Novo presidente da General Motors terá uma tarefa hercúlea: recolocar a montadora nos trilhos em nosso mercado, após erros estratégicos da matriz
Comemorar um centenário em um mercado como o brasileiro não é para qualquer um. A General Motors acaba de atingir essa marca histórica, um feito que merece todas as homenagens. No entanto, o brinde de aniversário vem acompanhado de um gosto amargo de incerteza: a fabricante parece, hoje, uma bússola que perdeu o norte.
A recente troca de comando — a saída de Santiago Chamorro para a entrada de Thomas Owsianski, com passagem pela VW — sinaliza a urgência de uma nova direção. A missão que o novo presidente tem pela frente é hercúlea.
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O primeiro grande entrave da GM no Brasil é a sua dependência excessiva, atualmente, de uma única plataforma, que sustenta o Onix, o Tracker e a Montana. Embora o Onix tenha um bom volume de vendas, a polêmica da “correia banhada a óleo” trouxe dores de cabeça que afetam a confiança do consumidor.
Lançar o novo SUV, o Sonic, sobre essa mesma base mecânica é uma estratégia arriscada. Tentar combater a concorrência — como o Volkswagen Tera — com “mais do mesmo” pode manter o volume de vendas no curto prazo, mas não resolve o fôlego tecnológico da marca para a próxima década.
O maior nó estratégico da GM, porém, foi dado na matriz da montadora, em Detroit (EUA). A CEO global, Mary Barra, decretou há três anos que a empresa saltaria diretamente da combustão para o elétrico, desprezando o híbrido como transição.
Foi um erro de leitura monumental sobre os mercados emergentes. Enquanto o brasileiro busca o híbrido como o equilíbrio ideal entre economia e infraestrutura, a GM ficou sem o “meio-termo”. Agora, corre atrás do prejuízo após a própria Mary Barra admitir que o híbrido é necessário. No Brasil, essa lacuna é gritante: ou temos o motor a combustão tradicional, ou carros elétricos importados da China – e com a produção terceirizada no Ceará na ex-fábrica da Troller – e dos EUA.

A recente aposta na linha Cadillac, com carros na casa dos R$ 600 mil e poucas concessionárias, parece mais um “show de luzes” do que uma solução de mercado. Nichos de luxo trazem prestígio, mas não sustentam complexos industriais gigantescos como os de São Caetano do Sul (SP), São José dos Campos (SP), Gravataí (RS) e a fábrica de motores em Joinville (SC).
Diferentemente da Ford, que optou por fechar fábricas e se tornar uma importadora lucrativa, a GM ainda mantém uma estrutura pesada no Brasil. Sair não parece ser o plano, mas ficar exige uma clareza que não vemos há algum tempo.
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Esse lixo de correia banhada a óleo é só dor de cabeça e dinheiro jogado fora. Partindo do princípio de que borracha não combina com nenhum tipo de óleo, em especial óleo quente de motor. Por isso tenho um HB20S 1.6 manual com corrente que nunca mais vai dar problema nesse sentido.
Pelo jeito vão lançar o Sonic com essa porcaria de motor e mais pelado do que o Tracker. GM perdeu a mão desde 2019, só ladeira abaixo. Se for para trazer carros chineses e por o logo da GM eu compro um chinês e coloco o logo da BMW ou da Mercedez. Enquanto tiver outras opções GM aqui não entra mais.
A GM tem 100 anos só de Brasil, qualquer outra montadora aqui no Brasil NUNCA conseguirá esse feito…..e ao contrário do que um comentarista delinquente disse aqui ( com vies anti brasileiro de fato ), a GM SEMPRE apostou forte no Brasil, Criou um centro de desenvolvimento IMPAR, COM MILHARES DE ENGENHEIROS , empregos, fábricas por todo o Brasil e com.muita produção local ( diferente de muitas que gostam de se gabar mas que na vdd só usam peças importadas e resolvem apertar alguns parafusos aqui no Brasil pra dizer que são brasileiras….)…a GM tem os produtos bons..os clientes SABEM disso….os que falam o contrário são oposição descarada e NUNCA tiveram um produto GM ..gostam d dar palpite furado na Internet….enfim….ficar 100 anos no pais, atravessar tudo o que esse Brasil ja passou e estar de pé ( ao contrário de muitas que foram.embora como Mercedes Benz com seus carros produzidos no interior de SP, a Honda que praticamente dizimou sua linha nacional com a saída de Civic, HRV e Fit ), a Nissan que transferiu a produção da Frontier pro México etc etc…são poucas que conseguem.sobreviver e encarar os desafios desse país …logo a GM estará com toda linha renovada mais uma x, parceria com a Hiunday e lembrando que a garantia que a GM dá pros seus carros é algo inigualável em.se tratando de carros de entrada.
A Ford ja é carta fora do baralho, deixar um mercado gigante como o Brasil foi dar dois tiros nos dois pés, hoje é insignificante no país, a GM tem que trocar essa correia fritada no oleo, e voltar a fazer bons motores como ja fez e sabe fazer. Se for embora do Bradil vai virar um grão de areia no deserto como beirou a Ford.
Pior é a falida e quebrada Nissan….pesquise no reclame aqui…..não ten peças nem p recall e acidentados….assustador…
Estratégias equivocadas para economizar custos e otimizar lucros, parecem ousadas e inteligentes no começo.
Depois que o resultado das burradas fica evidente, a conta já começa a ficar impagável.
Agora precisará se investir ainda mais do que se deixou de investir lá atrás, e sem margem pra novos erros.
Não faz diferença nenhuma para o país se ela for embora. Talvez seja até melhor, para abrir espaço para outras modernas e mais competentes.