Uma das maiores feiras do mundo sobre tendências de consumo apontou que Inteligência Artificial e robôs estão roubando a cena quando o assunto é automóvel
Quando se pensava que a maior feira do mundo dedicada aos eletrônicos de consumo, a CES 2026, encerrada no último dia 9 de janeiro em Las Vegas (EUA), fosse continuar colocando os veículos elétricos na posição de maior interesse, ou seja nos bancos dianteiros, estes foram passados para o banco de trás. A linguagem figurada foi a manchete da Automotive News (AN), centenária publicação americana especializada em automóveis.
“Robotáxis, robôs operários, sistemas de direção assistida e recursos de Inteligência Artificial (IA). integrados aos veículos dominaram os assuntos relativos aos automóveis na CES deste ano, tirando os veículos elétricos do centro das atenções”, escreveu a AN.
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O quadro econômico é preocupante. A GM teve uma queda de 43% nas vendas de elétricos no quarto trimestre de 2025 sobre o mesmo período de 2024. O prejuízo financeiro foi US$ 7,6 bilhões (R$ 41 bilhões). Custos adicionais poderão ser registrados em 2026. Um furgão de entregas elétrico, totalmente novo, foi descartado pela baixa demanda e fim de incentivos fiscais.
Na Ford a situação é semelhante. Somente no ano passado, amargou prejuízo de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) com veículos elétricos. Na América do Norte, substituirá um furgão deste tipo por modelos híbridos e a gasolina. Também descartou a produção de um furgão elétrico na Europa, mas manterá versões híbridas. Todavia anunciou uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver veículos elétricos comerciais e de passageiros.

Prejuízos de curto prazo não significam, nos dois lados do Atlântico Norte, que elétricos estão descartados, mas sim que haverá atrasos. Por outro lado, diferentes tipos de híbridos (semi-híbridos, plenos e plugáveis) tendem a avançar. Elétricos de alcance estendido, com motor-gerador de combustão interna (MCI) para recarga de uma bateria menor e mais barata, tendem a despertar interesse cada vez maior.
Esta solução afasta a ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens. E também comprar um elétrico para uso urbano e um veículo convencional para sair de férias, em feriados ou a trabalho.
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A ladainha da “…ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens.”
O lobby de quem produz derivados de “suco de dinossauros” arrasando no mundo.
Lamentável não ver um, umzinho só, jornalista para desmontar isso.
Quanto à essa pseudo ansiedade, até parece que todo mundo que tem um carro, sai todos os dias de Porto Alegre rumo a Fortaleza, e fica com “medinho” de NÃO achar uma relés tomada para recarregar o seu.
E nem falo de suco de dinossauro batizados por aí…