Porta-malas: bagagens mal acomodadas são um perigo

As malas podem ser perigosas pois, numa freada de emergência ou num impacto frontal, elas serão projetadas para frente, se não estiverem acomodadas direito

Por Boris Feldman24/05/18 às 11h00

O automóvel do tipo sedã, ou três volumes, tem o porta-malas destacado na traseira. Com uma tampa própria, o espaço destinado à bagagem é independente do habitáculo de passageiros. Já o carro do tipo hatch ou perua (“station-wagon”) tem o porta-malas agregado à cabine, atrás do banco traseiro. Sua tampa fica na vertical e facilita o acesso à bagagem.

Vantagens e desvantagens? O sedã tem a bagagem mais protegida e invisível do exterior do automóvel. O hatch pode ter seu volume ampliado com o rebatimento do banco traseiro, mas a bagagem, em geral, é visível do lado de fora do carro. Embora alguns sedãs ofereçam também a possibilidade de rebater o encosto do banco traseiro, também em duas partes. Baixando apenas uma é possível ainda se acomodarem um ou dois passageiros.

renault fluence porta-malas
Renault | Divulgação

Mas existe um perigo ao transportar bagagem no hatch ou na perua. É a possibilidade de se colocar malas e pacotes acima do nível do encosto do banco traseiro. Ou seja, é possível carregar o porta-malas até o teto do automóvel. Basta retirar a “tampa”, chamado bagagito, que cobre o espaço.

Esta prática é extremamente perigosa pois, numa freada de emergência ou num impacto frontal, esta parte da bagagem será projetada perigosamente para frente. Voa como um míssil e atinge motorista e passageiros. Sempre se lembrando de que, o peso de um pacote se multiplica várias vezes quando é atirado dentro de um carro que vinha a uma determinada velocidade e estancou subitamente. Um peso de 10 kg pode ultrapassar 200 kg nestas condições. Até no caso dos sedãs, há quem coloque objetos pesados na superfície horizontal entre o banco e o vidro traseiro, que oferece o mesmo risco.

É por isso que algumas destas peruas (ou hatches) são equipadas com uma rede vertical colocada sobre o encosto do banco traseiro e chegando ao teto do carro: para evitar o arremesso de qualquer objeto do porta-malas.

Foto Renault | Divulgação

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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