Crise no Oriente Médio desestabiliza valor dos combustíveis e até o etanol passa a pagar pelo elevado preço do barril de petróleo
A crise no Oriente Médio, que decorre da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, já afetou diretamente o mercado petrolífero mundial, uma vez que a maior travessia de petróleo, o Estreito de Ormuz, está fechada, comprometendo o escoamento de 20% de todo óleo produzido no mundo. A situação, que aumentou o preço do barril de petróleo, registrou crescimento de R$ 0,57 no custo da gasolina, em Belo Horizonte, e fez com que o etanol acompanhasse esse valor.
Muito utilizado no Brasil, até porque foi aqui que combustível verde foi desenvolvido para abastecer veículos, o etanol tem como principais vantagens reduzir a dependência de combustíveis fósseis, como petróleo, e ser menos poluente, uma vez que o plantio neutraliza as emissões da queima no motor.
A produção do etanol não tem nenhum vínculo direto com a extração do óleo, se muito no maquinário usado no plantio e colheita, mas que não impacta diretamente no preço do litro. Mas por que será, então, que o preço do etanol sobe se o combustível não contém petróleo em sua composição?
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O economista e coordenador acadêmico do MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, esclareceu, em entrevista ao AutoPapo, que o aumento nos preços do etanol e demais combustíveis junto ao da gasolina não passa de uma questão de demanda.
Basicamente por causa do que chamamos, na economia, de demanda cruzada. Como o etanol é um combustível substituto da gasolina, quando a gasolina sobe muito de preço, os consumidores tendem a migrar para o etanol, que se torna relativamente mais barato. Com o aumento da demanda por etanol, pela lei da oferta e da demanda, o preço também sobe. É isso, simples assim! Além disso, os carros podem usar tanto etanol quanto gasolina, ou até uma mistura dos dois, o que facilita essa migração de consumo”, afirmou o professor.
Decorrente desse fator, o aumento do preço do etanol acompanhou o preço da gasolina nos últimos dias.
O barril de petróleo do tipo Brent — uma das principais referências mundiais de preço para o petróleo bruto — registrou, na semana que passou, alta de 48%, sendo negociado por cerca de US$ 106. No acumulado do ano, a valorização supera 76%.
Esses resultados provocaram aumentos que elevaram o preço da gasolina para mais de R$ 7 o litro em diversos estados do Brasil, nos últimos dias. A média do país, entre os dias 08/03/2026 e 14/03/2026, era de R$ 6,46, segundo a Petrobras.
Para o preço do etanol, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a média de valores no Brasil está em 70% do custo da gasolina, ou seja, para um litro de gasolina a R$ 7, a mesma quantidade de etanol custaria cerca de R$ 4,90.

Segundo o professor Rochlin, outros países que utilizam combustíveis alternativos ao petróleo também sofrem com o aumento.
“No caso do Brasil, o etanol é mais relevante porque somos grandes produtores e consumidores, e boa parte da frota é flex. Nos Estados Unidos, por exemplo, o biocombustível é produzido principalmente a partir do milho. Ou seja, a lógica econômica é semelhante: quando um combustível fica mais caro, a demanda por substitutos aumenta. Nos Estados Unidos, provavelmente, o preço do milho também está sendo pressionado”, afirma.
Assim como os Estados Unidos estão sujeitos a aumento nos preços do milho e derivados, aqui acontece o mesmo com o açúcar.
“As usinas de cana-de-açúcar podem alternar a produção entre etanol e açúcar. Se o etanol se torna mais rentável, a produção tende a migrar para ele, reduzindo a oferta de açúcar, o que pode pressionar seus preços”, complementou o professor Mauro Rochlin.
Ainda segundo o economista Mauro Rochlin, o petróleo é a principal fonte de energia no mundo, e seu preço depende muito da oferta global. Essa oferta é influenciada por fatores logísticos e geopolíticos, como o transporte em regiões estratégicas — por exemplo, o Estreito de Ormuz. Portanto, qualquer previsão depende do desenrolar dos acontecimentos no Oriente Médio. É um cenário bastante incerto.
Mas o que chama atenção é que grande parte desse aumento nas bombas tem sido tratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) como abusiva. Isso porque o combustível que está nos postos atualmente foi refinado antes da alta de preços. E o Brasil tem maior dependência da importação do diesel do que de que gasolina. Hoje cerca de 30% do diesel vem de fora, enquanto no caso da gasolina, são 10%, de acordo com a Minaspetro. Assim, a agência investiga práticas abusivas por parte dos comerciantes.
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Nesse caso, esta estória de demanda é “conversa pra boi dormir” e só cola para o “gado” brasileiro. Não dá tempo gerar demanda, o etanol sobe juntamente com a gasolina, não nos dá a chace de abastecer antes dessa suposta demanda. Além disso, o empresariado brasileiro de postos de combustíveis sempre estão à frente quando o caso é exploração. Há um anuncio de aumento a noite e pela manhã os preços já foram alterados nas bombas, sem sequer terem sido abastecidas. Quando há uma redução leva dias para chegar ao consumidor final. Então, faça-nos o favor de contar outra!
Manipulação de preços para lucro máximo, como nas passagens aéreas. Simplesmente não uso álcool nem viajo de avião.
Eles aumentam porque são canalhas! Bandidos da pior espécie quadrilheiros!!! Eles colocam o preço sempre na margem que fica inviável vc abastecer com etanol, vc não tem alternativa ou corre pra gasolina adulterada com mais de 50% de álcool e água ou corre pro álcool com água que evapora até no tanque sem sair a garagem. País corrupto!!!!
