Vou insistir no uso do cinto no banco traseiro

Usar o cinto de segurança no banco traseiro pode salvar a sua vida e a dos ocupantes na dianteira também!

Por BORIS FELDMAN12/04/18 às 19h03

Já vou logo pedindo desculpas aos prezados leitores por martelar novamente na sua cabeça sobre a importância do cinto no banco traseiro. Acabei de ler mais uma notícia sobre um acidente de automóvel que saiu da estrada, capotou, vários passageiros se feriram gravemente e um deles faleceu. E cada vez que vejo uma notícia como essa, que sai quase diariamente no jornal, rádio, televisão e internet, eu fico entre incrédulo e indignado. Porque a imprensa não toma o cuidado de averiguar exatamente o que ocorreu e diz, no máximo, que os ocupantes “foram cuspidos do automóvel”.

cinto de segurança banco traseiro de trás cinto no banco traseiro

Como não existe no Brasil a cultura de se preocupar com a segurança veicular, a imprensa raramente se lembra de informar que, se foram cuspidos, é porque não usavam o cinto de segurança. Porque ainda prevalece a ideia de que passageiro no banco de trás não precisa de afivelar o cinto pois está protegido pelo banco dianteiro no caso de um impacto frontal. E, segundo as estatísticas, nem 30% das pessoas usam o cinto no banco traseiro.

Dispensável explicar que esta ideia de ser protegido pelo banco da frente é uma enorme tolice. Em primeiro lugar, porque no caso de um impacto frontal em elevada velocidade, quem está no banco traseiro é arremetido com peso de toneladas contra o dianteiro. Não é raro o caso do passageiro que estava atrás acabar ferindo (as vezes fatalmente) o da frente que estava com seu cinto afivelado.

Além disso, quase sempre o automóvel capota lateralmente depois de derrapar numa curva mais fechada ou devido a um golpe do motorista no volante para, por exemplo, se desviar de algum obstáculo. Neste acidente é bastante provável que o passageiro sem o cinto seja “cuspido” do carro com graves consequências. Outra probabilidade é de bater forte a cabeça contra o teto ou coluna lateral do carro e perder a consciência, ficando sem condições de se safar de um incêndio, por exemplo.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

0 Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Deixe um comentário