e o Grupo BMW. Foi lançado na Europa em 2004, com o nome de projeto Prince e variantes aspiradas e turbo. Teve duas capacidades volumétricas e potências diversas.
O motor que era base do THP tinha quatro cilindros e bloco e cabeçotes de alumínio. Além disso, vinha com comando variável de válvulas na admissão e no escape.
Na Europa, teve variantes 1.4, sempre aspirado, e 1.6, este com opção também turbo. As potências foram diversas: de iniciais 95 cv até incríveis 270 cv.
O THP (sigla para “Turbo High Pressure”) é considerado um dos pioneiros do chamado downsizing. Aqueles motores mais compactos, com alta potência e melhor eficiência de combustível.
Além disso, o propulsor ganhou um moderno sistema de injeção da Bosch (como veremos a seguir) e seu conjunto contava com itens avançados, como bomba de óleo variável.
O primeiro carro vendido no Brasil com o motor THP foi o Peugeot 3008, em 2010. Na primeira geração do crossover médio importado da Europa o powertrain a gasolina rendia 156 cv de potência e 24,5 kgfm de torque.
Depois, o THP chegou a 165 cv com o novo sistema de injeção desenvolvido pela Bosch. Passou a ser usado em diversos carros da então PSA. Do lado Peugeot, modelos como o estiloso cupê RCZ, além das linhas 208, 308, 408, 508 e 2008 tiveram opções com o conjunto turbinado.
Na Citroën, o propulsor serviu a modelos como o C4 Lounge e o C4 Cactus, além dos carros da DS. No Brasil e nos carros da PSA, o propulsor funcionava com câmbio manual ou com o automático de seis marchas fornecido pela Aisin.
Já no Grupo BMW, o THP aqui equipou os modelos da Mini – a marca inglesa pertence à montadora alemã.
Coube ao sedã médio C4 Lounge, sucessor do C4 Pallas e produzido na Argentina, a função de estrear a versão flex do motor THP. Gerava 173 cv com etanol e 165 cv, com gasolina, enquanto o torque era de 24,5 kgfm com qualquer mistura de combustível.
Em 2016 o motor THP foi o responsável pela diversão a bordo do 208 GT. A versão esportiva da primeira geração do hatch compacto virou um foguetinho com os 173/166 cv de potência.
Com o motor THP, câmbio manual de seis marchas e calibragens específicas, o 208 GT cumpria o zero a 100 km/h em 7,7 segundos. A máxima era de 222 km/h.
A DS era uma divisão mais requintada dentro da Citroën. Usava a mesma base dos carros da marca do deux Chevron, porém com design ainda mais refinado e diferenças especialmente no acabamento, no nível de equipamentos e na mecânica.
Entre os destaques da mecânica… o motor THP. Ele equipou os três modelos da DS importados para cá por pouco tempo, entre 2012 e 2017. Foram eles o DS3, DS4 e DS5.
Ainda no Brasil, o motor THP deixou de ser oferecido com o fim do Peugeot 2008 de primeira geração e do C4 Cactus, em 2023. Ambos eram feitos sobre a plataforma PF1 da então PSA.
Com o surgimento da Stellantis (fusão entre a PSA e a FCA – Fiat Chrysler Automotive), a partir de 2021, o lado francês da união passou a usar conjuntos mecânicos turbinados de origem Fiat.
Com isso, as novas gerações do 208 e do 2008 podem usar motor 1.0 turbo GSE, com 130/125 cv. O mesmo ocorre com variantes dos Citroën C3, Aircross e Basalt.
Há muitos relatos de vazamento de lubrificante, ou mesmo de consumo excessivo de óleo. Ruídos estranhos ao dar a partida também são comuns.
Bom lembrar que é um motor moderno, cuja negligência de donos pode comprometer o seu funcionamento, como o uso de óleo fora das especificações. Além disso, a atualização dos retentores de válvulas e da corrente de distribuição é uma dica de quem tem um motor THP usado.
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