Carro movido a água não é a invenção do século

A criação de um carro movido a água não seria a invenção do século? E por que cargas d'água ele não está por aí, rodando em nossas ruas?

Por Boris Feldman05/11/18 às 06h15

Ter um carro movido a água é o sonho de muitos. Ainda mais com o preço da gasolina e do etanol lá nas alturas. Mas, é bom ir colocando as barbas de molho.

[TRANSCRIÇÃO]

Dois leitores do AutoPapo contestaram a minha crítica em relação ao motor que funciona com água, ao invés de gasolina, álcool ou diesel. Um disse que viu pessoalmente, e outro pela televisão, que o carro tem um reservatório de água de onde se tira, por um processo elétrico, o hidrogênio que faz o motor funcionar no lugar de gasolina ou álcool. E um deles pergunta: Essa não seria a invenção do século?

Não, não seria pelo seguinte: dá sim para tirar o hidrogênio que é o H2 da água, que é H2O. O hidrogênio, sem dúvida nenhuma, é um combustível, e faz sim o motor funcionar. Mas, com um problema insolúvel: a energia elétrica que a bateria tem que fornecer para se tirar o hidrogênio da água é maior do que a energia que o sistema fornece para o motor. Então a conta não fecha. E o carro pode rodar um ou dois dias, mas a bateria acaba pifando.

carro movido a água
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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
7 Comentários
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    E 1 de maio de 2019

    Você pega 20kg de boro coloca em um cilindro com 50 litros de água , o boro quebra as partículas da água que libera o hidrogênio, o cilindro é ligado ao motor através de um rodagas de empilhadeira, o boro vira óxido de boro que é reciclável, aí você em uma autonomia de uns 700km.

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    Vinicius 26 de abril de 2019

    E se o carro tiver uma bateria exclusiva para este sistema ?

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    Carlos Alberto 23 de abril de 2019

    Bom dia ! Caso fosse verdade,os que sobrevivem da ganância petrolífera já teriam comprado o projeto ou dadosubmisso no inventor.

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    Fabio 17 de abril de 2019

    Que texto mais debilóide. Quando você pensa que o autor vai destrinchar o assunto, o texto acaba.

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    Denis 24 de dezembro de 2018

    Bom ir colocando as barbas de molho o caramba…já existe essa tecnologia e a razão porque não está nas ruas é muito clara: Petrobrás e governo juntos tentando ferrar o cidadão médio.

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      CARLOS ALBERTO DO NASCIMENTO JUNIOR 5 de abril de 2019

      se problema é bateria, é só modificar o sistema de bateria(mas a industria maldita do petróleo não quer isso é claro né)

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        Válber Salles 21 de abril de 2019

        Amiguinho …o problema é a energia necessária e não o tamanho da bateria…o ciclo é inviável pois consome mais energia do que fornece.

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