As vans elétricas que rodam 478 km e qualquer um com CNH B dirige já entregam no Brasil

Com 17 novas eSprinter, a FedEx chega a 53 veículos elétricos no Brasil e avança na meta de zerar emissões na frota até 2040

Mercedes eSprinter
FedEx ampliou frota elétrica no Brasil com 17 novas Mercedes-Benz eSprinter (Fotos: Mercedes | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 25/06/2026 às 15h00

A Mercedes-Benz entregou 17 unidades da eSprinter Furgão Street 320 à FedEx, ampliando a frota elétrica da empresa de entregas no país. Com o reforço, a FedEx passa a operar 53 veículos elétricos no Brasil — parte do plano global da companhia de eletrificar 100% de sua frota de coleta e entrega até 2040.

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A eSprinter tem autonomia elétrica de até 478 km.

As novas vans serão destinadas às estações da FedEx em Campinas (SP), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Entre os atrativos do modelo para a operação urbana está a possibilidade de ser conduzido com carteira de habilitação categoria B, o que amplia o número de motoristas aptos. Além de não emitir poluentes locais, a van elétrica torna a operação mais silenciosa e eficiente — vantagens relevantes no trânsito intenso das grandes cidades.

Esta é a quarta entrega de veículos elétricos da Mercedes-Benz à FedEx em três anos. A mais recente havia ocorrido em agosto de 2025, com 27 unidades. Pioneira no transporte de cargas elétrico no Brasil — onde começou a usar veículos do tipo ainda em 2013 —, a FedEx já opera modelos elétricos em centros urbanos como Salvador, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Campinas.

A eSprinter é oferecida com duas opções de bateria, de 81 kWh e 113 kWh, e autonomia de até 478 km no ciclo WLTP na configuração de maior capacidade. Importada da Alemanha, a van usa baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) e pode ser recarregada em corrente alternada, de até 11 kW, ou em estações rápidas de corrente contínua, de até 50 kW, que repõem de 10% a 80% da carga em cerca de 90 minutos. Com capacidade de carga de até 14 m³ e peso bruto total de até 4,25 toneladas, o modelo tem tração traseira e arquitetura modular.

O movimento acompanha a pressão por logística de baixa emissão nas metrópoles, onde políticas de restrição à circulação e metas de descarbonização estimulam a adoção de veículos elétricos no transporte de cargas. Ainda assim, o segmento avança em ritmo gradual no país, dependente de preço, de infraestrutura de recarga e de contratos com grandes frotistas.

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