Primeiro (e único) híbrido da Volkswagen no Brasil foi um fracasso

A marca está apostando em produzir modelos eletrificados nacionais, mas sua primeira experiência com isso não foi positiva

volkswagen golf gte 2019 azul frente recarregando
O Golf GTE era um híbrido plug-in e chegou antes da hora (Fotos: Volkswagen | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 29/08/2025 às 12h00

A Volkswagen está preparando o lançamento de pelo menos três carros híbridos nacionais, com sistemas plenos ou leve de 48 volts. Mas ela já teve veículos eletrificados por aqui em 2019, do tipo plug-in: o Golf GTE.

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Hoje os carros híbridos mais vendidos do Brasil são os SUVs chineses com sistema plug-in, mas o Golf GTE chegou cedo demais para dar certo e encalhou. A tiragem era limitada a apenas 99 unidades, nem o apelo colecionável ajudou.

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Segundo a revista Quatro Rodas, o Golf GTE encalhou nos pátios e a Volkswagen “desovou” o resto do estoque de 57 unidades na locadora Unidas. Lá o carro foi oferecido em planos de assinatura.

Como era o primeiro Volkswagen híbrido vendido no Brasil

A proposta do Golf GTE era de oferecer um desempenho esportivo similar ao do GTI, porém com consumo baixo de combustível. Esse conceito funcionou bem na Europa e o modelo chegou a ser o segundo híbrido mais vendido da Alemanha.

O conjunto mecânico trocava o motor 2.0 TSI de 220 cv pelo 1.4 TSI de 150, que trabalhava junto de um elétrico com 102 cv. Em conjunto eles podiam entregar o pico de 204 cv e 35,7 kgfm.

O desempenho ficava um pouco atrás do oferecido pelo Golf GTI: acelerava de zero a 100 km/h em 7,6 segundos e atingia 222 km/h de velocidade máxima. Isso é justificado pelo peso de 1.524 kg, por causa das baterias.

O Golf GTE compensava isso com médias de consumo melhores que a dos híbridos plug-in atuais: 30,3 km/l na cidade e 32,2 km/l na estrada de acordo com a metodologia do Inmetro. Sua desvantagem está na autonomia, que era de 50 km no otimista (e defasado) ciclo NEDC.

Seu pacote de baterias era pequeno diante do usado pelos híbridos chineses, com apenas 8,8 kWh e sem possibilidade de recarga rápida. O carro pode trabalhar apenas como elétrico, em modo híbrido ou em um onde o 1.4 TSI tracionava o veículo e recarregava as baterias.

volkswagen golf gte 2025 frente carregando
Na nova geração o GTE ficou mais forte

A Volkswagen não abandonou o Golf GTE ma Europa, a atual geração oferece essa versão com melhorias. O motor 1.4 TSI deu lugar ao 1.5 TSI Evo e a unidade elétrica é mais forte, em conjunto entrega 245 cv.

Na versão moderna a disparidade de desempenho com o GTI foi reduzida, o zero a 100 km/h baixou para 6,7 segundos. E a autonomia cresceu para 60 km no ciclo WLTP, mais próximo do Inmetro.

O Golf de oitava geração também possui aversão eHybrid, com esse conjunto híbrido plug-in mas sem o acerto esportivo. Também existe as versões eTSI, com um híbrido leve de 48 volts que pode ser combinado ao 1.0 TSI ou ao 1.5 TSI.

O Brasil terá, nesse primeiro momento, o eTSI e o inédito híbrido pleno que estreou no T-Roc de nova geração. O plug-in do GTE parece estar fora dos planos por enquanto, mas seria bem-vindo no Taos para poder enfrentar o BYD Song Pro e o Caoa Chery Tiggo 7.

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