Segredo: Nissan terá duas Frontier no Brasil: a nova híbrida e a diesel reestilizada
Picape manterá a plataforma atual, ganhará dianteira inédita e versão de trabalho com feixe de molas; modelo vai conviver com a híbrida plug-in
Publicado em 30/09/2026 às 12h00
A Nissan planeja relançar no Brasil, no início de 2027, a Frontier a diesel, que saiu de linha no país no fim de agosto. A picape voltará reestilizada, com visual inédito e mais equipamentos, e vai conviver com a nova Frontier híbrida plug-in, desenvolvida em parceria com a chinesa Dongfeng.
As informações foram publicadas pelo site americano Pickup Trucks For All, que afirma ter ouvido-as de executivos da própria Nissan durante visita à fábrica de Aguascalientes, no México, em 26 de setembro.

Segundo o site, a Nissan reconhece que boa parte do mercado ainda exige uma picape tradicional, com motor a diesel, característica considerada especialmente importante no Brasil e na Argentina. Por isso, a Frontier a diesel produzida em Aguascalientes chegará primeiro aos dois países e só depois ao México e a outros mercados.
A ideia é preencher rapidamente a lacuna deixada pelo fim da produção na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, encerrada no fim de 2025. O retorno terá o apoio de uma grande campanha de marketing, de acordo com os executivos. A fabricante ainda não anunciou oficialmente o lançamento no país.
O que muda na Frontier

A picape manterá a plataforma atual, mas ganhará uma dianteira totalmente nova, com a identidade visual mais recente da Nissan, já antecipada em um teaser divulgado pela empresa. Também receberá mais recursos de tecnologia e passará a ter duas configurações de suspensão traseira.
As versões mais caras manterão o sistema multilink da Frontier vendida até agora no Brasil. Uma opção de entrada, voltada ao trabalho, terá eixo rígido com feixe de molas, solução mais simples e barata. O site não detalhou o motor. A versão que saiu de linha usava um 2.3 biturbo diesel com 190 cv e 45,9 kgfm, com câmbio automático de sete marchas e tração 4×4.
Ainda de acordo com a publicação, a picape desenvolvida em parceria com a Mitsubishi, vendida como Triton, não será oferecida pela Nissan no Brasil, para evitar concorrência interna no grupo.
Eletrificadas ainda vendem pouco
A sucessora eletrificada é a Frontier Pro, derivada da chinesa Dongfeng Z9 e produzida na China pela Zhengzhou Nissan. O conjunto híbrido plug-in passa de 400 cv e permite rodar até 135 km só no modo elétrico, no ciclo chinês CLTC. Não há data de estreia no Brasil.
A aposta dupla tem explicação nos números: a BYD Shark, principal picape eletrificada à venda no país, emplacou apenas 373 unidades no primeiro semestre de 2026, segundo a Fenabrave. No mesmo ano, a Toyota Hilux, líder entre as picapes médias, somou 26.736 unidades até julho, e a Chevrolet S10, 17.571. A Ford Ranger híbrida plug-in só chega em 2027.
A Frontier também perdeu fôlego antes de sair de cena. Foram 5.091 unidades emplacadas em 2025, queda de 45% sobre as 9.258 de 2024. De janeiro a julho deste ano, com os estoques da versão argentina minguando, foram 1.002.
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