[Vídeo] Motoristas têm dificuldade junto à seguradora Líder

A seguradora Líder, responsável pelo DPVAT, não tem representação direta nos municípios do país; isso se torna um enorme obstáculo para que vítimas de acidentes entrem com pedidos de indenização

Por AutoPapo24/03/18 às 07h40

O delegado da polícia federal Marcelo Freitas e o promotor do Ministério Público de Minas Gerais Paulo Márcio revelam a dificuldade que as vítimas de acidentes de trânsito enfrentam para requerer indenizações devidas pelo seguro obrigatório. Isso acontece porque a seguradora Líder, responsável pelo DPVAT, não tem representação direta nos municípios brasileiros.

Várias irregularidades cometidas pelo DPVAT estão sendo mostradas pelo Auto Papo em uma série de vídeos. Um esquema de fraudes envolvendo a seguradora Líder está sendo investigado pela operação Tempo de Despertar, deflagrada em 2015, na qual a polícia federal e o ministério público de Minas Gerais estão envolvidos.

[TRANSCRIÇÃO]

MARCELO FREITAS: O cidadão, ele pode fazer esse pedido sem a interferência de quem quer que seja. Ele vai receber uma comissão da ordem de 30% do valor recebido; isso é uma loucura!

ANTONÉLIO: Delegado, há coisa de dois anos, três anos, a seguradora Líder veio a público através da imprensa divulgar que o processo estava facilitado. Para você conseguir o seu seguro DPVAT, se você foi vítima de acidente, você vai, você sozinho vai até o correio, preenche lá o documento necessário, protocola aquilo, e você recebe com a maior facilidade. Mas a gente tem relatos da dificuldade que é. Qualquer errinho, qualquer rasurazinha ali, você não faz jus mais.

PAULO MÁRCIO: Outra balela inventada pela empresa. Ela quer mostrar que ela tem facilidade… Não existe isso. Primeiro, porque o Correio não tem nenhuma habilidade para poder manusear esses documentos. Por outro lado, se eu for no banco, que é o dono do negócio, eu vou no Bradesco ou no Banco do Brasil, eu não consigo ingressar lá o meu pedido de indenização.

Por isso é que surgem os mafiosos nas pontas para fazer a intermediação. É um papel que deveria ser feito pela seguradora Líder, de ter em cada cidade brasileira ou em pontos distintos, local para poder receber, para analisar a documentação; ela terceiriza isso para essas gangues de rua. Aí, vira um inferno na porta dos hospitais.

Promotor do ministério público Paulo Márcio fala sobre dificuldade que vítimas de acidentes enfrentam para receber indenização

Foto reprodução

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