Mortes no trânsito crescem 14% e atingem maior nível desde 2019

Observatório de Saúde Pública aponta crescente desde 2019; entenda o perfil das vítimas e os números nas capitais brasileiras

DPVAT VACILO DO GOVERNO ‘PUNE’ ACIDENTADOS NO TR NSITO
Em 2024, as mortes no trânsito no Brasil atingiram o maior patamar totalizando 38.253 óbitos. (Foto: Shutterstock | AutoPapo)
Por Julia Vargas
Publicado em 21/05/2026 às 07h00

O Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização sobre a paz no trânsito que tem o objetivo de colocar a segurança viária em pauta na sociedade. E esse tema, mais do que nunca, necessita ser discutido, já que o Brasil enfrenta um cenário alarmante de violência nas estradas e vias urbanas, com uma crescente preocupante de fatalidades nos últimos anos. Em 2024, as mortes no trânsito no Brasil atingiram o maior patamar desde 2019, totalizando 38.253 óbitos.

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Os dados mais recentes extraídos do DATASUS-SIM e divulgados pelo Observatório da Saúde Pública da Umane, revelam que as mortes decorrentes de acidentes de transporte cresceram pelo sexto ano consecutivo no país. Com isso, a taxa de mortalidade saltou de 15,8 para 18 mortes por cada 100 mil habitantes entre 2019 e 2024.

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Esses números representam um aumento expressivo de aproximadamente 14% no período, acendendo um sinal vermelho para as políticas de segurança viária e evidenciando a sobrecarga contínua exercida sobre o sistema público de saúde brasileiro.

Homens negros e jovens são as principais vítimas de mortes no trânsito

O estudo detalha que o perfil das vítimas fatais no trânsito brasileiro mantém uma forte desigualdade de gênero e idade. Os homens continuam sendo os principais afetados, concentrando mais de 82% de todos os óbitos registrados em 2024.

A faixa etária compreendida entre 25 e 54 anos concentrou cerca de 21 mil mortes — o equivalente a 54% do total nacional. Esse dado evidencia que os impactos sociais e econômicos da violência viária recaem majoritariamente sobre a população economicamente ativa do país.

No recorte por raça e cor, os dados oficiais demonstram uma clara predominância de vítimas pretas e pardas:

  • Pessoas pardas: 21.296 mortes registradas.
  • Pessoas brancas: 14.113 mortes registradas.
  • Pessoas pretas: 2.187 mortes registradas.

Internações de motociclistas disparam 265% no SUS

A crise de mobilidade reflete diretamente e de forma dramática no Sistema Único de Saúde (SUS). Além do indicador de vidas perdidas que assusta, os sinistros envolvendo veículos de duas rodas geram custos humanos e financeiros massivos ao Estado.

Segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), mais de 150 mil motociclistas acidentados necessitaram de internação hospitalar na rede pública de saúde apenas no decorrer de 2024. Ao comparar este panorama com o ano de 2008, quando foram computadas cerca de 41 mil hospitalizações da mesma natureza, constata-se uma explosão de aproximadamente 265% nas internações de motociclistas no SUS.

Os acidentes de trânsito são uma das principais causas evitáveis de internações e mortes no país, que geram impactos diretos no SUS e prejudicam a saúde pública no geral.

Capitais do norte e nordeste lideram taxas

A distribuição geográfica da violência viária aponta disparidades entre as capitais brasileiras. Palmas (TO) lidera o ranking nacional com a maior taxa de mortalidade por acidentes de transporte, atingindo o índice alarmante de 30,6 mortes por 100 mil habitantes. Porto Velho (23,1) e Teresina (21,4) figuram logo em seguida.

Confira abaixo o ranking das taxas de mortalidade nas capitais:

Capital Taxa de Mortalidade (p/ 100 mil hab.) 2024 Risco
Palmas (TO) 30,6 Crítico
Porto Velho (RO) 23,1 Muito Alto
Teresina (PI) 21,4 Muito Alto
Boa Vista (RR) 19,8 Alto
Cuiabá (MT) 18,9 Alto
Campo Grande (MS) 18,8 Alto
Goiânia (GO) 18,7 Alto
Curitiba (PR) 11,1 Médio
Salvador (BA) 7,4 Baixo
Rio de Janeiro (RJ) 4,5 Muito Baixo
São Paulo (SP) 4,3 Mínimo
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1 Comentário
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Reynaldo 21 de maio de 2026

Quero ver quando vai ser a passeata contra o transito r@cist@…

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