Salão de Pequim é o maior do mundo: aceitar os chineses já não é mais discussão

Produção e mercado interno atingem números cada vez mais extraordinários, e as vantagens sobre rivais ocidentais ficam cada vez mais evidentes

Auto China 2026
China já supera produção de 50 milhões de unidades anuais (Foto: Auto China | Divulgação)
Por Fernando Calmon
Publicado em 02/05/2026 às 11h00

Com o fim do Salão de Frankfurt, por décadas o maior do mundo, Pequim e Xangai cresceram e hoje não há nada que se compare. O Auto China 2026 foi ampliado para quase 400.000 m², na capital do país, e se encerra após 10 dias, em 3 de maio.

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Os chineses superaram a fase de inspiração, contrataram vários dos melhores desenhistas do mundo e avançaram no projeto de carros elétricos e híbridos. Até em motores a combustão passaram a surpreender. Chegou ao fim a era das cópias dos ocidentais, e hoje reina a tecnologia própria.

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A verticalização da produção foi um dos grandes fatores desse sucesso chinês, estratégia que não era bem vista pelos concorrentes ocidentais — em especial pelos sindicatos de metalúrgicos. Porém, devido à falta de sindicatos e greves no país, a expansão foi bastante rápida.

Em 2025, o mercado de veículos leves e pesados atingiu quase 35 milhões de unidades, mais que o dobro do seu maior concorrente, os Estados Unidos.

  • Entretanto, a capacidade instalada na China supera 50 milhões de unidades anuais, distribuídas por estimadas 100 marcas — algo insustentável. Várias devem desaparecer.

Na Europa, há menos resistências, e a produção de origem chinesa é aceita com algumas restrições. A BYD, por exemplo, acaba de pedir filiação à ACEA (Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, na sigla em francês). Não se sabe ainda se será acolhida, porque a entidade abriga marcas basicamente europeias.

E aqui no Brasil?

As marcas mais famosas do país já comercializam por aqui, e algumas já contam até com linha de produção, como é o caso de BYD e GWM.

FABRICA BYD CAMAÇARI EDUARDO RODRIGUES (3)
A fabrica da BYD, no Brasil, se localiza em Camaçari, na Bahia (Foto: AutoPapo | Eduardo Rodrigues)

Abaixo, alguns dos modelos cogitados pela IA para chegarem em breve com foco no mercado brasileiro:

  • BYD Song Pro (facelift): nova linguagem Dragon Face, com lançamento aqui previsto para junho próximo;
  • Arcfox T1: SUV compacto elétrico da BAIC, rival direto do BYD Dolphin;
  • MG 4 Urban: hatch elétrico compacto;
  • GWM Ora 5: SUV médio elétrico com foco em custo-benefício;
  • IM Motors (Grupo SAIC): marca de elétricos de luxo a ser confirmada para o mercado brasileiro.

E não para por aí: a Omoda & Jaecoo confirmou a instalação de fábrica no Brasil para produzir localmente, com início de operações previsto entre meados de 2026 e 2027. Além destas, só o futuro dirá quem mais virá do outro lado do mundo para as terras tupiniquins.

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