Por que a Yamaha reduz novamente o preço de suas motos?

Depois de sua scooter elétrica, as 700 da marca sofreram com queda repentina justificada pela vigência do preço público sugerido

Yamaha Ténéré 700
Modelos mais nichados da marca foram atingidos (Foto: Yamaha | Divulgação)
Por Lucas Silvério
Publicado em 21/05/2026 às 06h00

A Yamaha reduziu mais uma vez os preços de suas motos no mercado brasileiro. As queridas 700 da fabricante, MT-07 e Ténéré 700, ficaram R$ 3.200 e R$ 5.400 mais baratas, respectivamente. Ação semelhante já tinha acontecido com a scooter elétrica Neo’s Connected, quando, em abril, ela caiu R$ 8.000 em seu preço público sugerido pela marca.

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Segundo a Yamaha, tudo se trata “do preço público sugerido vigente dos modelos”.

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yamaha tenere 700
A Ténéré 700 foi a que teve maior queda real (Foto: Yamaha | Divulgação)

Atualmente, a elétrica custa R$ 25.990, resultado após a baixa do preço de R$ 33.990. Para a esportiva e a aventureira, o preço foi de R$ 57.990 para R$ 54.790 (MT-07) e de R$ 72.990 para R$ 67.590 (Ténéré 700).

Segundo o especialista Marcelo Barros, jornalista de duas rodas do Motordomundo, tudo faz parte de planos estratégicos para otimizar as comercializações.

O que a gente, olhando de fora, pode entender é que o mercado está mais competitivo e, estando mais competitivo, se eles lançam um produto no mercado, que tem um custo alto para ser colocado em comercialização por causa de despesas com o produto, estoque de peças, treinamento, maquinário e outros fatores, pode haver a necessidade de baixar a margem de lucro para uma melhor fluidez da comercialização”, afirmou o especialista.

Yamaha MT 07 (1)
A Yamaha MT-07 sofreu com ação mais de um ano após a chegada de sua nova geração Foto: Yamaha | Divulgação)

Barros não fez alarde com a ação da Yamaha, uma vez que o Brasil é, em sua visão, um dos mercados mais complicados do mundo. O tamanho do país é um grande motivo dessa complexidade.

“A Yamaha é a segunda maior rede [de motos] no Brasil, então existe uma complexidade para fazer isso acontecer a cada novo produto lançado”, reforça Marcelo. “A engenharia japonesa é indiscutivelmente boa, mas, se não está vendendo e se eles têm margem para abaixar, eles vão abaixar para vender.”

Segundo dados oficiais de emplacamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Yamaha Ténéré 700 é a 7ª moto mais emplacada do país, com 677 unidades emplacadas desde o início de 2026.

O resultado da trilheira pode se enquadrar como positivo, mas, no montante, a situação muda. A MT-07 nem sequer aparece dentre as 10 mais emplacadas da categoria naked, e a elétrica Neo’s teve menos de 34 comercializações desde sua chegada ao país, em 2024.

“Se as motos ficam empacadas na concessionária, tem que ajustar, tem que diminuir a margem de lucro e aí ver se, assim, fica ajustado para o mercado e se alcançarão o fluxo que se espera daquele determinado produto, com base em todo o investimento feito”, afirmou.

Nova posição de preços das motos

A ação da japonesa pode colocar os modelos mais perto da briga entre as concorrentes. Em especial para o caso da Yamaha Ténéré 700, que teve seu preço questionado desde o anúncio. Concorrentes diretas como Honda XL 750 Transalp, que custa R$ 65.545, e Suzuki V-Strom 800 DE, que parte de R$ 67.500.

Yamaha Neo’s Connected (1)
Yamaha Neo’s Connected é a primeira moto elétrica de uma grande japonesa no Brasil (Foto: Yamaha | Divulgação)

A Yamaha no mercado brasleiro

Como Barros afirmou, a Yamaha é a segunda maior marca de motos do Brasil. A japonesa está no mercado desde os anos 1970 e emplaca todos os anos cerca de 15% de todas as motos do país (percentual variável de ano para ano). Não existem sinais de que a redução de preços da fabricante tenha motivações maiores do que uma reavaliação de estratégias mercadológicas.

O que diz a Yamaha

Como já apontado, a Yamaha afirmou que tudo se trata do preço público sugerido vigente dos modelos. Em outras palavras, estes são os novos preços dos modelos a partir de agora.

Questionamos a marca em relação aos clientes que adquiriram as motos com os valores anteriores, desembolsando, assim, um valor maior na aquisição e ficando sujeitos à maior depreciação do produto. A fabricante afirmou que não comenta sobre sua política de preços.

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