Fumar maconha e dirigir causa acidentes, aponta estudo

Órgão de segurança viária descobriu um aumento nos acidentes de trânsito em regiões que legalizaram o uso recreativo da droga

Por AutoPapo21/10/18 às 16h20

Um levantamento do Instituto de Seguros para a Segurança na Estrada (IIHS), nos Estados Unidos, apontou para o risco de se fumar maconha e dirigir. Segundo o estudo, o número de acidentes de trânsito aumentou em estados americanos onde a droga foi legalizada.

Órgão de segurança viária descobriu um aumento nos acidentes de trânsito em regiões que legalizadas, indicando risco de fumar maconha e dirigir.

Para apura os números, o IIHS fez uso de dois bancos de dados. Primeiro, foram levantados o número de colisões entre carros cobertos por seguro e, depois, foram comparados os acidentes reportados pela polícia.

A pesquisa descobriu um aumento de 6% no número de acidentes nos estados que legalizaram a maconha. A pesquisa será apresentada em um congresso, organizado pelo instituto, para discutir os efeitos de álcool e drogas sobre o motorista. Segundo os resultados, fumar maconha e dirigir pode levar a um efeito indesejado, não muito diferente da intoxicação por álcool.

“O novo estudo do IIHS sobre maconha e acidentes de trânsito indica que legalizar a maconha para todos os usos está tendo um impacto negativo sobre a segurança nas nossas ruas”, disse o presidente do instituo, David Harkey. “Estados que estão considerando a legalização deveriam considerar esses efeitos sobre a segurança nas estradas”, sugeriu ele.

Apesar de a maconha ser legalizada em diversos estados dos Estados Unidos, fumar maconha e dirigir é proibido em todo o país. A dificuldade, segundo o instituto, é identificar que um motorista está sob efeito da droga.

Nos dois casos, os números foram comparados entre os estados do Colorado, Nevada, Oregon e Washington, onde a canabis é legalizada; com Idaho, Montana, Utah e Wyoming, onde ela é proibida. Os dados de acidentes de trânsito, então, foram contrapostos com relação à data na qual a droga foi legalizada.

O estudo, como um todo, incluiu o período entre 2012 e 2017, e levou em consideração diferenças de demografia, desemprego e condições climáticas.

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