Start/stop: eletrônica faz milagre quando o carro para

O sistema “percebe” que o carro parou num sinal ou congestionamento ou por outro motivo qualquer e desliga o motor

Por BORIS FELDMAN18/05/18 às 13h45

A indústria automobilística faz das tripas coração para reduzir o consumo de combustível. Um dispositivo muito interessante desenvolvido recentemente com esta finalidade é o start/stop.

Como diz o nome em inglês, ele liga e desliga automaticamente o motor. Já presente em diversos automóveis importados e alguns nacionais, ele “percebe” que o carro parou num sinal ou congestionamento ou por outro motivo qualquer e desliga o motor. Quando o motorista pisa novamente no acelerador, ele aciona o arranque quase imperceptivelmente. Existem alguns ajustes automáticos no sistema: se o ar condicionado está ligado, ele aciona o motor mesmo com o carro ainda parado para evitar da temperatura subir exageradamente no habitáculo.

Start&Stop pode ser desligado por meio de tecla no painel

Na estrada, o start/stop quase não faz diferença. Entretanto, no trânsito urbano ele consegue reduzir consumo e emissões acima de 10%. Muitos motoristas questionam se não valeria a pena eles mesmos desligar e ligar o motor manualmente quando param o carro.

Teoricamente, nada impediria o motorista de realizar esta operação e obter mesma redução de consumo e emissões que o dispositivo eletrônico. Porém, quando um automóvel recebe o start/stop, vários de seus componentes sofrem um desgaste acentuado, principalmente a bateria, motor de arranque e alternador (responsável por recarregar a bateria). Então, o automóvel com este dispositivo tem estes componentes projetados de forma a “aguentar o tranco”, a serem muitas vezes mais exigidos. No para e anda do trânsito congestionado, o arranque é acionado dezenas de vezes em meia hora. E, a noite, simultaneamente com os faróis ligados, sobrecarregando ainda mais a bateria.

Ou seja, se o motorista resolve praticar o liga/desliga por conta própria, o que poderá economizar de combustível vai perder lá na frente ao trocar um destes componentes que teve sua vida útil abreviada pelo excesso de carga.

Foto Fiat | Divulgação

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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