Chave presencial pode dar em divórcio

Na ânsia de modernizar os veículos, engenheiros e marqueteiros costumam escorregar ao lançar “novidades” que não dizem a que vieram; uma delas é a chave presencial

Por BORIS FELDMAN30/04/18 às 10h08

A eletrônica provocou uma verdadeira revolução no automóvel e pode-se afirmar que, nos últimos anos, as únicas novidades da indústria são baseadas nas modernidades oferecidas pelos computadores integrados às entranhas do carro. Entretanto, na ânsia de modernizar – seja lá como for – todos os comandos e controles do veículo, engenheiros e marqueteiros costumam escorregar ao lançar “novidades” que não dizem a que vieram. Uma delas é a chave presencial.30

Na ânsia de modernizar os veículos, engenheiros e marqueteiros costumam escorregar ao lançar “novidades” que não dizem a que vieram; uma delas é a chave presencial

Chave presencial é aquela que você deixa no bolso e, para ligar ou desligar o motor, basta apertar o botão “start and stop” no painel.

Nunca entendi a vantagem da ausência desta chave no painel. É tão complicado assim fazer girar um tambor com a chave para ligar o carro?

Mas não é difícil imaginar uma de suas desvantagens. Aliás, fique atento caso seu carro tenha a chave presencial, pois ela pode provocar uma cena que já ocorreu diversas vezes na vida real: maridão chega em casa a noite e mulher vem correndo encontrá-lo, ainda dentro do carro. Ela diz que precisa do possante para umas comprinhas de última hora para o jantar.

O marido entra em casa, ela toca para o supermercado. Chega, encosta e vai às compras. Depois, ao voltar, ela entra no carro mas não acha a chave em lugar nenhum e não consegue ligá-lo. Impossível, pois a chave continua no bolso do paletó do maridão.

Ou seja, sair sem a chave, o carro sai, pois ela estava por perto. Mas depois, impossível ligá-lo com a chave a quilômetros de distância. Solução? Ligar para o marido que sai de casa para socorrê-la com o outro carro, ou de moto, táxi ou Uber…

Mas a história pode ter outro final nada feliz. Vai que, ao invés do supermercado, a mulher tenha ido ao motel se encontrar com o outro. Vai ser muito delicada qualquer explicação razoável para o juiz encarregado do divórcio…

Foto Ford | Divulgação

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

7 Comentários

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  • Júlio Cesarr 29 de julho de 2018

    Interessante a matéria que mostra evolução do sistema de ignição. Gostaria de saber se os carros com chave presencial também fornecem chave reserva presencial e qual seria o tempo de vida útil desta chave reserva ?

  • EVANDRO CARLOS DE ARAUJO 8 de junho de 2018

    Boris, ouvi seu comentário na CBN hoje, que me deixou boque aberto, falar que a chave presencial é ruim, por conta de motoristas desatentos, pra mim é um pouco ridículo, o condutor deve ter atenção e não utilizar a chave de forma errada, se passa o carro pra esposa como você menciona e sai com o carro sem a chave, ao perceber que as chaves ficaram em casa e o carro não funciona, já é tarde, mas isto é um problema de mau uso, e não que o sistema não é bom, resumindo, comentário infeliz.

  • Roberto 6 de maio de 2018

    Depois de uma matéria dessa, ridícula, que credibilidade tem para eu ler outras.

  • Gerson Aranis luza 1 de maio de 2018

    Enfiar uma lata no carro para fazê-lo ligar é coisa arcaica. A mesma coisa é ladrão levanta seu carro! Isso já deveria ter acabado no século passado

  • Igor 30 de abril de 2018

    Caro Boris, a grande importância da chave presencial, além da comodidade, foi verificada nas lesões causadas pela chave comum em acidentes.

  • Guilherme 30 de abril de 2018

    Parabéns, essa foi a matéria mais inútil desse site

  • Maycon 30 de abril de 2018

    Que matéria ridícula. Comodidade da chave presencial é indiscutível. Só falta criticarem a direção elétrica dizendo ser coisa para preguiçoso! Bola fora heim!

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