Placas Mercosul são adiadas para 2020; troca não será obrigatória

Adoção das novas chapas, estabelecida pela Resolução 729/2018 para 30 de junho, caiu por terra; Contran aproveitou para confirmar mudanças

Por AutoPapo 28/06/19 às 10h18

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou, nesta sexta-feira (28), que a data limite para adoção das placas Mercosul foi adiada para 31 de janeiro de 2020. Ainda no anúncio, o órgão confirmou mudanças nas chapas e em suas obrigatoriedades.

Para oficializar o adiamento, o Contran revogou a Resolução 729/2018, que estabelecia a implantação do padrão Mercosul em todo o território nacional até o dia 30 deste mês.

Obrigatoriedade das placas Mercosul

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, já tinha garantido que não haveria imposição para que os proprietários de veículos brasileiros trocassem de placa. Confira:

Ninguém vai ser obrigado a trocar de placa. Os carros que estão com as placas antigas, permanecem. Os carros novos é que terão as placas Mercosul. Não vai ter ônus adicional.

Pelo comunicado divulgado no site do Ministério da Infraestrutura nesta sexta, ficou definido que o novo modelo de Placas de Identificação Veicular (PIV) será exigido para veículos novos ou, no caso dos veículos em circulação, quando houver mudança de município, ou ainda se a placa for furtada ou danificada.

Mudanças

A produção das placas Mercosul será controlada por um sistema informatizado nacional, criado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em parceria com o Serpro. O diferencial em relação ao modelo atual são os itens de segurança, como o QR Code, que possibilita a rastreabilidade da placa, dificultando a sua clonagem e falsificação.

“É uma placa inteligente, que permite que os agentes de trânsito, por meio de aplicativo de fiscalização do Denatran, verifiquem a regularidade da placa e identifiquem outras importantes informações do veículo”, garantiu o ministro substituto da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que presidiu a última reunião do Contran.

Também foram definidas novas regras para credenciamento de estampadores e fabricantes, que vão possibilitar aumento da concorrência com o intuito de reduzir o valor das placas Mercosul. Atualmente o Brasil conta com 1.300 estampadores e 21 fabricantes.

Em 28 de fevereiro de 2019, o Contran publicou, no Diário Oficial da União (DOU), uma decisão que encaminhava para estudo prioritário e imediato a nova placa (padrão Mercosul). De acordo com o documento, os temas a serem analisados pela Câmara Temática de Assuntos Veiculares seriam:

  • estudar critérios para amplo credenciamento;
  • avaliar supressão do chip;
  • avaliar QRCode;
  • estudar implantação somente em veículos novos;
  • analisar e definir aspectos físicos e técnicos das placas (retrorrefletividade, luminância, cores, caracteres, película, etc); e
  • analisar os custos de toda a cadeia produtiva até o consumidor.

Em entrevista, o órgão de trânsito afirmou que devem ser adotados nas placas Mercosul a eliminação de alguns elementos gráficos e a adoção do QR Code, um tipo de código de barras bidimensional que pode ser ativado por telefones celulares equipados com câmera e outros equipamentos.

O código trará informações mais precisas, a exemplo do local de produção da placa Mercosul, o Estado onde ela foi encaminhada, o veículo emplacado, entre outras informações. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Jerry Dias, o objetivo é garantir mais segurança na identificação do veículo, com todo o processo produtivo passando por um rígido controle.

Contran confirma alterações para placas Mercosul e adia adoção das novas chapas, marcada para o dia 30 de junho. Carros antigos não precisarão instalá-las.

“O mais importante é que a nova placa Mercosul possibilita um controle de todo o processo de emplacamento o que minimizará o risco de clonagem de placas”, disse.

De acordo com o diretor, as mudanças visam dificultar a clonagem de placas e facilitar a fiscalização:

Aumentando a rastreabilidade, vamos dificultar a clonagem. A nova placa não tem condição de ser feita em qualquer lugar, alguém pode até tentar fraudar, mas isso vai ser descoberto na fiscalização, uma vez que não tem como reproduzir o mesmo código. Uma placa que não foi utilizada e for furtada, poderá ser cancelada antes que venha a ser usada em algum veículo. O controle é nacional.

No Brasil, as placas Mercosul começaram a ser adotadas em setembro de 2018. O novo modelo está presente nos Estados Rio de Janeiro, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul e em mais de 2 milhões de veículos.

*Matéria atualizada. Publicada originalmente em 17 de junho de 2019. 

