Por que o carro elétrico é inevitável? (ou o ‘triste fim da máquina de fazer calor’)
Mesmo para quem ama o ronco dos motores V6, a física é implacável: a impressionante eficiência dos elétricos veio para vencer o passado
Publicado em 18/07/2026 às 09h00
Antes de mais nada, uma confissão: meu carro de uso diário tem um V6 sob o capô, pois sempre fui e continuo pessoalmente apaixonado por um bloco em “V” aspirado, cheio de torque em qualquer rotação e com aquele som gostoso vindo de dois canos traseiros alimentados por seis (oito ou doze) canecos.
Mas, paixão à parte, o carro elétrico já superou a fase de tendência ou moda. Os eletrificados estão cada vez mais sedutores. Custam menos por km rodado. Têm manutenção mais em conta, emissões reduzidas, rodar silencioso e torque fenomenal. Bateria cada vez mais leve e oferecendo maior alcance — e custando cada vez menos (graças aos chineses).
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Ainda há quem defenda a permanência do motor a combustão nos esportivos premium. Um mercado mais exigente, que não se curva diante de novidades disruptivas e insiste na tecnologia tradicional. Deveria ser mantido em modelos futuros de marcas icônicas como Ferrari, Porsche ou Aston Martin? Talvez.
Mas, se a exigência é desempenho, o elétrico não deixa a desejar, pois oferece o mesmo (ou melhor) torque que o tradicional a combustão. Muito embora a performance não se limite à potência do motor (que já ultrapassou os 1.000 cv em alguns elétricos!): suspensão, direção e freios também contam. Mas, no frigir dos ovos, o culto ao passado tem lugar definido: museus e coleções.
Eficiência é a palavra de ordem!
Entretanto, nenhuma destas considerações — nem os defensores do elétrico — leva em conta o que talvez seja o mais importante fio condutor para definir o elétrico como carro do futuro: a eficiência.
Não vamos sequer nos ater às previsões de se enterrar o combustível fóssil por falta do próprio nas profundezas, o que já foi – falsamente – anunciado inúmeras vezes. O que deve levar a mobilidade veicular a adotar a eletricidade como fonte futura de energia é a sua eficiência.
A rigor, o motor a combustão já deveria estar há algumas décadas no museu, tamanha a sua ineficiência. Ainda atrai – emocionalmente – os entusiastas do automóvel (como eu), mas não faz nenhum sentido uma máquina que perde em atrito e calor de 60% a 70% da energia contida no combustível do tanque e ainda polui o ambiente com emissões. Aliás, por estarem também desenvolvendo carros híbridos, os chineses estão atingindo percentuais de eficiência em motores a gasolina considerados inalcançáveis: BYD com 46% e Dongfeng com 48%.
Há quem diga – ironicamente – que o motor a combustão é uma das melhores máquinas geradoras de calor (…), com suas dezenas de peças atritando entre si.
Enquanto os atuais motores de ciclo Otto ou Diesel transformam em energia mecânica apenas 30% a 40% da energia química que recebem do tanque, o motor elétrico entrega às rodas cerca de 90% a 95% do que recebe.

Terceira fase do carro elétrico
Claro que ainda existem obstáculos para o carro elétrico: custo e peso da bateria, sensibilidade às variações de temperatura, pontos de recarga, valor de revenda e outros. Eles estão sendo superados com inesperada velocidade. Afinal, a terceira (e atual) fase do elétrico chegou há pouco mais de dez anos. Mas muitos ignoram que os primeiros rodaram no final do século XIX, antes mesmo dos movidos a gasolina, e só perderam a guerra para o combustível líquido exatamente pelo mesmo motivo que prevalece até hoje: o alcance limitado da bateria.
Aliás, as mulheres – à época – detestaram a chegada do carro a gasolina: não tinham “muque” para dar a partida no motor (com manivela…) e tinham horror ao fedor do escapamento.
O elétrico demorou quase 150 anos para se impor, mas chegou de forma irreversível. Não fosse por outros motivos, por sua insuperável eficiência térmica.
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Uma questão que ninguém levanta: com cada vez mais carros elétricos, o petróleo já começa a sobrar e inevitavelmente os produtores do Oriente Médio e outros países como Brasil, vão ser forçados a baixar mais e mais o valor dos combustíveis para que as pessoas NÃO troquem seu carro por um elétrico…dai que a vaca torce o rabo..muitos vão querer carros a gasolina novamente- até pq os nossos governos vão dar um jeito de aumentar cada vez mais ( com.mentiras e narrativas ) a eletricidade….os governos não vão querer perder arrecadação e aí que a população MAIS UMA X vai pagar o Pato ( vide a mistura do álcool na gasolina )
Você faria uma viagem de SP ao Rio com família num carro elétrico? Ou até Buzios? A BYD e outras que estão vendendo muito não poderiam fazer uma parceria para espalhar pontos de recarga pelo país? Temos capacidade de geração elétrica para suportar isso? Terão que trocar os transformadores para suportar a demanda? A gasolina sintética ou o hidrogênio não podem substituir a gasolina tradicional? Questão de reduzir os custos da produção.
