Câmbio automático: número de marchas influencia em quê?

Quanto mais marchas na caixa, melhor para o desempenho e para o consumo de combustível. Não é à toa que já tem hoje automóveis com nove marchas no câmbio

Por BORIS FELDMAN07/11/18 às 06h15

Na hora de escolher um carro com o câmbio automático, você se depara com um câmbio com quatro marchas e outro com seis. E aí, qual você irá escolher?

[TRANSCRIÇÃO]

Na hora de comprar um automóvel zero quilômetro, um ouvinte do AutoPapo diz que ‘embatucou’ lá na concessionária, pois o vendedor ofereceu duas opções de câmbio automático: um com quatro marchas o outro com 6 marchas. Este segundo custa obviamente um pouco mais do que o outro, com apenas quatro marchas. E a pergunta é: vale à pena pagar mais?

E a resposta é positiva. Quanto mais marchas na caixa, tanto melhor para o desempenho e para o consumo de combustível. Não é à toa que já tem hoje automóveis com nove marchas no câmbio automático. O Jeep Renegade, mesmo da Fiat é um deles. Porque a necessidade, ou melhor, qual é a vantagem de ter mais marchas? É porque o motor vai estar sempre trabalhando no regime melhor de rotações. Não sobe muito o giro quando se reduz a marcha, e nem baixa muito quando se joga numa marcha superior.

E se você não sabia, saiba que existe uma faixa de rotações ideal para o motor, e quanto mais marchas na caixa, mais o motor vai trabalhar dentro desta faixa ideal de rotações. E, quanto mais ele estiver nesta faixa ideal, tanto menor será o consumo de combustível e as emissões de gases poluentes.

câmbio automático
Projeto 551 JEEP

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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