Desvendamos 7 mitos sobre o motor turbo

Novos no mercado, os motores turbinados de fábrica ainda sofrem com algumas afirmações errôneas; aprenda verdades sobre os propulsores

Por Boris Feldman27/05/19 às 16h09

O motor turbo é uma nova tendência de mercado. Menor e mais eficiente, ele ainda sofre com as falsas afirmações. Para que você se mantenha bem informado, desvendamos sete mitos sobre os motores turbinados.

Vale lembrar que há uma diferença entre o motor turbo das fabricante e o das oficinas especializadas.

1. É necessário manter o motor pelo menos um minuto em marcha lenta antes de desligar o carro

Este mito tem origem nos motores aspirados que depois eram turbinados por oficinas especializadas. A recomendação era necessária para evitar que a turbina girasse sem lubrificação e ou o excessivo aquecimento do óleo que a lubrifica. Nos motores turbinados de fábrica, há uma refrigeração específica da turbina que dispensa esse cuidado.

Cada vez mais comum no mercado, o motor turbo ainda é vítima de mentiras descabidas. Desvendamos 7 mitos sobre os propulsores mais eficientes e econômicos.
Motor 1.3 Firefly | Boris Feldman

2. Motor turbo exige óleo lubrificante especial e trocas mais frequentes

Nos carros lançados com motor turbo, a periodicidade da troca e o óleo lubrificante são os mesmos para motores turbos e aspirados. No entanto, vale conferir no manual as instruções específicas para o seu carro.

3. Motor turbinado dura menos que o aspirado

Se o motor for turbinado de fábrica, sua durabilidade é a mesma de um motor aspirado. Isso porque o componente foi especificamente projetado para oferecer o turbo e o maior desempenho.

Já os motores turbinados por oficinas tem durabilidade menor.

4. Consumo do motor turbo é maior

Mantida a mesma exigência de desempenho, ou seja, pisando igual, o consumo de combustível do motor turbo é até menor. Mas, se o motorista acelerar muito mais que no carro movido a motor aspirado, a média de consumo poderá ser comprometida.

Entenda: a maior eficiência do motor turbinado se dá em razão do aproveitamento de uma energia antes jogada fora – no motor aspirado – pelo escapamento.

Cada vez mais comum no mercado, o motor turbo ainda é vítima de mentiras descabidas. Desvendamos 7 mitos sobre os propulsores mais eficientes e econômicos.
Up TSI | Divulgação

5. Manutenção do motor turbinado é mais cara

A durabilidade do conjunto “motor turbina” não é afetada ou reduzida. Porém, no caso de um problema na turbina, haverá uma despesa extra.

6. O motor turbo prejudica os componentes da transmissão

A transmissão do carro turbinado pela fábrica foi projeto para receber um torque maior. Portanto, não há prejuízos na durabilidade.

Nos casos em que o motor turbo foi preparado em uma oficina, os componentes da transmissão, embreagem, caixa, juntas homocinéticas e etc, podem ter sua durabilidade prejudicada.

7. É mais difícil revender um carro com motor turbinado

Se o dono do carro atendeu aos requisitos de manutenção, não há nenhuma dificuldade em comercializar um veículo com motor turbinado.

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10 Comentários
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    Antonio Donizeti Martins 1 de junho de 2019

    Eu quero ver esses motores 1.0 turbinados depois de 50.000 KM rodados.

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    Simas Set 31 de maio de 2019

    Fernando Boa está certo, ao menos no caso do Civic Touring que conheço bem as discussões. O painel indica a troca do óleo bem antes de um aspirado. Tem revenda pior porque, cá entre nós: alguém aqui confia em um veículo usado turbo passado nas mãos de um brasileiro? Já sobre seguro, não conheço outros segmentos, mas o Touring tem custo de manutenção inferior ao aspirado 2.0, então na verdade deve ter seguro menor, e não maior.

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    FGUMAR 30 de maio de 2019

    Faltou comentar: o uso do turbo de fábrica proporciona mais economia porque despeja mais torque em giros muito mais baixo que o aspirado. Então, tudo vem mais cedo: torque e potência, o que faz, a longo prazo, aumentar a vida útil do motor. Soma-se a isso o uso de injeção direta, um comando de válvulas com variação tanto na admissão quanto no escape, que você não encontra em qualquer aspirado, e pronto: aí está os fundamentos para a eficiência energética deste último capítulo do motor a combustão. Melhor que isso, usando-se esse motor, é adionarmos um sistema híbrido sustentável e acessível: cenas para o próximo capítulo.

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    elioricardo 30 de maio de 2019

    Pode ser ruim de revenda porque muitos acham que o dono maltratou o veículo o motorista consciente não vai fazer isso mas infelizmente onde moro um camarada estava exagerando no fusca turbo do México não há necessidade disso o pior e o custo de manter deixou de vir para o Brasil ou saiu de linha não sei

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    JONAS FERREIRA 30 de maio de 2019

    Saí de uma Tracker com motor aspirado (16/17) e parti para uma Tracker com motor turbo (17/18). Não houve variação no Seguro e, claramente, estou tendo consumo menor com potência maior. Muitíssimo satisfeito com a troca.

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    marcus mendes 30 de maio de 2019

    Engenheiro Fernando B, explique para o comentarista Boris Feldman, que por sinal é leigo na área automobilistica, como o senhor chegou nesse ponto.

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    marcus 30 de maio de 2019

    Nando Moura, exponha os motivos pelos quais você contesta o comentarista. Olavo de Carvalho exponha com provas cabais.

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    Ralfo Penteado 29 de maio de 2019

    Um motorzeco 1.3 que fiz que dispõe uma potência de 170hp não aguenta o esforço.

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    Claudinho 29 de maio de 2019

    Agora devo acreditar em quem: no especialista ou no comentarista.

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    Fernando B 29 de maio de 2019

    Caraca, o redator está claramente equivocado. Um motor turbo dá manutenção antes do aspirado sim, tem revenda pior que o aspirado e faltou ainda citar que o seguro é mais caro. No ponto positivo, o turbo consome menos combustível sim.

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