“Pi-ca-re-ta-gens” na pintura

Ao se comprar um carro zero km, deve-se prestar muita atenção em sua pintura, para evitar problemas no futuro

Por BORIS FELDMAN19/08/16 às 15h37

Ao se comprar um carro zero km, deve-se prestar muita atenção em sua pintura, para evitar problemas no futuro.

Em primeiro lugar, jamais aceitar qualquer tipo de reparo na concessionária caso o carro tenha vindo com algum arranhão ou amassado, por menor que seja. Simplesmente porque oficina nenhuma de marca nenhuma do mundo é capaz de pintar um automóvel com a mesma qualidade da fábrica na linha de montagem. Pode se aproximar, mas perfeição não existe. Pode não ter problema no futuro, mas sempre existe o risco de passados alguns meses, surgir uma diferença entre a pintura original e o local reparado pela concessionária.

Outra dúvida do dono do carro é aceitar ou não o serviço especial DE “PROTEÇÃO” DA PINTURA oferecido pela maioria das concessionárias, que não perdem a chance de faturar algum…

Este tratamento da pintura se chamava de polimento. Mas atualmente é mais sofisticado e ganhou denominações também mais “chiques” como vitrificação, polimerização, espelhamento e outras. Aliás, a sofisticação já subiu mais um nível recentemente e existe um método ainda mais moderno que faz uso da nanotecnologia, que deixa a pintura repelente à agua. O carro não fica molhado quando chove…

Todos estes serviços são importantes e devem ser realizados, mas unicamente depois que o carro já rodou dois ou três anos. Quando a pintura começa a dar sinais de cansaço, de perder o brilho original. Ou em prazos menores quando o carro é submetido com frequência às intempéries climáticas como sol, chuva, etc. Se fica o dia inteiro estacionado ou durante a noite na rua.

O que não se deve autorizar é a execução deste serviço quando o carro está novo, ainda zero km. Simplesmente porque a pintura de fábrica já recebe uma proteção, um verniz superficial exatamente para protegê-la. Ora, a primeira operação destas empresas que oferecem o serviço é lixar a pintura original para aplicar seu produto. Passou a lixa, a proteção da fábrica já era…

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1 Comentário

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  • Giancarlo Casarin 19 de Fevereiro de 2018

    Discordo totalmente, trabalho desde 2010 com vitrificação, nunca usei uma lixa para vitrificar um carro, existem empresas sérias no mercado que usam produtos de qualidade e existem os picaretas, quemsó querem ganhar.
    O ideal é vitrificar dentro da concessionária, esses sinais de cansaço que voce citou não vão aparecer após dois anos, pois o que irá desgastar vai ser o vitrificador, e após dois anos a proteção “de fábrica” vai estar como zero km.
    É claro que isso vai depender do produto e do método utilizado pela empresa, mas não é necessario nenhum polimento agressivo para aplicar o vitrificador, a pintura só vai precisar estar limpa e livre de qualquer defeito que possa ter ocorrido na linha de montagem, transporte, pátio ou show room da concessionaria, como riscos superficiais causados por lavagens.
    Quanto à pintura e reparos eu concordo, nenhum comprador deve aceitar qualquer reparo feito em carro zero, mas infelizmente a maioria não tem olho clínico e só descobre após algum tempo ou ao levar o carro em alguma oficina.

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