Prejuízos bilionários atrasam massificação dos carros elétricos

Uma das maiores feiras do mundo sobre tendências de consumo apontou que Inteligência Artificial e robôs estão roubando a cena quando o assunto é automóvel

Chevrolet Blazer EV RS 2025 Vermelho Radiant frente em movimento
Vendas de carros elétricos da General Motors teve queda no último trimestres de 2025 (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Por Fernando Calmon
Publicado em 18/01/2026 às 12h01

Quando se pensava que a maior feira do mundo dedicada aos eletrônicos de consumo, a CES 2026, encerrada no último dia 9 de janeiro em Las Vegas (EUA), fosse continuar colocando os veículos elétricos na posição de maior interesse, ou seja nos bancos dianteiros, estes foram passados para o banco de trás. A linguagem figurada foi a manchete da Automotive News (AN), centenária publicação americana especializada em automóveis.

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“Robotáxis, robôs operários, sistemas de direção assistida e recursos de Inteligência Artificial (IA). integrados aos veículos dominaram os assuntos relativos aos automóveis na CES deste ano, tirando os veículos elétricos do centro das atenções”, escreveu a AN.

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Prejuízos dos carros elétricos

O quadro econômico é preocupante. A GM teve uma queda de 43% nas vendas de elétricos no quarto trimestre de 2025 sobre o mesmo período de 2024. O prejuízo financeiro foi US$ 7,6 bilhões (R$ 41 bilhões). Custos adicionais poderão ser registrados em 2026. Um furgão de entregas elétrico, totalmente novo, foi descartado pela baixa demanda e fim de incentivos fiscais.

Na Ford a situação é semelhante. Somente no ano passado, amargou prejuízo de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) com veículos elétricos. Na América do Norte, substituirá um furgão deste tipo por modelos híbridos e a gasolina. Também descartou a produção de um furgão elétrico na Europa, mas manterá versões híbridas. Todavia anunciou uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver veículos elétricos comerciais e de passageiros.

Jim Farley presidente e CEO da Ford e François Provost CEO do Renault Group
Jim Farley presidente e CEO da Ford e François Provost CEO do Renault Group (Foto: Renault | Divulgação)

Atrasos nos carros elétricos

Prejuízos de curto prazo não significam, nos dois lados do Atlântico Norte, que elétricos estão descartados, mas sim que haverá atrasos. Por outro lado, diferentes tipos de híbridos (semi-híbridos, plenos e plugáveis) tendem a avançar. Elétricos de alcance estendido, com motor-gerador de combustão interna (MCI) para recarga de uma bateria menor e mais barata, tendem a despertar interesse cada vez maior.

Esta solução afasta a ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens. E também comprar um elétrico para uso urbano e um veículo convencional para sair de férias, em feriados ou a trabalho.

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