Essa explicação econômica sobre o aumento da demanda do etanol quando há crises de petróleo não necessariamente é uma demanda real. Ela pode, e eu acredito, ser uma demanda artificialmente alterada. É preciso se demonstrar no caso concreto que os clientes migram de fato para o etanol. O que eu percebo, como consumidor, é de fato um aproveitamento da situação para exploração do consumidor. Por esta e outras razões que eu defendo o livre mercado quanto à abertura dos elétricos, dos eletropostos, etc. E vamos de GWM, BYD, Geely e outtos.
Em breve teremos o imposto safa..ops, do pecado e os elétricos vão ser sobretaxados para ajudar a indústria brasileira a continuar oferecendo carroças. Quem sabe então teremos híbridos que considerem o álcool como opção de abastecimento, que os importados até hoje não querem saber.
Porquê estamos vivendo em um país comunista e criminoso.
Engraçado que quando a gasolina aumenta o álcool aumenta junto no mesmo dia. Aí agora vem com essa história de demanda. Me desculpe meu amigo mas conte outra história porque essa aí está difícil de acreditar. E logo logo o GNV também vai aumentar. Aí sim é considerado como demanda.
Trabalhar na formação de preço do álcool combustível é a maior baba: quanto tá o litro da alcolina? Então joga uma diferença de 30% e vamos em frente. Alguém já viu o preço do álcool baixar por estar em safra ou o que for?
Essa conta é simples, Tudo que gera mais demanda do que oferta gera inflação. Que no momento é o caso do etanol, pois com esse aumento da gasolina todos enchem o tanque com etanol. E além disso o etanol tmb está na entressafra da cana de açúcar.
Sempre a mesma conversa, entre-safra, ou está mais viável produzir açúcar, aumentar a porcentagem de etanol na gasolina para reduzir as emissões e reduzir o preço, mas o final é sempre o mesmo, os produtores ganhando e o povo tomando na argola.
Essa conversa de oferta e procura não me convence, eles só em simplesmente aproveitando a carona da gasolina e tirando proveito da situação. Brasil corrupção e arrecadação acima de tudo
Porque aqui só tem ladrão. Parei de por etanol no carro faz tempo. Os custos não fecham, essa lorota dos 70% nunca deu certo, sempre gasta mais no álcool, a única vantagem é que é combustível verde, bom para não gerar queima excessiva de CO2, fora isso é corrosivo, precisa colocar aditivo, as velas se deterioram rapidamente, se pegar um posto de bandido pode até dar calço hidráulico no seu carro tamanha a quantidade de água que possui, em resumo, estamos ferrados, trabalhamos demais para sustentar um monte de incompetentes e ainda por cima sermos roubados todos os dias pelos mesmos que pagamos salários absurdos. Esse país não tem jeito.
Vejo muitos falarem de lorota, conversa fiada, mas ele tentou explicar a lei mais antiga do comércio, “lei da oferta e da procura”. Se a oferta é grande e a procura é baixa o preço cai, no momento em que se inverte a situação com pouca oferta e grande procura o preço sobe. Logo no momento em que a gasolina sobe a procura pelo álcool sobe junto, mas a produção leva tempo para reagir, se reagir, a resposta imediata é o aumento de consumo, estabilização da oferta que se torna deficiente e aumento de preço, o mercado fica nesta balança o tempo todo. Claro temos o tabelamento de preços que só o Procon e o Governo não vêem. Mas a base é essa, além de outros fatores. O custo para o consumidor vai de uma relação de custo de produção e entrega e “valor percebido”, pronto o mercado atua neste segundo item o valor percebido do álcool é 70% do valor da gasolina e assim vai se manter o referência. Em tempo, quando comprei meu primeiro carro, quando os flex ainda eram BB, a relação era 1/3, gasolina 1,89 e álcool 0,69 no posto Shell da marginal Tietê em São Paulo junto a ponte do Brás, daqui temos a certeza que o lucro sobre o álcool é acima de 100% e que manter o álcool neste patamar de custo chega a ser crime contra a economia, mas os políticos e responsáveis não estão nem aí pra coisa, o povo está pagando, todo mundo está enchendo os bolsos e vida que segue.
Qdo alguém disse que a relação econômica de 70% do preço do etanol em relação à gasolina justificava o uso do primeiro, deu aos donos de usinas, distribuidoras e postos o argumento para subir o álcool toda vez que a gasolina sobe.
Não adiantou nada inventar um veículo que funciona a álcool no Brasil. O valor do álcool sempre fica mais de 70% da gasolina. Nesse momento de preços altos e escassez do petróleo o governo poderia exigir que o álcool ficasse.mais barato na bombas. “Simples assim” como disse o expert .
Pessoas inteligentes, mas nada responderam, a não ser tentar justificar.
Exatamente kkkkkk só desculpa esfarrapada , engraçado que em posto de bandeira a gasolina compensa mais e em posto sem bandeira , onde vem tudo batizado , ( sei pq meu amigo Uber tem o equipamento ligado a bomba e da a proporção exata ), o etanol compensa mais!
Porque o Brasil é o único lugar do mundo onde álcool é derivado do petróleo.
E em segundo lugar por que brasileiro é otário e aceita essa condição.
Quando surgiu a tecnologia flex, que permite a livre escolha entre o etanol e a gasolina, as distribuidoras se encarregaram de anular a vantagem financeira então oferecida pelo etanol. E oara isso bastou subir a régua do seu preço.
Oficialmente o Brasil tem preços livres de combustível, o que na prática é uma tremenda lorota pra boi dormir.
Irônicamente os mesmos “agentes de mercado” que se escandalizam perante qualquer interferência do governo, calam-se totalmente diante do tabelamento imposto pelas distribuidoras.
Porque o etanol sobe (ainda mais) de preço??? Por sem-vergonhice mesmo!!!