Prejuízos bilionários atrasam massificação dos carros elétricos
Uma das maiores feiras do mundo sobre tendências de consumo apontou que Inteligência Artificial e robôs estão roubando a cena quando o assunto é automóvel
Publicado em 18/01/2026 às 12h01
Quando se pensava que a maior feira do mundo dedicada aos eletrônicos de consumo, a CES 2026, encerrada no último dia 9 de janeiro em Las Vegas (EUA), fosse continuar colocando os veículos elétricos na posição de maior interesse, ou seja nos bancos dianteiros, estes foram passados para o banco de trás. A linguagem figurada foi a manchete da Automotive News (AN), centenária publicação americana especializada em automóveis.
“Robotáxis, robôs operários, sistemas de direção assistida e recursos de Inteligência Artificial (IA). integrados aos veículos dominaram os assuntos relativos aos automóveis na CES deste ano, tirando os veículos elétricos do centro das atenções”, escreveu a AN.
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Prejuízos dos carros elétricos
O quadro econômico é preocupante. A GM teve uma queda de 43% nas vendas de elétricos no quarto trimestre de 2025 sobre o mesmo período de 2024. O prejuízo financeiro foi US$ 7,6 bilhões (R$ 41 bilhões). Custos adicionais poderão ser registrados em 2026. Um furgão de entregas elétrico, totalmente novo, foi descartado pela baixa demanda e fim de incentivos fiscais.
Na Ford a situação é semelhante. Somente no ano passado, amargou prejuízo de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) com veículos elétricos. Na América do Norte, substituirá um furgão deste tipo por modelos híbridos e a gasolina. Também descartou a produção de um furgão elétrico na Europa, mas manterá versões híbridas. Todavia anunciou uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver veículos elétricos comerciais e de passageiros.

Atrasos nos carros elétricos
Prejuízos de curto prazo não significam, nos dois lados do Atlântico Norte, que elétricos estão descartados, mas sim que haverá atrasos. Por outro lado, diferentes tipos de híbridos (semi-híbridos, plenos e plugáveis) tendem a avançar. Elétricos de alcance estendido, com motor-gerador de combustão interna (MCI) para recarga de uma bateria menor e mais barata, tendem a despertar interesse cada vez maior.
Esta solução afasta a ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens. E também comprar um elétrico para uso urbano e um veículo convencional para sair de férias, em feriados ou a trabalho.
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A ladainha da “…ansiedade de pesquisar recarregadores em estradas e a perda de tempo em viagens.”
O lobby de quem produz derivados de “suco de dinossauros” arrasando no mundo.
Lamentável não ver um, umzinho só, jornalista para desmontar isso.
Quanto à essa pseudo ansiedade, até parece que todo mundo que tem um carro, sai todos os dias de Porto Alegre rumo a Fortaleza, e fica com “medinho” de NÃO achar uma relés tomada para recarregar o seu.
E nem falo de suco de dinossauro batizados por aí…
