A nova Mitsubishi Triton já apareceu, e não é uma picape; veja o que o Pajero entregou
Picape média deve receber dianteira derivada da linguagem Dynamic Shield do SUV e versão híbrida, com estreia prevista para 2027 ou 2028
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 09/09/2026 às 12h00
Revelado em 2 de setembro em Tóquio, o novo Mitsubishi Pajero também servirá como uma prévia da nova Mitsubishi Triton. Como o SUV de sete lugares nasceu sobre o mesmo chassi de longarinas da picape média, o desenho estreado pelo carro-chefe da marca deve antecipar o que aparecerá na reestilização de meia-vida da caminhonete, prevista para 2027 ou 2028, começando pela Ásia. A mudança de fundo, porém, está na mecânica: uma versão híbrida.
No visual, a expectativa se concentra na dianteira, que deve adotar uma evolução da linguagem Dynamic Shield. Assim, espera-se conjunto óptico em formato de T e grade ampla— solução que substituiria os faróis afilados e a frente mais quadrada da picape atual, apresentada no mercado internacional em 2023. Laterais e traseira devem seguir praticamente inalteradas.
A híbrida ainda não tem prazo

O caminho para a eletrificação foi aberto em julho, quando a Mitsubishi anunciou investimento de 16 bilhões de baht (cerca de R$ 3,5 bilhões) na Tailândia até 2030, para transformar a fábrica de Laem Chabang em polo de exportação de veículos eletrificados. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Takao Kato, em encontro com o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, e envolve justamente os dois modelos de chassi de longarinas produzidos ali, Triton e Pajero.
A fabricante não revelou qual tecnologia será adotada. As indicações apontam para um sistema HEV, o híbrido pleno, que dispensa recarga externa e usa motor elétrico e bateria menores do que um plug-in, provavelmente combinado ao atual 2.4 turbodiesel. Um conjunto PHEV foi cogitado no início do projeto, e a picape elétrica anunciada em 2023 perdeu prioridade diante da demanda fraca por comerciais leves a bateria.
Cronograma é outra questão. Em entrevista à imprensa australiana após a apresentação do Pajero, executivos da marca disseram não ter novidades sobre futuros conjuntos mecânicos e indicaram que a chegada ao mercado ainda deve levar tempo — o que mantém a estreia simultânea com a reestilização no campo da expectativa, e não do calendário oficial.
O que isso significa para o Brasil
Aqui, a Triton é produzida em Catalão (GO) pela HPE Automotores desde novembro de 2025 e assumiu o posto de única picape da marca com a saída da L200. Traz o motor 2.4 turbodiesel de 205 cv e 47,9 kgfm, o mesmo bloco que, no Pajero, rende 204 cv e 48,9 kgfm com câmbio automático de oito marchas. A produção nacional é um complicador: uma versão híbrida montada na Tailândia não chega automaticamente ao mercado brasileiro.
A pressão competitiva, no entanto, existe: a BYD Shark vende muito pouco, mas já ocupa o espaço das picapes médias eletrificadas por aqui, ao passo que Ford Ranger ganhará uma variante PHEV e a Toyota Hilux passará por reestilização com sistema híbrido leve derivado do 2.8 diesel. O Pajero, esse já tem destino traçado: a HPE confirmou o SUV para o Brasil em 2027, sem data definida.
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