Ponto morto ou banguela: pode ou não pode?

Decisão deve ser tomada com base na descida a ser percorrida

Por BORIS FELDMAN12/03/18 às 11h24

“Jogar o ponto morto” é bom ou ruim? Boris explica que, na verdade, para aproveitar a “banguela”, você precisa analisar o tipo de descida a ser percorrida.

[TRANSCRIÇÃO]

“Nós já comentamos aqui a respeito de jogar a banguela ou ponto morto em uma longa descida na estrada. Ao contrário do que muitos pensam, isso não economiza combustível, e sim aumenta o consumo. Além disso, descer engrenado em uma forte descida poupa também o sistema de freios.

Um ouvinte mais atento pergunta: numa longa e forte descida, onde seria necessário usar os freios, a explicação está correta. Mas se a descida não tiver um ângulo muito acentuado e que nem seria necessário o uso dos freios, não justificaria jogar o ponto morto?

No áudio de hoje, Boris Feldmann explica se jogar o carro no ponto morto, ou na "banguela", economiza mesmo combustível. Recurso pode trazer malefícios ou benefícios, decisão deve ser tomada após análise da descida.

Sim, ele tem razão, se a descida não for muito forte, descer engrenado até prejudica o embalo, o uso da inércia para movimentar o carro, e ainda obrigaria o motorista a pisar no acelerador antes do tempo necessário, desprezando a ajuda gratuita da lei da gravidade”.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

2 Comentários

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  • Renato 12 de março de 2018

    Boa tarde Boris, tudo bom?

    Uma dúvida que tenho a tempos, e sinceramente não encontro informações concretas para saná-las:

    Quando as montadores, Inmetro etc fazem os testes de economia de combustível, os veículos são conduzidos com o mínimo de rotações possíveis, em vez de seguir os regimes de torque máximo, correto?

    Para máxima economia de combustível, o correto é usar a marcha mais alta nas menores rotações possíveis ou utilizar/ trocar das marchas nos regimes de torque máximo de cada motor?

    Explicando com mais detalhes a dúvida:
    Simulando uma leve subida qualquer, pegamos um carro popular com injeção eletronica:

    Renault Clio 1.0 16v Hi Flex 4 cilindros motor D4D 2012.

    76cv gasolina / 77 cv álcool a 6.000 rpm.

    9,7 Kgfm gasolina / 10,2 álcool kgfm a 4.250 rpm.

    A 60 km/h ele está a cerca de 2000 rpm em 5ª marcha.

    A 80 km/h ele está a cerca de 3000 rpm em 5ª marcha.

    Visando somente a economia de combustível e abrindo mão de desempenho, é melhor “atolar” o pé no acelerador em 5ª marcha e subir ou reduzir para 4ª marcha (elevando o rpm)?
    Elevando o rpm, será injetado mais combustível naquele mesmo tempo, o que aumenta o consumo.

    Até onde eu sei, quanto menor o rpm, menor o consumo (exceto em situações de Cut Off).

    Em alguns carros que tem computador de bordo com consumo instantâneo, ao acelerar tudo em marcha alta (5ª, 6º), nota-se que os índices de consumo instantâneo caem drasticamente, mas a rotação não sobe! O que ocorre com esse combustível que o computador diz que o motor está consumindo?
    É enriquecido a mistura ar/combustível e por isso o computador diz que está consumindo mais?
    Ele lê somente a abertura da borboleta?
    Ele injeta o combustível e devido a não elevar o rpm, é devolvido para o tanque através do retorno, e isso não é contabilizado pelo gerenciador do consumo instantâneo?

    Quando reduz uma marcha, o consumo instantâneo também aumenta, devido o aumento de rpm. Até ai é entendido!

    Devemos considerar que baixa rotação também pode prejudicar o motor, lubrificação, entre outros, mas visando somente economia de combustível, qual apresenta maior economia de combustível?

    No exemplo acima, o torque máximo vem a altos 4250 rpm, mais de 70% da rpm máxima do motor. A 60 km/h, ele está utilizando 1/3, 33% (2000 rpm) dos rpm disponíveis por esse mesmo motor, portanto, não podemos dizer que é uma rotação muito baixa que estragaria o mesmo.

    Afinal, visando apenas economia máxima de combustível, é melhor “atolar” o pé e manter na marcha mais alta (respeitando o limite mínimo de rpm de cada motor?

    Ou

    Trocar sempre na rotação de torque máximo (em alguns carros fica a mais de 70% da rpm máxima do motor)?

    Eis a dúvida…

    Agradeço pela atenção desde já.

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