[Avaliação] Jeep Renegade Trailhawk: líder quase sem novidades

SUV mais vendido no Brasil neste ano, modelo traz, na linha 2020, apenas lanternas de LED; comportamento da versão top de linha ainda agrada

Por Paulo Eduardo 21/11/19 às 10h30

Única alteração na linha 2020 da versão Trailhawk do Jeep Renegade, com motor a diesel e tração 4×4, são as lanternas de LED, pois desde a linha 2019 os faróis totalmente de LED, que iluminam muito mais do que os halógenos, já estavam disponíveis nessa configuração. Renegade é o SUV mais vendido no Brasil este ano com mais de 56 mil unidades comercializadas até outubro.

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Dirigir o Renegade é pura nostalgia para os apreciadores do Jeep Willys, veículo que lhe serviu de inspiração. Além das sete barras paralelas que caracterizam a marca Jeep, sentar-se ao volante lembra de imediato o Jeep Willys. A parte interna do arco do para-brisa guarda semelhança incrível. É como ser transportado para uma outra época.

Vídeo: conheça a história da Jeep, desde o Willys até a atualidade

Semelhanças ficam por aí. Diferentemente do veículo que lhe deu origem, o Renegade é montado sobre carroceria monobloco em vez de chassi do charmoso Willys. A versão Trailhawk é que tem mais a ver com o espírito Jeep, mas trilha radical está descartada por causa de torção no monobloco. Por outro lado, os bons ângulos de ataque/saída e altura livre do solo permitem vencer obstáculos praticamente intransponíveis. A tração é integral e há modos específicos para trafegar na lama, areia e pedra.

Dirigibilidade

Na versão avaliada, a transmissão de nove marchas dava trancos nas trocas. A partir da sexta marcha todas as relações estão voltadas para economia de combustível. A força do Jeep Renegade diesel é tamanha que as arrancadas no modo automático são feitas em segunda marcha. Pode-se engatar a primeira, que é dispensável, manualmente por meio de aletas no volante ou movimentando-se a alavanca.

Boa posição de dirigir com regulagens de altura do banco e de altura e distância da coluna de direção. Volante tem boa pega, poucos comandos para descomplicar a ergonomia, mas revestimento liso permite deslize acidental das mãos, complicando a ergonomia. Outros comandos estão bem posicionados e ao alcance das mãos. Ar-condicionado digital contrasta com a ausência da navegação nativa.

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Acabamento muito benfeito com material macio no revestimento do painel. Couro nos bancos sofistica o ambiente, mas não transpira. Quem transpira são os ocupantes, mesmo com ar ligado. Outro deslize em ergonomia é a baixa altura do assento do banco traseiro, que deixa as pernas suspensas. Porta-malas compatível com as dimensões requer arrumação para levar toda a bagagem.

Motor a diesel tem força e potência suficientes para empurrar os quase 1.700 quilos de peso do Jeep Renegade. O turbodiesel reage imediatamente aos comandos do acelerador e proporciona bom desempenho. Atinge 100 km/h em cerca de 10 segundos e ultrapassagens são rápidas. Direção tem boa calibragem.

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Conforto a bordo é bom para um SUV com tração 4×4, mas rodar não é suave. Ocorre oscilação lateral sobre piso ondulado, gerando desconforto aos ocupantes. Desagrada a frenagem de emergência, com a frente abaixando muito. E necessitando de mais espaço até aparada total.

Preço e garantia do Jeep Renegade Trailhawk 4×4 a diesel

A versão Trailhawk tem preço sugerido de R$ 145.990. O único opcional é o teto solar panorâmico (R$ 8.200). Garantia é de três anos sem limite de quilometragem.

Ficha técnica Jeep Renegade Trailhawk a diesel com tração 4×4
Motor quatro cilindros em linha, turbodiesel, 1.956 cm³ de cilindrada, 16 válvulas
Potência 170 cv a 3.750 rpm
Torque 35,7 kgfm a 3.750 rpm
Transmissão tração integral e câmbio automático de nove marchas
Direção tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; diâmetro de giro, 10,8 metros
Freios disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira
Suspensão dianteira, McPherson, braços triangulares, barra estabilizadora; traseira,McPherson com braços laterais e transversais, e barra estabilizadora
Altura do solo 21,6 centímetros; ângulos de ataque/saída/rampa, 30/33/22 graus
Rodas/pneus 6,5×17”de liga leve /215/60R17
Peso 1.674 kg
Carga útil (passageiros+ bagagem) 400 kg
Capacidades (litro) tanque, 60; porta-malas, 273
Dimensões (metro) comprimento, 4,23; largura, 1,80; altura, 1,71; distância entre-eixos, 2,57
Desempenho velocidades máxima, 190 km/h); aceleração até 100 km/h, 9,9 segundos
Consumo (km/l) urbano, 9,6; rodoviário, 11,4

Fotos Alexandre Carneiro | AutoPapo

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6 Comentários
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    José Francisco Pádua Barbosa 29 de novembro de 2019

    Acho que o Inmetro fez as medições de consumo em estrada com o freio de mão puxado, pois dizer que em estrada faz apenas 11,4 km/l, é totalmente errado. Meu Compass Trailhawk 2018 já com 66 mil km, em estrada a 100 km/h, faz mais de 18 km/l e entre 110/120 km/h, se for pista simples, faço 16,5 e se for pista dupla faço mais de 17. Por isso digo, não sei como o Inmetro conseguiu a proeza de fazer 11,4 km/l em estrada.

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    renato mendes guerra 22 de novembro de 2019

    tenho medido e na estrada, o cosumo fica entre 15 e 18 por litro de diesel. Abraço.

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    Reinaldo Neuberger 21 de novembro de 2019

    Qual a capacidade de travessia de trechos alagados da versão 4×4 diesel?

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    Reinaldo Neuberger 21 de novembro de 2019

    Qual é o limite para travessia de trechos alagados dessa versão? Tenho ouvido muitos comentários negativos.

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      Dega 22 de novembro de 2019

      A versão Trailhawk é que tem mais a ver com o espírito Jeep, mas trilha radical está descartada por causa de torção no monobloco.

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      Henrique 22 de novembro de 2019

      A versão Trailhawk é que tem mais a ver com o espírito Jeep, mas trilha radical está descartada por causa de torção no monobloco.

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