Foto Alexandre Carneiro | AutoPapo

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13 Comentários
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    Iran Carlos Bueno 28 de agosto de 2019

    Na minha opinião, o governo não sabe mais como tirar dinheiro do povo, a cada ano uma nova lei, com isso quem paga e povo vamos lá exemplo.

    1°Kit primeiros socorros (cadê aonde foi parar)
    2° extintores de incêndio foi uma loucura os preços foi na altura quem pagou o povo (novamente aonde foi parar)
    E agora as placas Mercosul por favor vamos cuidar da saúde que no Brasil e uma vergonha pessoas morrem por um mau atendimento, aonde médicos olha para paciente se está com dor no peito e dor muscular, receita um analgésico e manda para casa, dor de barriga tbem.
    Eu sou exemplo em 2014 fui atendido com dor no peito médico receitou relaxante muscular, no mesmo dia as 00:30 tive um infarto co perca de 50% do coração, com isso cheguei a fazer um transplante de coração em 2017 devido a um erro médico, em 2017 mesmo com dor na barriga médico falou que era mau estar devido uma comida, tive uma nova consulta com meu cardiologista resultado pedra na vesícula aonde fui submetido a uma cirurgia aonde resultou em intervenção dos medicamentos ocasionando rejeição do órgão transplantado ficando 22 dias em coma e com problemas sério novamente de saúde, daí eu pergunto cadê o investimento a saúde porque novamente somente a população tem que pagar chega meu Deus o povo já não aguenta mais tantas taxas,impostos etc…

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    Rose 15 de julho de 2019

    Creio que é mais um motivo para ganhar dinheiro! Além de feia é uma placa que você não consegue identificar a origem de onde veio, a placa é brasileira…nada haver com essa porcaria de Mercosul! Quero ver se o presidente vai ter pulso firme para anular essa implantação!

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    Ronaldo 26 de junho de 2019

    Pensa bem,se me roubarem está placa eu dou queixa e ela e cancelada certo?
    Certo mais é óbvio que eu terei que mandar fazer outra e pagar novamente,certo?
    Então o próprio fabricante pode mandar dar um fim na placa só assim vai ganhar dinheiro igual gente grande.🤔🤔🤔🤔🤔

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    ELTON FELIPE CARVALHO 25 de junho de 2019

    Ao ler a notícia concluí que quase nenhum estudo foi feito para a implantação destas novas placas, pois, só agora o CONTRAN está anunciando que vai estudar os assuntos que estão relacionados na matéria. Não quero acreditar em teorias da conspiração, mas parece que só se faz este tipo de alteração com o intuito de alguém faturar alto.

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    Juca 21 de junho de 2019

    Penso que a placa tem que ser do proprietario e nao do veículo. Compre sua placa e a tenha para sempre. Voce registra no orgao de trânsito os carros que essa placa vai ser utilizada.

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    Fábio 18 de junho de 2019

    Primeiro tem de esperar as novas regras serem publicadas e sancionadas e enquanto isso não acontece a antiga continuara valendo.

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    Fábio 18 de junho de 2019

    Pelo que entendi a sua esperança vai ser atoa.

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    Claudio corcino lamonica 18 de junho de 2019

    Então minha placa e refletiva nova tenho que passar para meu nome vou ter que fazer a nova placa Mercosul aguardo resposta obrigado pela atenção

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    Marcelo de Souza Santos 18 de junho de 2019

    Estão esquecendo que nem todo proprietário de veículo é honesto; e se estas placas não forem seladas junto ao chassi na parte dianteira do veículo poderá servir para dar guarita para furta veículos idênticos com placas quentes. Uns dos defeitos de segurança encontrado.

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    Leonardo Sanches Vieira 17 de junho de 2019

    Graças a Deus não vou precisar pôr essa placa absurda. Ainda tenho esperança de que, quando eu comprar um novo carro zero km, essa imundície de placa seja extinta.

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      Tarcísio 17 de junho de 2019

      Feia que dói essa placa cruzes

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      Talles Foerch 24 de outubro de 2019

      Eu penso a mesma coisa, é horrível de olhar essa porcaria, é uma placa que não é agradável aos olhos, é toda junta, sem espaçamento nenhum, sem falar que não diz mais a cidade onde o veículo foi emplacado. É desnecessário ter essa placa no Brasil.

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    Barroso 17 de junho de 2019

    Mentira que é só pra veículos novos, hoje fui no Detran aqui do PR com meu carro usado e o cara me disse que vai vim essa placa feia Mercosul. Affff

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