Fi. Nal. Mente. senhor Boris Feldman! Demorou uma eternidade, mas a realidade acabou se impondo. A combustão interna não existe mais, mas continuaremos vendo alguns zumbis barulhentos e fumacentos nas ruas, por mais algum tempo. Muito em breve, macabros pistões, anéis, velas e bielas só em museus de tecnologia. E em lixões industriais. Parabéns pela coragem de escrever o que escreveu, sobre a defunta combustão.
A melhor situação seria ficar no híbrido e no etanol, 100% eletrico criaria outros grandes problemas, nao temos capacudade de produzir tanta energia para abastecer a frota de veículos mundial, nao temos redes de abastecimento suficientes para isso, e ninguem ve o caminho reverso, quanto se polui para produzir baterias e qual o descarte correto, isso nonguem divulga porque saberíamos que polui mais do que a frota a combustao atual. A verdadeira poluição mundial hoje esta nas indústrias, vejam qyanto a China polui no mundo e é a queridinha dos elétricos. Falsidade e hipocrisia fica em baixo do tapete para poder mostrar so as coisas bonitas e boas. Sejamos realistas, teremos ainda muito de avançar para falar em toral eletrificação.
Há de concordar que para produzir um motor a gasolina também se polui muito…não?
Muitíssimo menos e com muito menos impacto ambiental: Carro Elétrico: A fabricação gera alta poluição inicial por causa da extração de lítio, níquel e cobalto, além da montagem da bateria. Um SUV elétrico pode emitir mais do que o dobro de CO2 na fabricação comparado a um similar a combustão.Carro a Combustão: A produção de motores e peças de metal consome energia e emite poluentes, mas a pegada de carbono inicial é consideravelmente menor do que a de um veículo elétrico com bateria grande. Mas mesmo assim o brasileiro não faz uma análise profunda e fala coisas erradas sem realmente pesquisar.
Avaliar o qto se polui na extração de lítio ( ou agora com as baterias de sodio/sal ) e comparar o impacto ambiental da extração de ferro ou alumínio usados pra fazer um bloco de motor ou a extração de petróleo em alto mar ou em qualquer ambiente é uma coisa bem menor do que o lixo que se produz com os filtros de oleo/ar/combustível e o próprio óleo do motor usados ao longo de 10 a 15 anos ( que é a duração da bateria , pra efeito d comparação )…lembrando que as baterias já são recicláveis….MAS….o que IMPORTA REALMENTE é a qtd de gases tóxicos que um carro produz ao longo de sua vida útil…ISSO SIM é preocupante. São de 10 a 25 anos lançando gases TODA HORA E DIA… issso JAMAIS vai ocorrer com o carro elétrico. O dia em que os elétricos terão uma autonomia MININA de 600 km a preço razoável vou me agradar com um e comprar…..chega de pagar caro por gasolina do governo e alcool dos produtores de cana…bye bye pra essa turma.
Num país pobre e do tamanho do Brasil, deveremos ter carros híbridos ainda por décadas,pois a infraestrutura de postos de recarga é cara e não se tornará realidade de um dia para o outro.A eletrificação total é inevitável e a meu ver, é desejável.O motor a combustão, que está se aposentando, envenenou bilhões de seres humanos com chumbo misturado à gasolina,por décadas. Já passa da hora, de ir para o museu.
Como não vou trocar de carro tão cedo, haverá tempo para amadurecimento do carro elétrico, do gerenciamento confiável ( ou não) no pós venda, da revenda avaliação de credibilidade e durabilidade, etc.
Como consumo de combustível caindo com mais carros elétricos na rua, a tendência é cair o preço também pela sobra de produto.
Mas no momento, com a atual situação do país e principalmente, revelando-se a verdadeira situação em janeiro/27, melhor não fazer dívida alguma e esperar.
Se for olhar do nascimento (produção) ao berço (fim da vida util), o eletrico pode poluir mais que um veiculo a combustão, principalmente se a geração de energia para esse carro seja de termo eletricas. e se for comparrar com veiculos flex movidos a Etanol aí, meu amigo a comparação é pior ainda. E outro detalhe se toda a frota fosse eletrica não teria eletricidade para alimenta-los.
Depois que comprei um plug-in, tive a certeza de que não comprarei mais nenhum carro novo 100% a combustão.
