Exame para taxista proíbe GPS e exige a memorização de 320 rotas em Londres; rigor do teste garante sobrevivência da categoria contra robotáxis
Um candidato interessado em tornar-se motorista dos icônicos táxis de Londres mostrou determinação: o homem, Anshu Moorjani, finalmente alcançou seu objetivo após cinco anos de estudos e 55 reprovações, conquistando a disputada licença para dirigir um dos carros. É uma prova que reflete a realidade: enquanto condutores de aplicativos dependem inteiramente de smartphones e GPS, os taxistas oficiais da capital britânica são estritamente proibidos de usar qualquer tecnologia de navegação. A exigência é categórica: eles precisam memorizar o complexo mapa de uma das maiores metrópoles da Europa.
Aprovado no exame em maio de 2026, Moorjani revelou à imprensa que recusou seguir o caminho mais fácil e rápido de trabalhar para a Uber. Sua escolha foi movida pelo prestígio inegável que a função tradicional ainda carrega na sociedade britânica.
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O processo de avaliação é dividido em seis fases, começando com exames médicos e de antecedentes, seguidos por uma prova escrita. A etapa mais temida, contudo, são as três sabatinas orais e presenciais com os examinadores. Nelas, o candidato tem apenas poucos segundos para descrever o caminho mais curto e eficiente entre dois pontos da capital britânica, falando a rota. Se falhar, o reexame ocorre em janelas de tempo que variam de 21 a 56 dias.

O nível de exigência do teste é tão alto que estudos médicos comprovaram que os taxistas de Londres desenvolvem o hipocampo, a área do cérebro responsável pela memória, significativamente mais do que a média da população. Todo esse rigor se converte em uma confiança profunda do público londrino nos famosos black cabs. Além disso, a chegada de novos profissionais é celebrada pelas autoridades, já que a frota perdeu 10.000 motoristas nos últimos anos.
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