Estouros envolvem vários fatores, como estado do pneu, condições da pista e manutenção; caso o item seja danificado é preciso ter calma e agir assertiva
No trânsito, seja nas estradas ou na cidade, pode acontecer todo tipo de adversidade, incluindo o pneu estourar enquanto o veículo está em movimento. Essa situação, que assusta a maioria dos condutores, pode ser muito perigosa, especialmente quando o pânico entra em cena e não se sabe o que fazer.
Nesta matéria você confere as possíveis causas e fatores que contribuem para estouros ou rasgos no pneu, o que NÃO fazer, como manter sua segurança e formas de evitar esse contratempo perigoso.
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O pneu é um composto feito a partir de borracha natural e derivados do petróleo, que é resistente, mas não suporta tudo. De acordo com Roberto Falkenstein, consultor da área de tecnologias inovativas da Pirelli para América Latina, existem algumas condições que podem contribuir para que o pneu estoure com o carro em movimento. Esses fatores são:
A calibragem incorreta pode contribuir para o para um rasgo inesperado no pneu. Caso ele esteja cheio além da margem indicada pelo fabricante, as chances de estourar são muito maiores. Agora, se ele estiver murcho, a chance de rasgar é alta.




Depois de muito uso, os pneus gastam, podendo ficar carecas quando o TWI (tread wear indicator), um ressalto perpendicular aos sulcos do componente, iguala-se à espessura da banda de rodagem. Quando essa marca é atingida, as suas características originais, como desenho e estrutura, ficam comprometidas. Isso compromete a dirigibilidade e o pneu careca também fica mais vulnerável.

Além disso, o pneu tem uma vida útil e após 5 ou 6 anos da fabricação ele começa a ressecar e perder suas propriedades. Neste estado o item fica mais frágil e fácil de apresentar defeitos, rachaduras, furos ou até problemas para a direção, sendo que sua vida útil é de no máximo de 10 anos.
A partir daí, o pneu perde aderência, o que ainda prejudica a estabilidade e a distância de frenagem. Mesmo que o material não esteja gasto e o item pareça novo, não utilize esse pneu após o prazo de validade.
Estes são os maiores inimigos do pneu na pista:
No caso das tartarugas, passar, principalmente em altas velocidades e com a lateral do pneu, pode resultar em um rasgo. O meio-fio segue o mesmo princípio, porém esses são costumam apresentar muito mais irregularidades e partes pontiagudos, potencializando uma “ferida” no pneu. As bordas de buracos também são deformidades que podem estar afiadas, resultando em um furo.
Quando não for possível evitar a passagem por esses locais, reduzir a velocidade do veículo é fundamental para garantir que o pneu permaneça inteiro. Quanto maior a velocidade, maior a força aplicada para o pneu se deformar e possivelmente estourar.
Se você estiver dirigindo e um pneu estourar, o primeiro passo é não se desesperar, pois o pânico é o seu maior inimigo nesses momentos que uma atitude equivocada pode colocar sua vida em risco, especialmente se você estiver em velocidades mais altas.
Segundo Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli:
O motorista deve reduzir a velocidade gradualmente, sem frenagens bruscas. O condutor não deve frear com ênfase, pois isso aumenta a chance de perder o controle do veículo. Deve-se evitar, também, manobras bruscas com o voltante.”
Logo, você deve segurar o volante de forma firme com as duas mãos, tirar gradativamente o pé do acelerador e frear o mais suavemente possível. Veículos com controle de estabilidade são de grande ajuda nesse momento. Dessa forma, o condutor consegue reduzir a velocidade do carro de forma segura e, se for possível, o ideal é tentar levá-lo até o acostamento.
Roberto Falkenstein lista as principais medidas que todo condutor deve tomar para evitar problemas com seu pneu:
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