Andar na eletricidade é vida. Torque instantâneo abundante, silêncio a bordo, e a eficiência de a cada desaceleração ver a bateria ser recarregada.
Existe o aspecto que as usinas hidrelétricas implicam em alagar áreas gigantescas para fazer as represas como por exemplo a Usina Belo Monte.
Seria certo tirar animais do seu habitat natural? Creio que não.
Vejo que no futuro não existirá mais automóveis, mas sim somente transportes coletivos como:
– trens;
– metrô;
– ônibus de viagem;
– avião.
“Seria certo tirar animais do seu habitat natural? ” Se for pensar assim, deveríamos todos abandonar tudo e viver em malocas nas aldeias.
Ademais, os impactos da cadeia petrolífera são muito maiores. Petróleo é uma das principais fontes de renda de ditadores e terr0ristas pelo mundo.
A Amazônia é o pulmão do mundo… achar que pode destruí-la só para o crescimento das cidades é só pensar só no bem estar da sociedade.
O Brasil precisa de petróleo para o diesel dos caminhões que transportam carga de norte a sul do país, para os navios, para as Usinas Termoelétricas. É só parar de produzir a gasolina e os carros passarem a usar etanol.
Ditadores e terroristas infelizmente sempre vão existir, mesmo abolindo a gasolina no mundo.
Ainda que a implantação de hidroelétricas gere impactos ambientais, Belomonte não é um parâmetro de normalidade, e sim um ponto-fora-da-curva devido ao seu projeto equivocado.
Por outro lado com os rios cada vez menos caudalosos, devido às evidentes mudanças climáticas em curso, o futuro da energia hidroelétrica está cada vez mais em xeque. Infelizmente.
Quanto ao futuro do transporte individual, ele continuará sim existindo até por conta de demandas e conveniências especificas. O maior desafio está em melhor conciliar e integrar o seu uso em conjunto com os modais coletivos
Hoje o vilão é o carro a gasolina, logo amanhã será o carro elétrico.
Pois o carro elétrico não é perfeito desde a geração de energia elétrica em usinas termoelétricas, a até o descarte dos jogos de baterias.
As leis ambientais estão fechado o cerco contra o carro a gasolina, será que no futuro as mesmas leis não terão outro alvo?
Só voltar pra selva e ser feliz…o progresso e o conforto da nossa vida exigem mudanças no planeta. E o exemplo de Belo Monte é o pior possível ,pois se fosse fazer um lago como deveria ser feito inundaria muito mais e garantiria muito mais energia. Como foi feito uma usina fio d’água, somente em pouco tempo se extrai sua potência máxima..
Está tudo sendo planejado pra carro ser superfulo na grandes metrópoles, logo será luxo pra poucos. Veja a geração Z, não querem saber de ter carro, pois não querem bancar o ônus de:
1. prestação;
2. IPVA;
3. licenciamento;
4. multas;
5. depreciação;
6. manutenção preventiva;
7. gasolina;
8. estacionamento.
9. etc.
A geração Z agora prefere ir de bicicleta, transporte coletivo ou de Uber… preferem com esse dinheiro ter novas experiências e investimento em educação.
Aqui em São Paulo-SP a Prefeitura colocou ciclofaixas em vários lugares para dar espaço para as bicicletas.
Eu não sou ambientalista, mas não sou favorável a usina hidrelétrica pelo motivo acima exposto. E acho muito obvio que um dia os efeitos colaterais do carro elétrico vão aparecer e aí então as leis ambientais vão cair em cima. Tomara que eu esteja errado…
O que mais pega para os elétricos são os pontos de recarga e o mais básico deles é na própria residência do proprietário. A maioria dos relatos que vejo, são de donos que tem casa própria e sistema auto suficiente de geração de energia, usando placas solares, mas essa é a realidade de uma minoria. Então, como resolver o problema da recarga nos condomínios de apartamentos, por exemplo? Num futuro hipotético, em que acabariam os veículos a combustão, possivelmente os menos abastados ficariam mais distantes de possuir um carro, mesmo que velho, já que não se sabe se num carro elétrico velho (> 10 anos) será viável substituir as baterias.
No momento, carros elétricos são inviáveis para a maioria das pessoas. Como viajar mais de 1.200 quilômetros ida e volta em um final de semana?
Será preciso um bom tempo até que os carregadores estejam espalhados pelo país e que o carregamento não demore mais de 15 minutos e sem fila
Pra tudo existe uma fase de transição, nada acontece da noite para o dia. Assim foi igualmente da traçao animal para o vapor e posteriormente pra própria combustão.
Fato é que os motores a combustão ainda existirão por um bom tempo, inclusive associados às tecnologias hibridas que têm sido uma opção mais segura aos atuais elétricos.
