Toyota Corolla: por que ele foi eleito Carro do Ano 2020?

Graças às tecnologias de propulsão, que permitem obter altos índices de eficiência energética, modelo recebeu prêmios importantes da imprensa automotiva

Por AutoPapo 28/02/20 às 10h00
CONTEÚDO PATROCINADO

O Toyota Corolla é o atual detentor de importantes prêmios do setor automotivo: a revista AutoEsporte o elegeu como Carro do Ano 2020 e concedeu o título de Motor do Ano à unidade 2.0 flex que o move. O modelo ganhou ainda prêmios de Melhor Sedã Médio e Destaque do Ano pelo Uol Carros. Nos dois casos, a votação é feita  por um grupo de jornalistas do setor automotivo e engenheiros convidados.

Embora diversos fatores sejam levados em consideração pelo júri, costuma ser determinante o nível de tecnologia embarcada. E, nesse ponto, o Corolla deu um salto na atual geração: além de ser o primeiro híbrido fabricado no Brasil, o modelo mostra grande evolução técnica inclusive nas versões com motor a combustão.

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Segundo a Toyota, o 2.0 que foi eleito Motor do Ano tem eficiência térmica de cerca de 40% – das mais altas que se tem notícia atualmente. O consumo também é baixo: o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro (PBE) informa marcas de 8,0 km/l na cidade e de 9,7 km/l na estrada, com etanol. Ainda de acordo com as aferições do Inmetro, com gasolina o sedã faz e 11,6 km/l no ciclo urbano e 13,9 km/l no rodoviário.

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Além dos bons resultados em consumo de combustível, o motor 2.0, que é disponibilizado nas versões GLi, XEi e Altis do Corolla, tem bom compromisso com desempenho. O propulsor 2.0 entrega 177 cv de potência quando abastecido com etanol e 169 cv com gasolina. O torque máximo é 21,4 kgfm com ambos os combustíveis.

Soluções raras

Os bons resultados devem-se à utilização de soluções ainda raras nos carros vendidos no Brasil. Entre as quais, há dois sistemas de injeção de combustível (direta e indireta, que se alternam dependendo das circunstâncias, para proporcionar sempre a queima mais adequada), além de comando de válvulas variável. Por fim, os quatro cilindros da unidade trabalham em ciclo Atkinson, e não no Otto, como na maioria dos veículos.

Corolla Altis é pioneiro no sistema híbrido flex

O sistema híbrido do Corolla Altis Hybrid é composto por dois motores elétricos e um a combustão, além de uma bateria de níquel-hidreto metálico. Em situações nas quais o acelerador é pouco exigido, como em manobras de estacionamento ou em trânsito congestionado, o veículo é movimentado apenas pela eletricidade. Mas mesmo em velocidades mais altas é possível utilizar apenas os motores elétricos, desde que não haja grande demanda por potência.

Quando o motorista pisa mais fundo no pedal à direita – para vencer um aclive ou fazer uma ultrapassagem, por exemplo –, o motor a combustão entra em funcionamento. Ele é acionado e desligado automaticamente pela central eletrônica do veículo, sem intervenção do motorista.

Outra situação que faz com que o veículo comece a queimar combustível é se o nível de carga da bateria atingir níveis mais baixos. Isso porque não é possível recarregar o Corolla Altis Hybrid na tomada, uma vez que ele não é um híbrido do tipo plug-in. Essa função cabe justamente ao motor a combustão.

Para evitar consumo excessivo, há também um sistema de frenagem regenerativa, que acumula a energia cinética gerada pelos freios e a transforma em energia elétrica, alimentando a bateria.

Baixo consumo do Corolla Altis Hybrid

O resultado é, segundo o Programa de Etiquetagem Veicular (PBE) do Inmetro, um consumo de 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade, com gasolina. Como o Corolla é um híbrido flex, pode ser abastecido também com etanol. Com esse combustível, o sedã roda 9,9 km/l em rodovias e 10,9 km/l em vias urbanas. Ao contrário do que acontece em automóveis convencionais, o sedã da Toyota é mais econômico em percursos citadinos, pois neles o motor elétrico pode atuar por mais tempo.

Engana-se quem pensa que o baixo consumo implica em desempenho fraco. Isso porque os motores elétricos desenvolvem, juntos, 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque, enquanto a unidade 1.8 de quatro cilindros a combustão, que também trabalha em ciclo Atkinson, contribui com 101 cv com etanol e 98 cv com gasolina, além de 14,5 kgfm com os dois combustíveis.

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A potência combinada é de 122 cv, por questão de gerenciamento: como os dois propulsores atingem seus picos em condições distintas, não é possível simplesmente somar os valores máximos que eles são capazes de gerar.

Transmissão CVT com tecnologia inédita

Tanto com motor a combustão quanto sistema híbrido de propulsão, o Corolla é equipado com câmbio automático do tipo CVT. Esse sistema, que não tem marchas definidas, e sim duas polias de diâmetro variável que multiplicam as relações da caixa, é o que concilia de modo mais eficaz a economia de combustível e a performance.

O sistema CVT acoplado ao motor 2.0 traz uma tecnologia inédita: uma engrenagem direta de primeira marcha, que torna as arrancadas mais rápidas. Ele tem 10 marchas simuladas.

Nas versões XEi e Altis do Corolla equipadas com esse conjunto mecânico, há ainda borboletas no volante, que permitem trocas sequenciais. O objetivo, nesse caso, é deixar a condução mais esportiva e estimulante.

Segurança: pacote completo

Além disso, toda a linha adotou uma nova plataforma, a TNGA, que é global e concilia a possibilidade de conjugar diferentes tipos de propulsão a maiores níveis de segurança. A proteção aos ocupantes é complementada por novos equipamentos de segurança ativa, como Sistema de Alerta de Mudança de Faixa (LDA), controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC) e assistente de pré-colisão com frenagem automática (PCS), além de farol alto automático (AHB), disponíveis para a versão Altis.

Há ainda sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista), controles eletrônicos de estabilidade e tração. Vale lembrar que o Corolla foi avaliado com notas máximas no crash test realizado pelo Latin NCAP: conquistou cinco estrelas tanto na proteção para ocupantes adultos quanto na para crianças.

Fotos Toyota | Divulgação

1 Comentário
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    PAULO RENATO 2 de março de 2020

    otima reportagem.

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