Tem carro flex? Na estrada, use gasolina

Por BORIS FELDMAN01/04/18 às 09h01

É preferível abastecer o carro flex, na estrada, com gasolina?

Sim: com este combustível o consumo cai e a autonomia fica aumentada. Grosso modo, pode-se calcular que o carro seja capaz de rodar uns 30% mais com gasolina, em relação ao etanol. Ou seja, com o mesmo tanque, em vez de rodar trezentos quilômetros, por exemplo, o carro roda uns 400 km. E tem muito motorista que detesta parar no meio do caminho: quanto menos, melhor…

Aliás, é possível evitar qualquer abastecimento na estrada: dependendo da distância a ser percorrida, da quilometragem total a rodar, da capacidade do tanque e do consumo do motor, talvez até se evite parar para reabastecer. A vantagem? Reduzir as chances de abastecer com combustível adulterado. Muitos postos fornecem combustível de qualidade, mas muitos não hesitam em adulterá-lo. Se você parar só para relaxar, tomar um cafezinho, comer um sanduiche, esticar o corpo, até que faz muito bem. Mas, se for possível evitar o abastecimento, tanto melhor.

Outra dúvida na estrada: ligar o ar-condicionado aumenta ou não o consumo de combustível?

É incontestável que o ar-condicionado aumenta o consumo de combustível, pois a energia para movimentá-lo tem que sair de algum lugar. No caso, do próprio motor…

Entretanto, há uma teoria de que, na estrada, em elevadas velocidades, o aumento de consumo provocado pelo ar-condicionado é compensado pela redução do consumo com a melhor aerodinâmica com as janelas fechadas.

É verdade que uma coisa compensa a outra? Em termos: a melhora aerodinâmica realmente reduz o consumo, porém é preciso que o carro esteja em elevadíssimas velocidades para que a redução do consumo com as janelas fechadas realmente compense o aumento com o ar ligado.

No trânsito urbano, por exemplo, a 20 ou 30 km/h, quase não faz diferença na aerodinâmica vidros abertos ou fechados. Já na estrada, acima de 110 ou 120 km/h, vai haver mesmo uma boa influência da aerodinâmica na redução do consumo. Ou seja, pode até ser verdade que uma coisa compense a outra. Mas só mesmo se o carro estiver em velocidades muito acima das permitidas no Brasil.

medidas ajudam a economizar na estrada

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

4 Comentários

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  • Marcelo 6 de maio de 2018

    Mentira, melhor aproveitamento da queima, coloque álcool e 20% de gasolina. Abasteci gasolina pura no Paraguai, super 92 octanos, 16,5 na estrada. Com 20% restante completei com álcool, fez 14,2

  • Paulo Afonso 6 de maio de 2018

    Penso que o Site AUTOPAPO, não deveria pedir aos que fazem comentários, críticas, perguntas e dúvidas, enviar m e-mail ao Boris, autor da matéria, mas sim, por uma questão de RESPEITO aos eleitores, responder aqui mesmo.

    Daí faço uma pergunta sobre o assunto aqui:
    Falou-se em carro Flex, mas não vi uma citação sequer sobre o gás.

    De qualquer forma, parabéns pelo site pela matéria, obrigado Bóris.

  • Carlo Balzer 6 de maio de 2018

    Meu Deus!!! É a segunda reportagem que leio só abobrinhas.. desde quando um veículo abastecido com gasolina, apresenta maior potência do que com Etanol???
    Podemos concordar que com Etanol, o veículo apresente um consumo maior, porém, se utilizar em velocidade de cruzeiro na estrada, pode sim igualar o consumo.
    Outra coisa, realmente existe necessidade de reciclagem de quem escreve as matérias. Hj, existe carros com assistência elétrica no Ar condicionado, o que faz com que não haja redução na potência, ou apresentação de uma grande diferença no consumo de combustível.

  • Claudionor Macedo de Almeida 1 de abril de 2018

    Em viagens longas sempre faço uso da gasolina por várias razões: evitar abastecer na estrada em.postos que não conheço, economia e potência do carro (Corolla 2.0 xei) e o álcool em minha região está chegando a 79% da gasolina.
    Sinto um desempenho melhor do carro e a economia é significativa no limite de 120km no máximo.

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